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Praticantes do Breakaway Roping não se cansam de lutar pela modalidade

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Praticantes do Breakaway Roping não se cansam de lutar pela modalidade Relativamente a mais nova modalidade entre as praticadas pelo cavalo Quarto de Milha, o Breakaway Roping ganhou mais um reforço

Relativamente a mais nova modalidade entre as praticadas pelo cavalo Quarto de Milha, o Breakaway Roping ganhou mais um reforço

Uma das formas de se fortalecer um esporte, seja qual for, é conseguir uma boa quantia de premiação em provas e finais de campeonatos. Já que é desse modo que os que investem em treinamento obtém uma parte do retorno. Pensando nisso, os praticantes do Breakaway Roping não se cansam de lutar pela modalidade.

Desde o ano passado, as laçadoras podem contar com a parceria da Associação Nacional de Laço Individual. De tal forma que ao participarem de provas oficializadas e se filiarem à entidade concorrem a vagas para a disputa da final Nacional, título de melhor do ano e ainda uma premiação bastante substanciosa.

A formação desse ranking Nacional de Breakaway Roping pela ANLI, entretanto, ganhou um reforço. Após tratativas entre pessoas envolvidas no fomento da modalidade – e ainda em fase de testes – laçadoras que participarem de algumas provas de Laço em Dupla e se filiarem à ANLI terão os resultados dessas provas validados do mesmo modo que em provas oficializadas de Laço Individual.

“É um trabalho de ‘formiguinha’ que costumamos chamar. Mostrar para as duas pontas – provas e laçadoras – a importância da gente fortalecer essa final Nacional, o ranking Nacional. Oportunidade que a ANLI tem dado para o Breakaway Roping. Portanto, estamos sempre em contato não só com os organizadores, bem como com as competidoras”, contam os envolvidos na ação.

A ideia, acima de tudo, é congregar realmente 100% das laçadoras ativas no Brasil todo. Já que existem campeonatos em mais de um estado. Mesmo que os investimentos ainda sejam maiores do que as premiações ofertadas, aderir ao Card da ANLI pode trazer benefícios a médio e longo prazo para a modalidade.

Praticantes do Breakaway Roping não se cansam de lutar pela modalidade Relativamente a mais nova modalidade entre as praticadas pelo cavalo Quarto de Milha, o Breakaway Roping ganhou mais um reforço
Lucy Fazzio

CVLD

Comentamos no começo desse ano que 2020 estava sendo a temporada mais ‘aquecida’ do Breakaway Roping. Visto que muitos eventos e campeonatos introduziram a modalidade em suas programações e as meninas puderam ir a uma prova todo final de semana, o que antes não acontecia.

Contudo, especialmente em São Paulo, onde se concentra o maior contingente de provas e competidores, há algumas regiões com bastante potencial e que os campeonatos parceiros do Breakaway não estão. E pensando nisso que apareceu a ideia de fazer esse ‘meio de campo’ entre a ANLI e algumas provas de Laço em Dupla.

Como o CVLD, em Regente Feijó, na região de Presidente Prudente/SP. Um campeonato grande e forte de Team Roping que deu abertura para que as meninas da região pudessem laçar Breakaway e pontuar para o ranking. Das nove inscritas, três aderiram ao Card.

Quem viu a prova pode ficar feliz, pois a evolução técnica estava a ‘olhos vistos’. Com os incentivos certos, aos poucos, as meninas – em todas as regiões – estão levando ainda mais a sério o esporte, investindo em técnica, cavalos, treinamento. Resultado é um show atrás do outros.

Pela ANLI pontuaram nessa ordem: Betânia Rodrigues (foto de chamada), Lucy Fazzio e Marina Masselli. Entretanto, o resultado geral da prova de Breakway na CVLD foi: Adriele Caroline, Rafaela Costa, Nahydeana Peres, Betânia Rodrigues e Lucy Fazzio.

Outra prova que já fechou a parceria é a CLD, no Rancho WS, na região de Pereiras/SP. Só para ilustrar, a final de Breakway Roping ano passado pela ANLI premiou com R$ 10 mil. E esse valor pode aumentar ainda mais caso o número de filiadas cresça mais ao longo de 2020.

Por Luciana Omena
Crédito da foto: Divulgação/WTR Produções

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Breakaway

Região de Presidente Prudente recebe Circuito Breakaway Roping

Etapa será realizada neste sábado (11), no Rancho Alpha e reunirá mulheres e crianças para participar das provas de Breakaway

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Breakaway Roping

As laçadoras da região de Presidente Prudente, interior de São Paulo, não podem perder o Circuito Breakaway Roping que será realizado neste sábado (11) no Rancho Alpha, localizado na cidade de Regente Feijó/SP.

Organizado por Betânia Rodrigues, Caroline Pontal, Junia Cartocci e Thayná Cardozo, o circuito, que está em sua segunda edição, oferecerá 80% da inscrição como premiação, subdividido entre as 5 primeiras colocadas mais fivela. A primeira colocada receberá R$ 1 mil mais a fivela.

O Circuito Breakaway Roping surgiu da necessidade das laçadoras em encontrar competições da modalidade na região e assim, “fomentar ainda mais a modalidade que vem crescendo e abrir o caminho para que as iniciantes possam perder o medo e o receio de participar de competições”, explica Thayná.

