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Quatro brasileiros brilharam nos Três Tambores durante o The American

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Competição principal é realizada em um final de semana em que premia com mais de US$ 2 milhões

As Semifinais para o prestigioso The American aconteceram entre os dias 25 a 28 de fevereiro, no Cowtown Coliseum, em Fort Worth, Texas. Válidas para todas as modalidades, foi a chance dos competidores classificados através de diversos eventos parceiros de conquistar uma vaga para a disputa principal, realizada dias 2 e 3 de março, em Arlington, Texas.

Então, se o atleta não está entre os dez melhores no ranking da PRCA, e PBR (para Montaria em Touros), o único caminho é enfrentar uma verdadeira batalha épica. Cada modalidade tem um formato diferente para as Semifinais. Nos Três Tambores, por exemplo, mais de 200 inscritos fizeram uma espécie de ‘slack’ para que apenas 36 disputassem oficialmente as vagas para o The American.

E os brasileiros brilharam, como não podia deixar de ser. Entre eles, Keyla Polizello. A amazona mora e treina nos Estados Unidos e foi a única que conseguiu estar no grupo, ficando muito perto de realizar mais um sonho. “Só tenho que agradecer, porque eu realmente não esperava classificar. É a competição mais difícil daqui, muita gente boa, reúne os melhores das provas e dos rodeios, é muito competitivo”, contou Keyla.

Há um ano correndo com Spotlite Ta Fame, égua que vem dando muitas alegrias para a brasileira, Keyla sente que ainda não estava preparada para a competição como acha que deveria. “Eu tive que arriscar para conseguir a vaga final e acabei derrubando na Semifinal. De qualquer forma, estou muito feliz. Foi uma experiencia enriquecedora, sem sombra de dúvidas”.

Então, para os Três Tambores, funcionou assim: 215 cavalos fizeram a primeira passada do slack, 34 cavalos classificaram direto para a Semi em Fort Worth – Keyla foi o 32° tempo. No dia seguinte, 100 cavalos voltaram para a pista com duas vagas em jogo apenas. Os 36 classificados do slack disputaram, na sequência, seis vagas. Os classificados se juntaram aos 14 conjuntos convidados através do ranking da PRCA.

Keyla Polizello mostra orgulhosa o colete que ganhou por ser uma das 36 finalistas

Para essa empreitada, Keyla não esteve sozinha representando as cores da bandeira do Brasil. Fernanda Cavalheiro, Paulo Cavalheiro e Viviane Gratão também estiveram competindo através da parceria do The American com a ZR TV. Fernanda e Paulo, em seu segundo ano na competição, se classificaram no Barretos Indoor e Vivi, que fez sua estreia, durante a Prova de Tambor FNSL.

Dos três, Fernandinha arrepiou a torcida e chamou atenção de nomes importantes do esporte por conta de suas duas passadas no slack. Por pouco ela não entrou direto no primeiro dia. Mas ela conta que esse ano foi diferente, pois tinha ficado dois meses sem montar devido a uma fratura na costela em um treino, e até 15 dias antes do embarque era dúvida se ia participar ou não. “Não sabia se eu estaria recuperada o suficiente para estar bem para essa competição”, contou.

Mas deu tudo certo, ela testou a lesão em algumas provas antes de viajar e partiu confiante. Ficou hospedada com o lendário Lance Graves, em Hartshorne/Oklahoma, e teve tempo de treinar por quatro dias antes de ir para Fort Worth. “O Lance me ajudou muito. Treinamos na pista menor dele, que era coberta, já simulando como seria no dia da prova real. E isso foi importante, pois o tamanho da pista que costumo correr no Brasil é maior. Então, pude me adaptar bem antes de competir”.

Fernanda montou em Dashinlikastreaker duas vezes antes de chegar a Fort Worth. “Tivemos uma chance como se fosse a categoria Exibição aqui no Brasil, de estar um dia antes na pista que íamos competir. Diferente do ano passado, que a dona da égua não me deixou tocar com tudo, o Lance disse que eu podia fazer como quisesse. Então, entrei como se tivesse valendo. Derrubei, mas me deu confiança para fazer a passada depois que ia valer a classificação”, relembra Fernandinha.

