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Mineiro é campeão do rodeio ao vivo online em Rio Verde

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Tradicional evento do calendário brasileiro, Rio Verde realizou rodeio ao vivo e pela internet para não passar em branco na temporada 2020

Tradicional evento do calendário brasileiro também realizou rodeio ao vivo e pela internet para não passar em branco na temporada 2020

O alcance foi de mais de 200 mil pessoas online nas transmissões e através das mídias sociais para o rodeio ao vivo em Rio Verde, Goiás. Um os mais cobiçados títulos da Montaria em Touros mudou seu formato para se adaptar aos tempos que o esporte, e o mundo, estão vivendo. A realização foi do Sindicato Rural de Rio Verde, que tem como presidente Luciano Guimarães.

“Não podemos deixar de agradecer a parceria dos patrocinadores. Antes de mais nada, quando chegamos com o projeto da Live todos se colocaram à disposição e foram diretamente responsáveis pela realização deste evento”, explica Olavio Teles Fonseca diretor financeiro do sindicato Rural de Rio Verde.

De acordo com Luciano Guimarães, o Sindicato Rural de Rio Verde é atuante, não só na área agropecuária, bem como na área de entretenimento. “Realizamos alguns eventos e, este ano, íamos passar em branco se não fosse esta Live. Portanto, foi a oportunidade de realizar virtualmente a versão 2020 do nosso rodeio”, reforça.

Tradicional evento do calendário brasileiro, Rio Verde realizou rodeio ao vivo e pela internet para não passar em branco na temporada 2020
Cassio Dias Barbosa

Campeão revelação

Dessa forma, após dois dias de competição o mineiro Cassio Dias Barbosa, de São Francisco de Sales/MG, foi o grande campeão. Cassio deixou Minas Gerais aos 13 anos de idade em busca do sonho de ser competidor. A ideia era seguir o caminho de toda sua família (pai e tios): ser peão de rodeio.

“Quando você sai de casa muito cedo, sabe que tudo será difícil. Por outro lado, você se fortalece em cada dificuldade. Ser campeão do rodeio online em Rio Verde me deu a certeza de que estou no caminho certo. Estou extremamente feliz, vivendo um sonho”, afirma o mineiro.

Neste ano atípico, Cássio tem se mostrado eficiente e com um ótimo aproveitamento. Ele também foi campeão da Live do Rio Preto Country Bulls. Aos 18 anos, ele se apresenta no campeonato da Ekip Rozeta desde os 16. Tem em sua carreira duas motos e títulos nas cidades de Cosmorama/SP, Joaquim Távora/PR, Pirangi/SP e Luiziânia/SP.

O atleta impressionou a todos ao parar em todos os seus touros. Mostrou muita personalidade e, principalmente, frieza para vencer o touro Major (Cia Marcelo Castro) por 91,50 pontos, acumulando 270,25 pontos.

“Eu fiquei tranquilo, pensei apenas no meu touro na hora da última montaria. Não fiquei preocupado com os outros competidores, fiz meu trabalho e consegui essa importante conquista para minha carreira”. Conforme ele lembra, esse está sendo um ano muito especial. “Além dos títulos de Rio Verde e Rio Preto, tive a chance de montar no já aposentado touro Bipolar, era um sonho muito antigo. Fiquei sete segundos, não consegui vencê-lo, mas fiquei muito contente em ter essa oportunidade”.

Tradicional evento do calendário brasileiro, Rio Verde realizou rodeio ao vivo e pela internet para não passar em branco na temporada 2020
Lauro dias, Olavio Teles, Cássio Dias e Sandoval Filho

Solidário

 A versão virtual do Rodeio de Rio Verde aconteceu nos dias 14 e 15 de agosto. Antes de tudo, foi uma Live solidária ao Centro de Equoterapia Primeiro Sorriso. Entidade local que recebeu uma quantia significativa através de dois leilões onde foram arrematas duas fivelas.

Uma fivela, dos sessenta anos da EXPO Rio Verde, arrematada por R$10.000,00 reais na sexta-feira. E uma fivela dos 30 anos de carreira do locutor Almir Cambra, que foi arrematada por R$15.000,00 no sábado.

Final no estilo de Rio Verde

Mesmo sendo no formato de Live, ou seja, rodeio ao vivo online, e ainda menos competidores, menos animais e companhias de rodeio, a disputa final foi no nível que os expectadores de Rio Verde estão acostumados a ver.