Ao todo, o Circuito Breakaway Roping terá cinco etapas, mais a final. A primeira etapa foi realizada em abril e contou com a participação de 12 laçadoras no feminino e 2 no mirim.

Para essa edição, devido ao sucesso da primeira etapa, a expectativa da organização é receber o dobro de participantes no mirim e mais mulheres. “Já temos confirmadas 15 competidoras no feminino e 4 no mirim”, comemora Thayná.

O bezerro utilizado no circuito é uma atração à parte. “Vamos usar bezerro em todas as etapas para ficar o mais próximo do padrão das provas maiores e para as meninas se acostumarem. Isso porque, geralmente, o espaço que é oferecido parta nós nas provas é o do Team Roping, então, o mais comum, é lançarmos bois formados”, explica.

As inscrições antecipadas terminam hoje, mas Thayná reforça que as laçadoras interessadas podem realizar sua inscrição até o dia da prova.

As interessadas podem fazer a inscrição pelo telefone (18) 99702-9299.

Próximas etapas do Circuito Breakaway Roping

As próximas etapas do Circuito Breakaway Roping serão realizadas nos meses de agosto, setembro e outubro. A grande final será em novembro e reunirá as amazonas que mais pontuarem nas etapas.

Serviço:

Circuito Breakaway Roping

Data: 11 de junho

Horário: 15h

Local: Rancho Alpha – Rodovia Raposo Tavares, km 556, Regente Feijó/SP.

Informações: (18) 99702-9299

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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Breakaway

Dos Três Tambores para o Breakaway Roping

Anália Fonseca conta sobre sua carreira vitoriosa na modalidade

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Nessa semana que antecede o dia das Mulheres, vamos contar algumas histórias de mulheres que se destacam no meio equestre.

Quem diria que uma advogada faria história no meio do Breakaway Roping? Pois essa é a história de Anália Fonseca, nome de destaque na modalidade.

Antes de tudo, sua relação com os cavalos iniciou na infância, quando costumava passar as férias na fazenda de seus avôs, em Sorocaba, interior de São Paulo.

“Meu tio Jonas tinha cavalos e organizava provas e rodeios naquela região. Foi ali que nasceu em mim a paixão pelo cavalo, graças ao meu tio Jonas”, relembra.

A princípio, sua carreira como atleta equestre se iniciou nos Três Tambores, modalidade que, segundo Anália, sempre foi sua paixão.

“Até que em 2015 conheci a modalidade Breakaway Roping numa viagem ao Texas, no Rancho do brasileiro Frederico Werneck, onde assisti uns treinos lá das alunas dele”, conta.

Neste mesmo ano, Anália assistiu a uma prova no Congresso da ABQM. Era uma apresentação especial para as mulheres. “Foi contagiante ver a emoção das meninas que quando voltei para casa, decidi que queria aprender a modalidade”, rememora.

Contudo, três meses depois, ela participou do Campeonato Nacional da ABQM. “Loucura total, mas essa sou eu (risos)! Está na minha essência”, expõe.

E Anália se destacou na modalidade, com a conquista de diversos títulos importantes como Campeã do Congresso da ABQM, Campeã Nacional, Campeã Copa dos Campeões, Campeã da ANLI, além do ABQM Awards.

Dificuldades na carreira

Sobre as dificuldades enfrentadas por ser mulher em um meio que, por muito tempo, foi bem masculino, Anália ressalta que com o fomento das associações, tanto a Associação de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM) e Associação Nacional do Laço Individual (ANLI), foram amenizadas com o tempo.

“As Associações foram engordando as premiações e com isso foram surgindo competidoras, acionando o mercado em todos os sentidos, em compra de cavalos, acessórios, investimento em cursos e contratação de profissionais da Aberta”, afirma.

Anália ainda ressalta que o Breakaway Roping, por ser uma modalidade feminina e nova no Brasil, “foi recebida eu diria com expectativas, mas logo já viram que viemos para agregar”, menciona a atleta, ressaltando que apoio não faltou para que a modalidade se tornasse hoje uma modalidade sólida e competitiva.

“Minha inspiração é sem dúvida Gabriela Savio, gosto muito de vê-la laçando, sua postura, arremesso, enfim muito precisa nas laçadas, além de ser uma grande incentivadora da modalidade”, descreve.

Para o futuro, Anália busca trabalhar para que a modalidade seja inserida dentro dos grandes rodeios, assim como os Três Tambores.

“Meu maior desafio é fazer nossa modalidade ser inserida nos grandes rodeios, além do desejo pessoal de que o Rodeio Completo retorne”, finaliza.

A modalidade de Breakaway abre portas para o Jovem competidor iniciar no Laço Individual, muitos meninos que estão laçando nas categorias profissionais do Laço Individual iniciaram na categoria de base que é o Breakaway.

Por: Camila Pedroso

Foto: Arquivo

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Breakaway

Breakaway Roping cresce a cada ano destacando a força da mulher no Laço

Modalidade derivada do Laço Individual, que migrou para o rodeio, vem mostrando a sua força com a união entre as laçadoras

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Breakaway Roping cresce a cada ano destacando a força da mulher no Laço

O Breakaway Roping vem, cada vez mais, ganhando força e adeptos. Uma prova disso são os números de inscritos pelas provas do Quarto de Milha. No 44º Campeonato Nacional do Quarto de Milha, foram 91 inscrições, um aumento de 12% em comparação ao evento de 2020.