“Fiquei muito feliz mesmo com a minha passada no primeiro dia. Depois que sai do segundo tambor, relaxei e até sorri para finalizar a prova. Sabia que tinha feito uma boa passada, mas não imaginava que o tempo ia ser tão próximo de classificar, foi por apenas 60 milésimos. E isso foi mais legal ainda. Tive muita ajuda, do meu irmão, do Lance, do meu pai e minha mãe no Brasil. E todos os treinadores ficaram surpresos com o tempo que marquei”.

Fernanda e Paulinho Cavalheiro

Em sua avaliação, Fernanda considera que essa sua segunda vez no The American foi melhor que o ano passado. “É um desafio grande. Um animal que não conhecia, disputando com os melhores conjuntos. Mas estou muito feliz, sai de lá realizada, fazendo uma boa passada e mostrando que sou capaz. Sou muito grata mesmo à torcida de todos e aos elogios que recebi do Lance e dos demais treinadores”.

Fernandinha pôde perceber que estar nas fases decisivas de uma competição como o The American é possível. “Não é só classificar no Brasil e viajar apenas para participar. Dependendo das condições que a gente consiga ter nos Estados Unidos, a vaga é totalmente algo real para nós brasileiros. E aproveito para agradecer os nossos apoiadores São Raphael Ranch, Vetnil, Presence Nutrição Animal, Puriagro, Escaramuça e Tuco Vet Consultoria, além do Dudu e da Gabi da ZR TV, e da Monica, da Yes Viagens”.

Paulinho Cavalheiro embarcou para os Estados Unidos três meses antes das Semifinais do The American. Classificado, aproveitou uma oportunidade em uma época que as provas no Brasil dão uma pausa. “A vontade era de ir bem na competição, me preparar de outra forma, por isso fui antes”, conta.

Galego ficou montando potros no rancho do Hubier Ranch, de Robert e Tammy Hubier, em Cleveland, Texas, indo a algumas provas e testando os cavalos. Inclusive, uma semana antes da Semi ele competiu no Cowtown Coliseum, fez uma boa passada com o A Game Fame e foi confiante para a tentativa de classificar. O cavalo melhorava a cada dia.

Chegando no The American, ao tirarem o cavalo do trailer, perceberam que ele não estava bem. O diagnóstico foi uma crise de gastrite. “O cavalo que eu estava preparado para correr acabou ficando sem comer dois dias por conta de ter ficado doente. Então, isso o debilitou demais antes da prova. Na pista, ele não conseguiu mostrar o potencial dele. Um ótimo cavalo, mas não demos sorte”.

Vivi Gratão

Para Vivi Gratão, correr nos Estados Unidos foi um sonho realizado. “Tinha muita curiosidade de saber como eram os bastidores dos Três Tambores por lá e agora tive o prazer de conhecer tudo”, contou ela que teve uma estreia de peso, em um evento de grande visibilidade como é o The American.

“Estar correndo no meio de 215 conjuntos, os melhores classificados dos Estados Unidos, foi um momento muito marcante par a minha trajetória. Não foi fácil achar um animal para competir e montei apenas um dia na Corona For Fiesta antes da prova. Chovia muito e passei ela correndo somente no dia da competição quando treinava no centro de treinamento do Pete Oen”, lembra ela.

“E era muito apertado, poucas vagas. Não conseguimos, mas a oportunidade que tive, e a experiência, valeu muito à pena. Faria tudo de novo. Foi uma competição que ficará marcada para sempre em minha vida”, finalizou Vivi, agradecendo a a Deus, ao meu marido, o locutor Daniel Netto, a todos que a acompanharam nessa grande viagem e a seus parceiros Vetnil, Premium Choice, Agrofava Sementes, Luck Jeans e Haras BBF.

Também tiveram na Semi competidores de Touros, Sela Americana, Bareback e Laço Individual classificados no Brasil.