“Metade dos competidores venceram seus animais. E os animais mostraram todo seu potencial de pulos. Isso é uma marca do rodeio de Rio Verde”, confirma Lauro Dias, diretor de Rodeio. “Tivemos três notas de 90 pontos, incluindo uma nota 93,50 pontos, superior ao recorde da arena de Rio Verde, que é de 93 pontos. Quatro animais na final tiveram sua pontuação acima de 46 pontos, ficamos muito feliz com a qualidade técnica da Live”.

Em segundo lugar ficou Emerson Andrei Scoparo, 268 pontos, seguido por Caic Cassio Carvalho, 260,75 pontos. O touro Mustang (Cia Califórnia), teve a melhor nota do evento 46,75 pontos. Enquanto a Cia Califórnia, a melhor média 44,57 pontos. Resultados completos, clique aqui.

Colaboração e fotos: Eugênio José

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Associação Nacional de Bulldog encerra temporada

Modalidade que exige técnica e habilidade, além de velocidade, o Bulldog conseguiu finalizar 2020 com sucesso

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A Associação Nacional de Bulldog encerrou o segundo campeonato consecutivo logo após retomada ano passado. De acordo com Fernando Costa, um dos dirigentes da ANB, a etapa final fechou um 2020 atípico. “Contudo, mais uma temporada em que a Associação mostrou que está mobilizada e forte”.

Ainda segundo Fernando, a Diretoria da ANB não se intimidou com os problemas advindos da pandemia da Covid-19. “Tocamos a temporada até o final, com alguns ajustes. Não tivemos problemas maiores e deu tudo certo”. Foram quatro etapas da Associação Nacional de Bulldog em 2020. Dessa forma, a quarta etapa aconteceu dia 7 de novembro, no Rancho São Miguel, em Cláudio/MG.

Modalidade que exige técnica e habilidade, além de velocidade, o Bulldog conseguiu finalizar 2020 com sucesso; final aconteceu em Claudio/MG
Marcos Pereira

Com efeito, diferente das etapas normais, a quarta etapa valeu pontos ao ranking a cada rodada, com o propósito de deixar ainda mais apertada a disputa do campeonato. Os buldogueiros que compareceram, portanto, participaram de três rodadas. Pela média de tempos, os campeões da etapa, enquanto pela média da pontuação round a round, definição da classificação geral.

Então, somados todos os pontos, os campeões da temporada foram premiados. O destaque, com toda a certeza, ficou para a categoria Iniciante. Recorde de inscrições conforme conta Fernando. “Foram 10 inscritos na Iniciante, o que é um ótimo número. Mas os profissionais também compareceram. No geral, tivemos um total de 30 inscritos, outro recorde para a ANB”.

Modalidade que exige técnica e habilidade, além de velocidade, o Bulldog conseguiu finalizar 2020 com sucesso; final aconteceu em Claudio/MG
Iniciante

Resultados

Como resultado de todo o investimento e batalha dos que praticam o Bulldog, a cada etapa uma boiada diferenciada. Por consequência, a quarta etapa foi bastante disputada. Afinal, a depender dos resultados, valia o título de 2020.

Marcos Pereira tornou-se o grande campeão ANB 2020 na categoria Profissional logo depois de vencer a prova. Bocão, como é conhecido, somou 570 pontos. Em segundo lugar no ranking ficou Fernando Pierini Costa, com 510 pontos. Matheus Castro de Souza (Boró), com o segundo lugar na etapa, encerrou a temporada em terceiro ao somar 460 pontos.

Fernando Costa (de camisa verde) ao lado dos iniciantes

Pela Principiante, título para Leonardo Mitre ficou com o título ao somar 570 pontos em 2020. Na quarta etapa, o segundo lugar foi suficiente para garantir a liderança dele no ranking. Em seguida, Henrique Rezende com 560 pontos e Mateus Rodrigues com 510 pontos.

A ANB deu uma sela de premiação para o campeão da Principiante. Marcos Pereira (foto) também ganhou uma inscrição para o concorrido jackpot de Roy Duval nos Estados Unidos ano que vem. Além disso, os competidores foram premiados com dinheiro, fivelas em todas as etapas e fivela na final.