Contudo, não só nas provas oficiais da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha – ABQM que se percebe um aumento, mas também nas provas filiadas à Associação Nacional de Laço Individual – ANLI.

Foi então que surgiu o Circuito Lady’s Roping, uma prova exclusivamente feminina e jovem, que aumenta as chances das competidoras estarem entre as melhores pontuadas e, assim, participar da final. Sendo assim, a prova contribui também para a motivação das novas praticantes.

Circuito Lady’s Roping

A comissão organizadora do circuito comenta que o a competição surgiu justamente para uma independência das competidoras com a relação às outras modalidades de Laço. “Esse era um projeto antigo, que não conseguíamos concretizar justamente pelo esporte depender, na época, de outras modalidades”, explica.

Ainda segundo as organizadoras, a parceria com entidades das outras modalidades contribuiu para o fortalecimento do Breakaway, já que para as provas são utilizadas as estruturas do Laço Bezerro e do Team Roping. “Conseguimos realizar o primeiro circuito com um trabalho bem bacana dos patrocinadores, como a Botupharma, que comprou a nossa ideia”, comenta.

“Nosso primeiro Circuito Lady’s Roping aconteceu no Haras Cowboys do Rei, foi um projeto antigo que só foi possível graças ao engajamento de algumas competidoras, e a proprietária do haras Lúcia Sávio e nossos 17 patrocinadores, que sem dúvida foi fundamental para o sucesso da primeira etapa, e já estamos organizando o circuito para 2022, começando em fevereiro”.

Dessa forma, a Botupharma reforça a parceria com os eventos equestres, além de apoiar a participação das mulheres nesse meio, que envolve todos como uma família.

Sobre a Botupharma

A Botupharma foi fundada em 2010 a partir da união de médicos veterinários com décadas de experiência em pesquisas científicas relacionadas à biotecnologia animal. Em seu corebusiness, estão pesquisadores renomados trabalhando para desenvolver produtos inovadores. Seu parque fabril atende aos mais rígidos padrões de produção mundiais, garantindo alta qualidade e confiabilidade aos seus produtos.

Colaboração: Cavalus Comunicação Equestre
Crédito das imagens: Divulgação/Lucas Campos

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Breakaway

Reforço das provas de Breakaway em Minas Gerais

A primeira etapa do CMLB de Breakaway Roping aconteceu no dia 20 de fevereiro, no Rancho Colorado, em Itaúna/MG

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O sábado, dia 20 de fevereiro de 2021, ficará marcado para sempre como a retomada das provas de Breakaway em Minas Gerais. A competição aconteceu como parte do Campeonato Mineiro de Laço de Bezerro – CLMB, no Rancho Colorado, em Itaúna/MG.

Antes de mais nada, vale lembrar que o Breakaway em Minas Gerais não acontecia desde 2015. Na época, organizaram apenas uma prova só e nunca mais aconteceu. “Por isso esse ano ficamos ansiosas para participar. Quando recebemos o convite da organização não hesitamos”, afirma Tania Alves, competidora e que esteve à frente dos preparativos.

Ela conta que, primeiramente, criou um grupo de Whatsapp a fim de reunir as meninas. E, em seguida, convidou as competidoras para participar. “O destaque da prova, sem dúvida, foi a participação das meninas. Tivemos sete competidoras, onde cinco eram iniciantes”, reforça Tania.

As sete são mineiras e treinam o Breakaway em Minas Gerais. Ainda de acordo com Tania, a presença das iniciantes foi uma surpresa. “Nos surpreendemos, mas com muita alegria, já que é um estímulo para nós que queremos alavancar a modalidade em nosso Estado”.

Na volta das provas de Breakaway em Minas Gerais, a primeira etapa do CMLB de Breakaway Roping aconteceu no dia 20 de fevereiro
Homenagem a Nicholas Collard

Desafios e bons resultados

Como toda retomada, há desafios, ainda mais em tempos de pandemia. “Entre os desafios, inicialmente, era a confirmação do evento, e que incluíssem realmente o Breakaway Roping. Com tudo certo, a partir daí, tínhamos conquistar a presença das competidoras”. 

Para isso, Tania e os organizadores do CMLB contaram com o entusiasmo gerado, principalmente, pelo curso ministrado pelo laçador profissional Daniel Lopes em Minas. “Esse, sem dúvida, foi um diferencial”.

Além disso, ela conta que esperam ter superado as expectativas da comissão organizadora do CMLB para dar continuidade a essa parceria por muitos anos ainda. “Queremos fazer outras provas e que outras competidoras também se sintam motivadas a participar”, finaliza.

Classificação: 
1° lugar – Fernanda Souza
2° lugar – Tânia Alves
3° lugar – Lilian Gontijo
4° lugar – Gabriela Dacanal

Por Luciana Omena
Crédito das Fotos: Cedidas
Na foto de chamada, Fernanda e Tânia

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Breakaway

Breakaway Roping cresce a cada ano no Brasil

Uma modalidade praticada essencialmente por mulheres que vem se fortalecendo passo a passo nos quatro cantos

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Breakaway Roping – algo como ‘laçada que se abre’, em tradução livre – tem origem americana. Por lá, remonta a meados dos anos 90, modalidade exclusivamente feminina. No Brasil, começou em caráter experimental em 2012 na ABQM. Avaré/SP ‘parou’ para ver Eliziane Nogueira laçar. Foi, sem duvida, um ‘ponta pé’ inicial de respeito.