Por Luciana Omena
Fotos: Arquivo Pessoal

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Associação Nacional de Bulldog encerra temporada

Modalidade que exige técnica e habilidade, além de velocidade, o Bulldog conseguiu finalizar 2020 com sucesso

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A Associação Nacional de Bulldog encerrou o segundo campeonato consecutivo logo após retomada ano passado. De acordo com Fernando Costa, um dos dirigentes da ANB, a etapa final fechou um 2020 atípico. “Contudo, mais uma temporada em que a Associação mostrou que está mobilizada e forte”.

Ainda segundo Fernando, a Diretoria da ANB não se intimidou com os problemas advindos da pandemia da Covid-19. “Tocamos a temporada até o final, com alguns ajustes. Não tivemos problemas maiores e deu tudo certo”. Foram quatro etapas da Associação Nacional de Bulldog em 2020. Dessa forma, a quarta etapa aconteceu dia 7 de novembro, no Rancho São Miguel, em Cláudio/MG.

Modalidade que exige técnica e habilidade, além de velocidade, o Bulldog conseguiu finalizar 2020 com sucesso; final aconteceu em Claudio/MG
Marcos Pereira

Com efeito, diferente das etapas normais, a quarta etapa valeu pontos ao ranking a cada rodada, com o propósito de deixar ainda mais apertada a disputa do campeonato. Os buldogueiros que compareceram, portanto, participaram de três rodadas. Pela média de tempos, os campeões da etapa, enquanto pela média da pontuação round a round, definição da classificação geral.

Então, somados todos os pontos, os campeões da temporada foram premiados. O destaque, com toda a certeza, ficou para a categoria Iniciante. Recorde de inscrições conforme conta Fernando. “Foram 10 inscritos na Iniciante, o que é um ótimo número. Mas os profissionais também compareceram. No geral, tivemos um total de 30 inscritos, outro recorde para a ANB”.

Modalidade que exige técnica e habilidade, além de velocidade, o Bulldog conseguiu finalizar 2020 com sucesso; final aconteceu em Claudio/MG
Iniciante

Resultados

Como resultado de todo o investimento e batalha dos que praticam o Bulldog, a cada etapa uma boiada diferenciada. Por consequência, a quarta etapa foi bastante disputada. Afinal, a depender dos resultados, valia o título de 2020.

Marcos Pereira tornou-se o grande campeão ANB 2020 na categoria Profissional logo depois de vencer a prova. Bocão, como é conhecido, somou 570 pontos. Em segundo lugar no ranking ficou Fernando Pierini Costa, com 510 pontos. Matheus Castro de Souza (Boró), com o segundo lugar na etapa, encerrou a temporada em terceiro ao somar 460 pontos.

Fernando Costa (de camisa verde) ao lado dos iniciantes

Pela Principiante, título para Leonardo Mitre ficou com o título ao somar 570 pontos em 2020. Na quarta etapa, o segundo lugar foi suficiente para garantir a liderança dele no ranking. Em seguida, Henrique Rezende com 560 pontos e Mateus Rodrigues com 510 pontos.

A ANB deu uma sela de premiação para o campeão da Principiante. Marcos Pereira (foto) também ganhou uma inscrição para o concorrido jackpot de Roy Duval nos Estados Unidos ano que vem. Além disso, os competidores foram premiados com dinheiro, fivelas em todas as etapas e fivela na final.

Houve ainda a premiação para o Melhor Cavalo. Garimpo, de propriedade de Lucas Gonçalves, faturou esse título. A fim de manter o Bulldog em evidência, os meninos buscam novas parceria para 2021, incluindo o retorno da modalidade às provas do Quarto de Milha. Fique ligado: @anb_bulldog.

Por Luciana Omena
Colaboração Ricardo Pantaleão
Credito das fotos: Divulgação/Mardom Photos

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Rozeta e CRP fazem duelo estilo ‘revanche’ em rodeio online

Na revanche do novo novo formato do rodeio online ‘Dream Team’ a Ekip Rozeta superou o Circuito Rancho Primavera com vitória por antecipação

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O time dos sonhos! É isso que quer dizer em tradução literal a expressão dream team. Produto criado para entreter os fãs do rodeio durante a quarentena, o Dream Team é uma disputa entre duas equipes formadas por competidores dos campeonatos Ekip Rozeta e Circuito Rancho Primavera. 