Houve ainda a premiação para o Melhor Cavalo. Garimpo, de propriedade de Lucas Gonçalves, faturou esse título. A fim de manter o Bulldog em evidência, os meninos buscam novas parceria para 2021, incluindo o retorno da modalidade às provas do Quarto de Milha. Fique ligado: @anb_bulldog.

Por Luciana Omena
Colaboração Ricardo Pantaleão
Credito das fotos: Divulgação/Mardom Photos

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Rozeta e CRP fazem duelo estilo ‘revanche’ em rodeio online

Na revanche do novo novo formato do rodeio online ‘Dream Team’ a Ekip Rozeta superou o Circuito Rancho Primavera com vitória por antecipação

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O time dos sonhos! É isso que quer dizer em tradução literal a expressão dream team. Produto criado para entreter os fãs do rodeio durante a quarentena, o Dream Team é uma disputa entre duas equipes formadas por competidores dos campeonatos Ekip Rozeta e Circuito Rancho Primavera. 

Na primeira edição, vitória para o CRP. mas na segunda a história mudou. Denominada de DREAM TEAM – A REVANCHE, a competição ocorreu em Ibirarema/SP, entre os dias 3 e 5 de novembro. Antes de mais nada, houve transmissão para a internet e também presença de público através de drive-in. Tudo, claro, com protocolos de saúde seguidos à risca.

O duelo teve uma uma disputa acirrada nas três noites, contudo, a Ekip Rozeta venceu com folga após as montarias do último dia. O time dos ‘meninos da camisa preta’ somaram 1.626,75 pontos contra os 1.316,15 do CRP.

Na revanche do novo novo formato do rodeio online ‘Dream Team’ a Ekip Rozeta superou o Circuito Rancho Primavera com vitória por antecipação
Foto: Kelven Elero

“Estamos extremamente felizes com essa vitória. Foi mais uma edição muito disputada do DREAM TEAM. Uma boiada dura e o time do CRP é muito forte, mas nosso time mostrou, mais uma vez sua capacidade. Foi um grande evento, sem dúvida, com uma excelente audiência”, comenta Enrique Moraes, presidente da Ekip Rozeta.

Os agradecimentos de Enrique vão para Rogério Paitl e todo staff do CRP. Também ao prefeito Thiago Briganó, Juvenal Pontremolez. Guilherme Ferreira, Waguinho Souza, Abner Henrique, Márcio Munhoz. “Em especial ao Theo Piracicabano, Wellington Guimarães, JL Transportes. Sem esquecer de agradecer a Fiduma & Jeca, Wrangler, BioSantos e Big Boi Foods”, finaliza Enrique.

Disputa

A fim de deixar a competição ainda mais acirrada, os organizadores promoveram algumas alterações no regulamento. Portanto, cada time contou com a participação de dez competidores, sem reservas. A novidade foi o sorteio, onde os touros eram divididos em cinco potes diferentes, separados por índice técnico. Cada equipe sorteava dois touros de cada pote, dando maior equilíbrio na disputa.

Na revanche do novo novo formato do rodeio online ‘Dream Team’ a Ekip Rozeta superou o Circuito Rancho Primavera com vitória por antecipação
Ederson de Oliveira

Com seis paradas em dez montarias, a Ekip Rozeta encerrou a primeira noite na liderança. Uma ma nota a mais que os concorrentes. Na segunda noite, os ‘meninos de camisa preta’ seguiram dominando na somatória. Obtiveram mais sete paradas, mantendo duas montarias de vantagem sobre o CRP.

A terceira e decisiva noite contou com a semifinal, onde somente os sete melhores competidores de cada equipe voltaram para a arena. Nesta fase, os touros foram sorteados para cada equipe e os técnicos definiram os competidores da equipe adversaria. De acordo com os especialistas, algo que poderia ser um fator decisivo.

Na semifinal, enquanto apenas dois competidores do CRP obtiveram nota, a Ekip Rozeta cravou cinco montarias válidas. Fato que definiu o resultado da competição por antecipação. Então, antes mesmo da final, que reuniria os três melhores de cada time, a vitória já era da Ekip Rozeta. Mas não teve moleza, não. Apresentações praticamente perfeitas que entraram para a história do Dream Team e do rodeio brasileiro. 