Antes de mais nada, o Breakaway Roping é uma modalidade do rodeio cronometrado que deriva do Laço Individual, nome que hoje é conhecido o antigo Laço de Bezerro. Logo após partir do brete com seu cavalo, a competidora deve laçar um bezerro em movimento no menor tempo possível.

A amazona e o cavalo ficam em uma área ao lado à do bezerro no brete. Prova liberada e uma barreira de barbante que está em volta do pescoço do animal se rompe. Então, ele segue rumo a arena. A competidora tem a permissão de correr e efetuar a laçada.

Está tudo ok quando o laço deve entrar pela cabeça do bezerro e provocar o rompimento do fio preso à sela. Assim, o final do laço fica preso ao pito da sela com um fio de barbante. Fio que, geralmente, possuí uma fita de cor vermelha presa à sua extremidade.

Com efeito, esse recurso permite que o juiz enxergue melhor o momento em que o fio se rompe e laço se solta. Ao rompê-lo, a amazona sinaliza para que o cavalo pare imediatamente. O cronômetro dispara assim que a barreira abre e continua até o rompimento do laço preso ao pito.

Vence, portanto, quem marcar o menor tempo. Como penalidade, acrescenta-se 10 segundos ao tempo final pelo rompimento da barreira. Ou seja, quando o conjunto romper a barreira antes do boi. E a laçada é invalidada – a competidora fica sem tempo – caso não acerte o laço no local correto.

O Breakaway Roping é uma modalidade praticada essencialmente por mulheres que vem se fortalecendo passo a passo nos quatro cantos

Breakaway Roping nos Estados Unidos

O Breakaway Roping é amplamente praticado nos Estados unidos, país de sua origem. Inegavelmente, há um número bem grande de laçadoras espalhadas pelas regiões. As disputas acontecem, geralmente nos rodeios.

A saber, as meninas começam cedo por lá, desde as categorias júnior, ensino médio e colegial. Entre os campeonatos que apoiam as mais novas, a Little Britches Rodeo Association e outras organizações semelhantes.

Evoluindo para os rodeios universitários e semi-profissionais. O Breakaway também tem seu espaço nas competições da American Quarter Horse Association, associação americana do Quarto de Milha. Nas provas da AQHA, todavia, participam homens e mulheres.

Por outro lado, na Women’s Professional Rodeo Association, o maior órgão de nível profissional do esporte, apenas mulheres competem. Aliás, é através da associação mundial de rodeio feminino que conhecemos as maiores ‘feras’ do Breakaway. Verdadeiras lendas da modalidade, como Lari Dee Guy e Jackie Crawford, com inúmeros títulos mundiais no currículo.

Mesmo existindo há muitos anos nos Estados Unidos, foi só apenas de uns dois anos para cá que o Breakaway ganhou a devida notoriedade. Conquistou espaço, portanto, em alguns dos maiores e mais ricos eventos, como o The American, circuito mundial da PRCA e WCRA.

O Breakaway Roping é uma modalidade praticada essencialmente por mulheres que vem se fortalecendo passo a passo nos quatro cantos

No Brasil

No Brasil o Breakaway Roping também é disputado na categoria Jovem, além da Feminina Aberta, Amador e Amador Principiante. Contudo, é a Feminina a grande ‘meninas dos olhos’ de quem pratica e busca melhorias para o esporte. Muitas meninas migraram de outros esportes, enquanto outras já começaram direto laçando.

De fato, cada vez mais regiões aderem à modalidade. E cada vez mais campeonatos tornam-se parceiros, provas não só de Team Roping, como também de Laço Individual. Fomento de todos os lados, mais fortes no Estado de São Paulo, mas ganhando força em Brasília, Minas e Paraná. Ao mesmo tempo, as meninas estão investindo mais, indo as provas e batendo recordes.

A temporada 2020, por exemplo, começou aquecida. A pandemia da Covid-19 deu um freio nos eventos. Contudo, o ano encerrou de forma positivo para a modalidade. De acordo com informações das próprias laçadoras, mesmo em um ano de crise, o Breakaway Roping premiou com quase R$ 30.000,00.

A fim de trilhar um caminho ainda mais forte, as meninas formaram uma comissão para representar e dar voz ao Breakaway Roping frente a provas, organizadores de eventos e associações de raça e modalidade. Com toda a certeza, a modalidade passou de caráter experimental à consolidação entre eventos e competidoras.

O Breakaway Roping é uma modalidade praticada essencialmente por mulheres que vem se fortalecendo passo a passo nos quatro cantos

Detalhes

A traia do cavalo é composta por sobremanta, manta, sela de laço individual, protetores para as patas dos cavalos (caneleira, cloche e skidboots), gamarra e freio. As cordas de Breakaway são mais curtas do que quaisquer outras no mercado, com cerca de 7 a 9 metros.

Mas as especificações são iguais a uma de laço comum: boias, cabo, sirigola na ponta. A competidora tem que aprender a girar e alimentar a corda de acordo com a necessidade da sua laçada.

Por Equipe Cavalus
Fonte: Breakaway Roping Journal, Wikipedia, WPRA
Crédito das Fotos:

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Breakaway

Breakaway Roping encerra o ano com saldo positivo

A modalidade passou de caráter experimental à consolidação entre eventos e competidoras; após 5 anos, qual o cenário desse esporte no Brasil?