Na primeira edição, vitória para o CRP. mas na segunda a história mudou. Denominada de DREAM TEAM – A REVANCHE, a competição ocorreu em Ibirarema/SP, entre os dias 3 e 5 de novembro. Antes de mais nada, houve transmissão para a internet e também presença de público através de drive-in. Tudo, claro, com protocolos de saúde seguidos à risca.

O duelo teve uma uma disputa acirrada nas três noites, contudo, a Ekip Rozeta venceu com folga após as montarias do último dia. O time dos ‘meninos da camisa preta’ somaram 1.626,75 pontos contra os 1.316,15 do CRP.

Na revanche do novo novo formato do rodeio online ‘Dream Team’ a Ekip Rozeta superou o Circuito Rancho Primavera com vitória por antecipação
Foto: Kelven Elero

“Estamos extremamente felizes com essa vitória. Foi mais uma edição muito disputada do DREAM TEAM. Uma boiada dura e o time do CRP é muito forte, mas nosso time mostrou, mais uma vez sua capacidade. Foi um grande evento, sem dúvida, com uma excelente audiência”, comenta Enrique Moraes, presidente da Ekip Rozeta.

Os agradecimentos de Enrique vão para Rogério Paitl e todo staff do CRP. Também ao prefeito Thiago Briganó, Juvenal Pontremolez. Guilherme Ferreira, Waguinho Souza, Abner Henrique, Márcio Munhoz. “Em especial ao Theo Piracicabano, Wellington Guimarães, JL Transportes. Sem esquecer de agradecer a Fiduma & Jeca, Wrangler, BioSantos e Big Boi Foods”, finaliza Enrique.

Disputa

A fim de deixar a competição ainda mais acirrada, os organizadores promoveram algumas alterações no regulamento. Portanto, cada time contou com a participação de dez competidores, sem reservas. A novidade foi o sorteio, onde os touros eram divididos em cinco potes diferentes, separados por índice técnico. Cada equipe sorteava dois touros de cada pote, dando maior equilíbrio na disputa.

Na revanche do novo novo formato do rodeio online ‘Dream Team’ a Ekip Rozeta superou o Circuito Rancho Primavera com vitória por antecipação
Ederson de Oliveira

Com seis paradas em dez montarias, a Ekip Rozeta encerrou a primeira noite na liderança. Uma ma nota a mais que os concorrentes. Na segunda noite, os ‘meninos de camisa preta’ seguiram dominando na somatória. Obtiveram mais sete paradas, mantendo duas montarias de vantagem sobre o CRP.

A terceira e decisiva noite contou com a semifinal, onde somente os sete melhores competidores de cada equipe voltaram para a arena. Nesta fase, os touros foram sorteados para cada equipe e os técnicos definiram os competidores da equipe adversaria. De acordo com os especialistas, algo que poderia ser um fator decisivo.

Na semifinal, enquanto apenas dois competidores do CRP obtiveram nota, a Ekip Rozeta cravou cinco montarias válidas. Fato que definiu o resultado da competição por antecipação. Então, antes mesmo da final, que reuniria os três melhores de cada time, a vitória já era da Ekip Rozeta. Mas não teve moleza, não. Apresentações praticamente perfeitas que entraram para a história do Dream Team e do rodeio brasileiro. 

Cássio Dias Barbosa x Fascinante

Por outro lado, invicto na competição, Ederson de Oliveira, do CRP, ficou com o título no individual, 347,50 pontos. Em segundo lugar, Cássio Dias Barbosa, da Ekip Rozeta, também invicto. Aliás, ele marcou a melhor nota de toda a competição, 92 pontos a bordo do touro Fascinante (Big Boi).