Cássio Dias Barbosa x Fascinante

Por outro lado, invicto na competição, Ederson de Oliveira, do CRP, ficou com o título no individual, 347,50 pontos. Em segundo lugar, Cássio Dias Barbosa, da Ekip Rozeta, também invicto. Aliás, ele marcou a melhor nota de toda a competição, 92 pontos a bordo do touro Fascinante (Big Boi).

Colaboração: Agência PrimeComm
Crédito das fotos: JW Foto Arena

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Brasileiro Lucas Teodoro atuará na PBR World Finals

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Lucas Teodoro ‘abriu mão’ de uma carreira consolidada no Brasil e aos poucos colhe frutos do seu trabalho atuando pela PBR

O brasileiro Lucas Teodoro, conhecido como Gauchinho, foi confirmado como um dos quatro salva-vidas oficiais da PBR World Finals. A saber, a final mundial de Montarias em Touros está marcada para 12 a 15 de novembro em Arlington, Texas. Antes de mais nada, essa escolha é feita através de votação pelos principais competidores do campeonato.

Essa será a terceira experiência do brasileiro no evento, onde atuará ao lado de Frank Newsen, Cody Webster e Jesse Byrne. Porém, a primeira vez que Gauchinho é selecionado diretamente entre os quatro mais votados. Em 2018, o salva-vidas fez história ao tornar-se o primeiro brasileiro a atuar na PBR World Finals.

De acordo com as informações, na oportunidade ele substituiu um dos quatro salva-vidas do evento, que estava lesionado. Enquanto que no ano passado, Lucas, listado como reserva, foi chamado para substituir os titulares em um round da grande final, que aconteceu em Las Vegas.

Vale lembrar que em 2020, o profissional brasileiro também atuou como titular no Iron Cowboy em Los Angeles. Assim como na Global Cup, a competição entre seleções da PBR, e na etapa da primeira divisão em Fort Worth, Texas. Além disso, Lucas Teodoro atuou em diversas outras etapas do Pendleton Whisky Velocity Tour, o principal campeonato da divisão de acesso da PBR.

Acima de tudo, é importante ressaltar que Lucas Teodoro ‘abriu mão’ de uma carreira consolidada no Brasil. Ele era, sem dúvida, um dos nomes mais requisitados nos grandes eventos. E partiu para começar praticamente do zero nos Estados Unidos, subindo degrau por degrau em busca de seus objetivos.

Natural de Espírito Santo do Pinhal/SP, o brasileiro tem uma ligação antiga com o rodeio. Conversamos com ele, confira!

Lucas Teodoro ‘abriu mão’ de uma carreira consolidada no Brasil e aos poucos colhe frutos do seu trabalho atuando na PBR nos Estados Unidos

Como você começou no rodeio?

“Quando era pequeno, meu pai era presidente da Festa do Peão de Serra Negra, cidade onde eu morava. Também, por um período, um tio tinha cavalos de rodeio, então eu sempre estava envolvido no meio. Quando eu tinha uns 13 anos de idade, mais ou menos, eu e mais alguns amigos queríamos montar em touros. O pai de um deles fez uma arena em casa e começamos a montar em garrotes.

Nessa mesma época eu conheci um salva-vidas de rodeio, o Mateus Massera. Ele trabalhava em um torneio de final de semana no Clube Hotel Xerife, na cidade de Santo Antônio do Jardim/ SP. Um dia ele me chamou para entrar na arena e ajudar. Fui por brincadeira e me apaixonei pela profissão. Continuei treinando por alguns anos no mesmo local”.

Lucas Teodoro ‘abriu mão’ de uma carreira consolidada no Brasil e aos poucos colhe frutos do seu trabalho atuando na PBR nos Estados Unidos

Então você já começou como salva-vidas, né?

“Sim, comecei a carreira no rodeio como salva-vidas. Como mencionei, cheguei a montar em dois ou três garrotes. Mas nunca em touros. Minha carreira no rodeio começou como salva-vidas mesmo. Aos 16 anos de idade, trabalhei em meu primeiro rodeio profissional, em Santo Antônio do Jardim. Nessa época conheci outro salva-vidas, Risadinha. Ele me viu trabalhar e gostou. Me dava oportunidades em alguns eventos.