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Desde que chegou ao Brasil, o Breakaway Roping teve o começo de temporada ‘mais aquecido’ de todos os tempos. Provas marcadas em diversos eventos, não só de Laço Individual, como também de Laço em Dupla. O caminho se desenhava forte quando veio a pandemia. Tudo parou e os planos mudaram.

Mas, o que era para ser uma temporada perdida encerra com saldo totalmente positivo. “Sem dúvida, demos um salto com a modalidade. Crescemos a cada ano e caímos no gosto da mulherada de outras modalidades. Com isso, conquistamos cada vez mais adeptas”, comenta Anália Fonseca.

De acordo com ela, houve outra conquista importante. “Ganhamos espaço nas associações e nas provas. Os incentivos aumentaram, quer seja em premiação, quer seja na qualidade do gado. Além disso, o formato dos eventos para o Breakaway Roping ficou muito mais fácil das meninas aderirem”. Por conseqüência, mesmo em um ano de crise, o esporte premiou com quase R$ 30.000,00.

“A ABQM deu premiação de fomento de R$ 8 mil, enquanto a ANLI premiou a modalidade com R$ 10.200,00 mil. Um cenário que mudou totalmente o rumo das coisas. Então, além de aumentarmos nossa participação na ABQM – de 51 inscrições ano passado para 81 no Campeonato Nacional -, garantimos mais duas vagas para o The American”.

Em resumo, o Breakaway Roping bate cada vez mais recordes de número de provas, em inscrições, premiações e incentivo. “Acredito que em 2021, se tudo voltar ao normal, com toda a certeza, cresceremos ainda mais”, reforça Anália, competidora e uma das responsáveis por movimentar a modalidade nos bastidores.

Breakaway Roping passou de caráter experimental à consolidação entre eventos e competidoras; após 5 anos, qual o cenário desse esporte aqui?
Campeonato Nacional ABQM com recorde de participações

De caráter experimental à consolidação

Aliás, as laçadoras formaram uma comissão para representar e dar voz ao Breakaway Roping frente a provas, organizadores de eventos e associações de raça e modalidade. “Eu gosto muito de competir, mas adoro o trabalho nos bastidores, cuidar da imagem do esporte, difundir e inserir a modalidade em provas e rodeios”, reforça Anália.

Assim como ela, outras pessoas estão envolvidas nesse processo. Uma delas é a Dona Nina. Não é competidora, tem uma pequena criação de cavalos QM, e exerce grande influência no meio. Já contamos aqui no portal a história dela com o Breakaway. Sua paixão pelo Laço nasceu, sobretudo, por conta do filho, Nicholas Collard, competidor de Laço Individual.

“Proativa como é, não demorou para ela fazer parte da Comissão do Laço dentro das Associações, como a ABQM e a ANLI. Dona Nina também é conselheira e a Madrinha do Breakaway Roping. Sempre atenta e atuante, nada foge do seu radar. Está sempre presente, uma querida no meio por todos”.

E foi dessa forma, fazendo a ‘lição de casa’, que elas todas conseguiram mudar o cenário desse esporte. De 2015 para cá, formaram a comissão e estão sempre reunidas e traçando estratégias. “Buscamos soluções para aumentar o número de competidoras, fomento, bem como formar alianças com grandes organizadores de provas e associações”.

Por fim, Anália comenta do maior desafio e o que almejam para o futuro da modalidade: “Nosso maior desafio é, sem dúvida, permitir que as mulheres que laçam tenham espaço favorável para competir. E almejamos, assim como muitos competidores, a volta do rodeio completo e a adesão do Breakaway Roping à grade.”

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Divulgação

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Laçadores se unem em mais uma causa do bem

#todospelakarol é a hashtag da campanha em prol da laçadora de Breakaway Karol Rodrigues

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Karoline Rodrigues é laçadora de Breakaway Roping, muita ativa e participativa na modalidade. Ano passado ela passou por um tratamento contra um câncer no útero e se recuperou. Contudo, em exame recente, descobriu que a doença voltou na região da bexiga e ela precisa de cirurgia. Com o intuito de ajudar no custo do tratamento, visto que o SUS não cobre e ela não tem plano de saúde, os laçadores se uniram em campanha.

O custo inicial estimado era de R$ 40 mil, contudo Karol precisará ficar mais dias na UTI, então o montante necessário passou para R$ 100 mil. “Só temos a agradecer a toda família do cavalo que entrou de cabeça nessa campanha junto com a gente. Mais uma vez o lema ‘um por todos e todos por um’ se mostrou presente. Com toda a certeza, juntos somos mais forte. Quando um de nós precisa de ajuda, a maioria das pessoas não hesita”, conta Anália Fonseca.

#todospelakarol é a hashtag de campanha dis laçadores em prol da laçadora de Breakaway Karol Rodrigues que luta contra um câncer na bexiga

Laçadores em campanha

As primeiras doações, portanto, foram de coberturas de garanhões. Criadores e proprietários de diversas modalidades, prontamente disponibilizaram coberturas de seus cavalos. E a lista não para de crescer. A ideia é conseguir coberturas e outros produtos para vender e reverter em dinheiro para a Karol.