Colaboração: Agência PrimeComm
Crédito das fotos: JW Foto Arena

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Brasileiro Lucas Teodoro atuará na PBR World Finals

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Lucas Teodoro ‘abriu mão’ de uma carreira consolidada no Brasil e aos poucos colhe frutos do seu trabalho atuando pela PBR

O brasileiro Lucas Teodoro, conhecido como Gauchinho, foi confirmado como um dos quatro salva-vidas oficiais da PBR World Finals. A saber, a final mundial de Montarias em Touros está marcada para 12 a 15 de novembro em Arlington, Texas. Antes de mais nada, essa escolha é feita através de votação pelos principais competidores do campeonato.

Essa será a terceira experiência do brasileiro no evento, onde atuará ao lado de Frank Newsen, Cody Webster e Jesse Byrne. Porém, a primeira vez que Gauchinho é selecionado diretamente entre os quatro mais votados. Em 2018, o salva-vidas fez história ao tornar-se o primeiro brasileiro a atuar na PBR World Finals.

De acordo com as informações, na oportunidade ele substituiu um dos quatro salva-vidas do evento, que estava lesionado. Enquanto que no ano passado, Lucas, listado como reserva, foi chamado para substituir os titulares em um round da grande final, que aconteceu em Las Vegas.

Vale lembrar que em 2020, o profissional brasileiro também atuou como titular no Iron Cowboy em Los Angeles. Assim como na Global Cup, a competição entre seleções da PBR, e na etapa da primeira divisão em Fort Worth, Texas. Além disso, Lucas Teodoro atuou em diversas outras etapas do Pendleton Whisky Velocity Tour, o principal campeonato da divisão de acesso da PBR.

Acima de tudo, é importante ressaltar que Lucas Teodoro ‘abriu mão’ de uma carreira consolidada no Brasil. Ele era, sem dúvida, um dos nomes mais requisitados nos grandes eventos. E partiu para começar praticamente do zero nos Estados Unidos, subindo degrau por degrau em busca de seus objetivos.

Natural de Espírito Santo do Pinhal/SP, o brasileiro tem uma ligação antiga com o rodeio. Conversamos com ele, confira!

Lucas Teodoro ‘abriu mão’ de uma carreira consolidada no Brasil e aos poucos colhe frutos do seu trabalho atuando na PBR nos Estados Unidos

Como você começou no rodeio?

“Quando era pequeno, meu pai era presidente da Festa do Peão de Serra Negra, cidade onde eu morava. Também, por um período, um tio tinha cavalos de rodeio, então eu sempre estava envolvido no meio. Quando eu tinha uns 13 anos de idade, mais ou menos, eu e mais alguns amigos queríamos montar em touros. O pai de um deles fez uma arena em casa e começamos a montar em garrotes.

Nessa mesma época eu conheci um salva-vidas de rodeio, o Mateus Massera. Ele trabalhava em um torneio de final de semana no Clube Hotel Xerife, na cidade de Santo Antônio do Jardim/ SP. Um dia ele me chamou para entrar na arena e ajudar. Fui por brincadeira e me apaixonei pela profissão. Continuei treinando por alguns anos no mesmo local”.

Lucas Teodoro ‘abriu mão’ de uma carreira consolidada no Brasil e aos poucos colhe frutos do seu trabalho atuando na PBR nos Estados Unidos

Então você já começou como salva-vidas, né?

“Sim, comecei a carreira no rodeio como salva-vidas. Como mencionei, cheguei a montar em dois ou três garrotes. Mas nunca em touros. Minha carreira no rodeio começou como salva-vidas mesmo. Aos 16 anos de idade, trabalhei em meu primeiro rodeio profissional, em Santo Antônio do Jardim. Nessa época conheci outro salva-vidas, Risadinha. Ele me viu trabalhar e gostou. Me dava oportunidades em alguns eventos.

Logo após fazer 18 anos, trabalhei por dois anos para um Cia de Rodeio VR. Em seguida, em 2010, entrei para o time de salva-vidas do campeonato da PBR Brasil. Desse modo, atuei toda temporada nas etapas de acesso. Até que no final do ano fui votado entre os três salva-vidas para fazer a final nacional da PBR Brasil. Não pude participar, infelizmente, pois estava lesionado.