Logo após fazer 18 anos, trabalhei por dois anos para um Cia de Rodeio VR. Em seguida, em 2010, entrei para o time de salva-vidas do campeonato da PBR Brasil. Desse modo, atuei toda temporada nas etapas de acesso. Até que no final do ano fui votado entre os três salva-vidas para fazer a final nacional da PBR Brasil. Não pude participar, infelizmente, pois estava lesionado.

Em 2011, por consequência, atuei em todas as etapas principais do campeonato. Posso dizer que trabalhei em todos os rodeios que sempre sonhei no Brasil. Conquistei, sem dúvida,  o meu espaço entre os grandes nomes do rodeio brasileiro. Mas sempre tive em meus planos que queria vir para os Estados Unidos, tentar uma carreira aqui. Em outras palavras, foquei em fazer meu nome no Brasil para depois sair em busca do sonho”.

Quando decidiu ir para os Estados Unidos?

“Em dezembro de 2012 embarquei pela primeira vez pra cá. Um desafio quando cheguei, por não conhecer ninguém, não conhecer a cultura. Mas eu já tinha comigo que nada seria fácil aqui pra mim. Fiquei quatro meses na primeira vez. Fui a alguns eventos e voltei para o Brasil para trabalhar a temporada 2013. Em resumo, passei dois anos indo e vindo ate que realmente decidi me dedicar 100% a minha carreira aqui em 2015”.

Lucas Teodoro ‘abriu mão’ de uma carreira consolidada no Brasil e aos poucos colhe frutos do seu trabalho atuando na PBR nos Estados Unidos

E como tem sido desde então?

“Foi muito difícil para mim. Muitas vezes eu estava parado aqui, sem ter rodeio para trabalhar. E os rodeios grandes no Brasil acontecendo e eu sabendo que poderia estar lá trabalhando. Mas eu sempre procurei focar nos meus objetivos. Sabia bem o motivo de ter vindo para os Estados Unidos. Inegavelmente, no decorrer dos anos, fui conquistando meu espaço aqui, indo a eventos abertos.

Entre esses evento, algumas etapas da PBR Touring Pro – terceira divisão do campeonato mundial. Até que começaram a aparecer oportunidades para trabalhar em eventos da PBR Velocity Tour. Só para exemplificar, em 2018 eu estava em quinto na votação para a final mundial. Um dos quatro se machucou semanas antes e eu fui convocado. Antes de mais nada, meus sonhos se concretizaram.

Imagine só, trabalhar em uma final mundial da PBR. No ano seguinte, 2019, trabalhei em alguns eventos da Unleash The Beast, a divisão principal. Ao final da temporada, novamente fiquei em quinto na votação. Trabalhei na final da PBR Velocity Tour e voei às pressas para Las Vegas dias depois, para substituir um colega lesionado. Mas só autuei um dia, pois ele melhorou e voltou para a arena.

Este ano de 2020 trabalhei em algumas etapas UTB e também da Velocity Tour e fiquei em quatro na votação para a PBR World Finals. Algo que tem um significado muito grande para mim. É uma honra fazer parte dos quatro bullfighters da PBR”.

Lucas Teodoro ‘abriu mão’ de uma carreira consolidada no Brasil e aos poucos colhe frutos do seu trabalho atuando na PBR nos Estados Unidos

Qual a diferença entre os touros do Brasil e da PBR nos Estados Unidos; você já sofreu acidentes?

“Os touros no Estados Unidos são mais rápidos, mais bravos e pulam mais também do que os touros do Brasil. Sofri poucos acidentes graças a Deus! Em 2010, rompi um ligamento do joelho. Já em 2014, tomei uma chifrada que perfurou minha perna. Nessa tive que passar por cirurgia. Assim como em 2020, quebrei o braço e passei por cirurgia”.

E como é o seu dia a dia aí com nos Estados Unidos e com a PBR?

“Eu passo o máximo de tempo que posso com minha família em Decatur, Texas, onde moramos. Minha esposa Ingrid e meu filho Gabriel de 2 anos. Sobretudo, faço um treinamento físico diário. E nos finais de semana vou para os eventos. Muitas vezes temos que sair na quinta-feira, viagens longas. E sempre gosto de chegar na cidade um dia antes do evento. Por conta de algum imprevisto acontecer eu tenha tempo suficiente. Aqui lidamos muito com mudanças climáticas”.

Por Luciana Omena
Colaboração: Abner Henrique Therezio
Crédito das fotos: Divulgação/André Silva

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