Anália conta que logo depois de iniciada a campanha, a coisa ganhou proporções inimagináveis. “Temos agora cobertura de 20 garanhões diferentes, doadas não só por laçadores, como também por pessoas de outras modalidades. É lindo de ver quanta gente se sensibilizou”.

Em outras palavras, as doações começaram a surgir de todos os lugares. A lista de doações para o leilão também tem botas, camisas, joias, semijoias, bonés, fivelas, chapéus, diversos tipos de acessórios para cavalos, entre outros.

Anália reforça que “toda ajuda é bem vinda e reverteremos para a conta do tratamento. Estamos muito felizes mesmo, pois em pouco tempo alcançamos muito mais do que imaginávamos. Muita gente de todas as esferas do cavalo se envolveu. Sem dúvida, é muito gratificante!”

#todospelakarol é a hashtag de campanha dis laçadores em prol da laçadora de Breakaway Karol Rodrigues que luta contra um câncer na bexiga

Como doar

Para participar da campanha #todospelakarol basta entrar no grupo de Whatsapp clicando aqui. É esse o meio onde os responsáveis divulgam os itens. Portanto, através de leilão as coberturas e os produtos são vendidos – a lista tem quase 100. Todo o valor arrecadado com o leilão é revertido para a campanha. Qualquer pessoa pode participar e ajudar!

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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Breakaway

Laçadoras de Breakaway Roping ‘afiam’ suas cordas durante curso

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Laçadoras de Breakaway Roping ‘afiam’ suas cordas, algo importante para qualquer esporte, já que treino nunca é demais! Sobretudo no esporte equestre

Em qualquer esporte, treino nunca é demais! Sobretudo no esporte equestre, em que as modalidades envolvem não só os atletas, mas também o cavalo e, muitas vezes, uma corda

Laçadoras de Breakaway Roping se reuniram no final do mês de junho para um curso da modalidade em Arealva/SP, ministrado pelo bezerreiro Marcos Nicolielo. Em meio à pandemia, com as provas ainda suspensas, foi oportunidade para aperfeiçoar técnicas ou aprender coisas novas.

O curso para as laçadoras de Breakaway Roping foi idealizado por Lucy Fazzio. “Como está tudo muito parado, muita gente não está nem treinando, tive a ideia de organizar esse curso em dois dias. Nunca tínhamos tido algo do gênero na região de Botucatu-Bauru e aproveitamos a proximidade do Marcos Nicolielo em Arealva para programar”, relata.

Com tudo definido e o curso lançado, em um espaço de 15 dias até a data, eles não esperavam uma adesão alta. “Em quatro dias todas as vagas foram preenchidas”, reforça Lucy. Acima de tudo, foi perceptível a evolução das participantes. “Foi muito bacana mesmo. Inclusive, uma moça do Acre, que estava acompanhando uma amiga, fez o curso e foi uma das que mais se destacou”.

Sem dúvida, pode montar novamente, girar corda e amealhar conhecimento deixou as laçadoras animadas e ainda com mais ritmo. Lucy conta que além dessa inscrição de última hora do Acre, receberam não só meninas da região como também de Minas e Paraná. Seguiram, acima de tudo, as normas de segurança como não compartilhar objetos pessoas, entre outras.

Por Luciana Omena
Crédito da foto: Divulgação

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Gabriela Savio fala da sua experiência no The American

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Gabriela Savio fala da sua experiência no The American

Atleta brasileira foi convidada para disputar processo inicial da Semifinal de um dos eventos mais cobiçados do meio equestre

A sexta-feira 11 de outubro de 2019 vai ficar marcada na carreira de Gabriela Savio. Foi o dia em que a atleta recebeu convite, durante a Copa dos Campeões da ABQM, para disputar o processo inicial da Semifinal do The American.

Se você não sabe, eu te conto, o The American é um rodeio que paga mais de dois milhões de dólares a um seleto grupo de atletas que consegue se classificar para a disputa.

A laçadora, pioneira em Breakaway Roping no Brasil – e que no dia do convite era a líder do ranking na ABQM – Gabriela Savio é a atual campeã Nacional na modalidade. Acima de tudo, foi justamente o título Nacional que a levou aos Estados Unidos.

“O requisito que usaram para ter uma brasileira de Breakaway Roping na edição 2020 do The American foi convidar a campeã da categoria Aberta do Campeonato Nacional ABQM 2019. Recebi a notícia dessa vaga e foi um choque. Sempre tive o sonho de conhecer e competir no Estados Unidos. E a chance de ir classificada para um dos maiores eventos de lá foi emocionante”, conta.

A modalidade é antiga nos Estados Unidos, mas só agora está ganhando visibilidade nos grandes eventos. Só para ilustrar, a edição 2019 do The American contou, pela primeira vez, com o Breakaway. E foi o maior sucesso de público e entre as laçadoras. A maioria delas veteranas, que sonhava com essa abertura maior para o esporte.

Gabriela Savio fala da sua experiência no The American
Gabriela Savio nos Estados Unidos

Preparativos

Para fazer ‘bonito’ na terra do ‘Tio Sam’, Gabriela Savio intensificou os treinos nos meses que antecederam sua ida para o Texas. “Como corro Três Tambores também, me dediquei muito aos treinos de laço. Treinando não só em animais diferentes, como também laçadas mais rápidas. As meninas lá laçam demais, então coloquei o Breakaway como prioridade no final do ano”.