Em 2011, por consequência, atuei em todas as etapas principais do campeonato. Posso dizer que trabalhei em todos os rodeios que sempre sonhei no Brasil. Conquistei, sem dúvida,  o meu espaço entre os grandes nomes do rodeio brasileiro. Mas sempre tive em meus planos que queria vir para os Estados Unidos, tentar uma carreira aqui. Em outras palavras, foquei em fazer meu nome no Brasil para depois sair em busca do sonho”.

Quando decidiu ir para os Estados Unidos?

“Em dezembro de 2012 embarquei pela primeira vez pra cá. Um desafio quando cheguei, por não conhecer ninguém, não conhecer a cultura. Mas eu já tinha comigo que nada seria fácil aqui pra mim. Fiquei quatro meses na primeira vez. Fui a alguns eventos e voltei para o Brasil para trabalhar a temporada 2013. Em resumo, passei dois anos indo e vindo ate que realmente decidi me dedicar 100% a minha carreira aqui em 2015”.

Lucas Teodoro ‘abriu mão’ de uma carreira consolidada no Brasil e aos poucos colhe frutos do seu trabalho atuando na PBR nos Estados Unidos

E como tem sido desde então?

“Foi muito difícil para mim. Muitas vezes eu estava parado aqui, sem ter rodeio para trabalhar. E os rodeios grandes no Brasil acontecendo e eu sabendo que poderia estar lá trabalhando. Mas eu sempre procurei focar nos meus objetivos. Sabia bem o motivo de ter vindo para os Estados Unidos. Inegavelmente, no decorrer dos anos, fui conquistando meu espaço aqui, indo a eventos abertos.

Entre esses evento, algumas etapas da PBR Touring Pro – terceira divisão do campeonato mundial. Até que começaram a aparecer oportunidades para trabalhar em eventos da PBR Velocity Tour. Só para exemplificar, em 2018 eu estava em quinto na votação para a final mundial. Um dos quatro se machucou semanas antes e eu fui convocado. Antes de mais nada, meus sonhos se concretizaram.

Imagine só, trabalhar em uma final mundial da PBR. No ano seguinte, 2019, trabalhei em alguns eventos da Unleash The Beast, a divisão principal. Ao final da temporada, novamente fiquei em quinto na votação. Trabalhei na final da PBR Velocity Tour e voei às pressas para Las Vegas dias depois, para substituir um colega lesionado. Mas só autuei um dia, pois ele melhorou e voltou para a arena.

Este ano de 2020 trabalhei em algumas etapas UTB e também da Velocity Tour e fiquei em quatro na votação para a PBR World Finals. Algo que tem um significado muito grande para mim. É uma honra fazer parte dos quatro bullfighters da PBR”.

Lucas Teodoro ‘abriu mão’ de uma carreira consolidada no Brasil e aos poucos colhe frutos do seu trabalho atuando na PBR nos Estados Unidos

Qual a diferença entre os touros do Brasil e da PBR nos Estados Unidos; você já sofreu acidentes?

“Os touros no Estados Unidos são mais rápidos, mais bravos e pulam mais também do que os touros do Brasil. Sofri poucos acidentes graças a Deus! Em 2010, rompi um ligamento do joelho. Já em 2014, tomei uma chifrada que perfurou minha perna. Nessa tive que passar por cirurgia. Assim como em 2020, quebrei o braço e passei por cirurgia”.

E como é o seu dia a dia aí com nos Estados Unidos e com a PBR?

“Eu passo o máximo de tempo que posso com minha família em Decatur, Texas, onde moramos. Minha esposa Ingrid e meu filho Gabriel de 2 anos. Sobretudo, faço um treinamento físico diário. E nos finais de semana vou para os eventos. Muitas vezes temos que sair na quinta-feira, viagens longas. E sempre gosto de chegar na cidade um dia antes do evento. Por conta de algum imprevisto acontecer eu tenha tempo suficiente. Aqui lidamos muito com mudanças climáticas”.

Por Luciana Omena
Colaboração: Abner Henrique Therezio
Crédito das fotos: Divulgação/André Silva

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