Dessa forma, Gabi passou uma parte considerável do seu tempo treinando todos os dias, nos animais e no cavalete. Com o intuito de ter a melhor experiência possível dessa oportunidade, ela e a mãe pesquisaram o melhor caminho para enfrentar o que vinha pela frente.

“Pesquisamos muito qual seria a melhor maneira de ir bem estruturada para essa prova. De fato, foram muitas as recomendações até que minha mãe encontrou o Werneck Ranch. Eu não tinha ideia de como seria, mas hoje posso dizer que não existiria opção melhor”, reforça.

Tudo encaminhado, chegou a hora de embarcar. Ao lado da mãe, Gabriela chegou cheia de esperanças e expectativas alguns dias antes. Os preparativos incluíram ainda um tempo de adaptação ao cavalo e de treinos em solo americano. Se você segue ela no Instagram acompanhou praticamente tudo em tempo real.

Gabriela Savio fala da sua experiência no The American
Mezenga, Lucia Savio, Gabi, Fred Werneck e Carol

Primeiros dias

“Chegamos aos Estados Unidos no dia 18 de fevereiro. O Fred Werneck e a Carol nos recepcionaram muito bem. Confesso que me senti parte da família nos dias que fiquei lá”, lembra a atleta que chegou laçando praticamente. Em outras palavras, em uma semana começaria a disputa e ela pretendia finalizar bem tudo que programou.

“No dia seguinte a minha chegada comecei a treinar com a ajuda do Fred. Lá é tudo muito diferente, então precisa mesmo me adaptar antes de ir para pista valendo vaga pro The American. A começar pelo frio, já que pegamos dias de sensação térmica -4°”.

Admirada por muita gente do meio, que se inspira em sua trajetória, Gabi diz que brinca quando as pessoas perguntam a respeito da experiência: “Digo, de brincadeira, que eu descobri lá que eu não sabia laçar (risos)”.

A decisão de chegar um tempo antes para treinar, desse modo, se mostrou acertada. “O Fred mudou muita coisa no meu laço, desde posicionamento , saída de brete , arremesso. Me ensinou a já sair com o primeiro giro preparada para arremessar. Tive muita dificuldade para me encaixar, mas ele é um excelente treinador”, agradece a competidora.

Gabriela Savio fala da sua experiência no The American

Provas

Quem conhece um pouco do dia a dia nos Estados Unidos sabe que existe sempre uma prova atrás da outra. Por isso, logo no primeiro final de semana de Gabriela no Texas, foi laçar em rodeio em Fort Worth, que acontece todas sextas e sábados, “Acertei minha corda, porém o lenço de prendeu na sela e tomei SAT (sem tempo validado). Mas fiz um bom tempo, ficaria entre as dez”.

Em seguida, no outro dia, ela passou por mais aprendizado. “Minha corda demorou muito para estourar, então vi que as meninas cortam as cordas deixando apenas com o tamanho necessário para laçar. Cortei as minhas no mesmo dia!”

Depois da semi em Fort Worth, ela ainda foi a mais três provas, ganhando até uma grana. Marcou 3s1 e ficou com o terceiro lugar no terceiro round na primeira. Em segunda, ganhou o 4D no dia seguinte. Enquanto na terceira oportunidade foi campeã 2D.

“A última prova que fui foi a que mais me surpreendi. Fiz um bezerro de 2s7 e outro de 2s8. Me senti já no nível das meninas de lá e fiquei muito feliz”.

The American

Para chegar a concorrer a o prêmio milionário do The American, os atletas de rodeio têm dois caminhos: serem convidados através do ranking da PRCA ou passarem pela Semifinal. Foi justamente a semi que aconteceu no Cowtown Coliseum, em Fort Worth, Texas, de 24 de fevereiro a 2 de março que Gabi participou.

Com o propósito de qualificar os atletas para a disputa da Semifinal propriamente dita, o regulamento do evento coloca os conjuntos para se apresentaram no Slack (que é uma espécie de preliminar). E depois no Buy Back (para quem não classificou no primeiro dia de Slack).

Uma verdadeira batalha, sem dúvida, se você considerar que no Breakaway Roping 480 laçadoras entraram para o Slack. “Fiquei surpresa com o número de meninas. Se essa quantidade foram só de classificadas para esse evento, imagina quantas mulheres laçam no país?”

Em sua trajetória nessa competição, Gabriela Savio deu barreira (quando o cavalo rompe a barreira antes do boi) durante o Slack. Portanto, precisou arriscar mais no Buy Back. “Tinha que arriscar um tempo de dois segundos baixo e acabei errando”. Mas faz parte do esporte, não é mesmo?

Avaliação

 Para a atleta, foi uma experiência incrível, sem dúvida. “É inexplicável o sentimento de laçar ‘contra’ quase 500 meninas. Foi uma prova muito emocionante e de se encher os olhos. Em medo nenhum de errar, essa foi a melhor experiência que já tive na minha vida”, diz Gabi, que contou com uma torcida grande de brasileiros. 

Passar por algo assim, certamente, transforma um competidor. Muda a rotina, ‘abre a cabeça’ para novas possibilidades e jeito de ver as coisas. Vivenciar experiências fora do mundo que conhece faz crescer. Para ela, mudou muito a forma como vê a modalidade agora.

“Procuro agora treinar meus animais e a mim mesmo da maneira que aprendi lá. Com laçadas mais fortes e rápidas. Vim com muita vontade de incentivar mais ainda essa modalidade aqui no Brasil. Vou marcar cursos e tentar conseguir o maior número de adeptas para o Breakaway”.

Em conclusão, Gabi voltou animada e com o objetivo de se dedicar ao máximo para conseguir se classificar novamente e voltar a disputar o The American. “Se eu tiver chance de ir novamente, quero chegar bem mais preparada ainda. Por fim, não posso encerrar essa entrevista sem agradecer minha mãe pela oportunidade. Me fez crescer muito como competidora. E, claro, ao Werneck Ranch por toda assessoria e aprendizado. Espero voltar em breve.”

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Divulgação/Arquivo Pessoal

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Breakaway

Breakaway Roping em franco crescimento

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Breakaway Roping inserida na programação do Paulista de Laço Individual

Desde que começou a ser praticada no Brasil, modalidade tem começo de temporada ‘mais aquecido’ de todos os tempos

Quando um atleta opta por uma modalidade, certamente, faz investimentos. Visto que para praticá-la é necessário equipar-se. Dessa forma, no meio equestre isso indica ter cavalo e os cuidados com ele, treinamento e competições.

Para as meninas do Breakaway Roping esse esquema nunca esteve tão bacana como no começo de 2020. Diversas provas e campeonatos inseriram em suas programações a modalidade. Não só ganha o evento, mas também o esporte. Quando mais movimento tiver em torno de tudo, maior benefício para todos.

Para se ter uma ideia, do começo do ano até agora, carnaval, todo o final de final teve prova de Breakway. E em regiões diferentes. Até março, esse ritmo se manterá.

No começo de fevereiro, por exemplo, durante a primeira etapa do Campeonato Paulista de Laço Individual, foram distribuídos para o Breakaway  Roping Feminino R$ 5500,00. E para o Mirim, premiação em dinheiro e brindes.

Pódio Mirim de Mogi

Totalizando dez inscritos se apresentando no CT Fabio Pereira. Mais duas etapas estão confirmadas: 9 de maio e 27 de junho.  Uma das promessas do ano passado, de fato Fabio Pereira, organizador desse campeonato, que acontece no Rancho Tikva, em Mogi Mirim/SP, agregou o Breakaway.  

Leticia Vieira, que mora em Brasília e está despontando na modalidade, ter o Breakaway inserido em um campeonato como o Paulista, é extremamente importante. “E gratificante, também, pois mostra que estamos crescendo e ganhando cada vez mais espaço e incentivo”.

Evolução

Ainda, de acordo com a laçadora, que esteve nessa prova, “a inclusão do Breakaway na ANLI, contando pontos para o Campeonato Nacional, acabou abrindo mais portas para a modalidade nas grandes competições e campeonatos”.

Breakaway Roping inserida na programação do Paulista de Laço Individual
Meninas em Leme

Sem dúvida, essa primeira etapa foi um sucesso. “A prova foi muito bem organizada e com total incentivo por parte dos organizadores. As expectativas para a temporada são as melhores com o aumento do número de competidores e de incentivo às competições”, reforça Letícia.

O primeiro lugar da categoria Feminina ficou para Gabriela Sávio – que acabou de embarcar para os Estados Unidos a fim de competir a semifinal do The American no Breakaway. Segundo lugar para Tânia Alves e Letícia em terceiro. Na Mirim, o pódio ficou assim: Diogo Baldin, Marcus Vinícius, Gabriel Antonelli.

Além das provas do Paulista, o calendário do Breakaway ainda tem etapas na ARLI (junho, agosto e outubro), Copa União (abril, junho e agosto) e ainda em diversas provas filiadas à ANLI em São Paulo, Brasília e Goiânia.

Breakaway Roping inserida na programação do Paulista de Laço Individual
Mirim em Leme

Outras provas

Além disso, outros eventos incluíram o esporte nesse começo de ano. O Campeonato NNPQM, em Araçatuba/SP; e o Mega Calf Roping Rancho São Francisco, em Leme/SP. Laura Ferreira foi a campeã em Leme, enquanto Gabi Savio ficou em segundo lugar. Em seguida, Jessica Aielo em terceiro. Diogo venceu de novo no Mirim, com Gabriel em segundo e Marcus em terceiro.

Já pelo Núcleo Noroeste Paulista Quarto de Milha, Betania Rodrigues ganhou a Aberta e a Amador Feminina. Eles aproveitaram para fazer a segunda etapa no mesmo dia. Samanta Borini levou a Aberta Feminina, enquanto Livia Machi ficou com o título na Amador.

Foram distribuídos em Araçatuba mais de dois mil reais em prêmios, com 100% do arrecadado com as inscrições sendo revertidas para a premiação. “Desde o campeonato passado já havíamos cogitado de incluir o Breakaway na programação. Pois o esporte está crescendo e é uma modalidade focada para as mulheres”, conta Samanta Borini.

Ela explica que a região estava precisando fomentar o Breakway a fim de incentivar quem quer começar. “Sobretudo, dar oportunidade de quem já está no esporte poder fazer prova mais perto de casa. E foram duas provas ótimas nessa primeira etapa do ano. Contamos com iniciantes e competidoras mais experientes. Esperamos crescer mais no decorrer do ano.”

Fique por dentro: @breakaway_roping_brasil.

Por Luciana Omena
Fotos: Cedidas

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