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Nacional e Potro do Futuro encerram temporada de sucesso da ANLI

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Eventos contabilizaram juntos mais de 250 inscrições e ainda contaram com a participação de 72 finalistas

A Associação Nacional de Laço Individual (ANLI) encerrou a temporada 2019 com o pé direito. Inegavelmente, prova disso foi o sucesso da realização do Campeonato Nacional, Potro do Futuro, Prova Técnica e Cronometrada.

Neste ano, o evento foi realizado de quinta-feira (28) a sábado (30), na pista coberta do Rancho Quarto de Milha, situado na cidade de Presidente Prudente/SP.

De acordo com o o presidente da ANLI, Fábio Parizi, os eventos superaram todas as expectativas. Afinal, contabilizaram, juntos, 256 inscrições, além de contaram com a participação dos 72 finalistas. 

Diretoria da ANLI comemora os bons resultados dos eventos

“Começamos com o Potro do Futuro e a Prova Técnica, tudo dentro da expectativa, com altas altíssimas e uma disputa acirrada. Juiz da ABQM julgando. Tivemos animal tendo nota alta de 228,5, uma coisa muito legal”. 

No quesito premiação, Parizi frisa que os laçadores puderam contar com mais de R$ 220 mil distribuídos entre os eventos. “Por certo, esse ano tivemos mais adesão dos laçadores, foi um ano positivo pela regulamentação de leis. Daí o pessoal acreditou mais no nosso campeonato”.

Novo modelo de disputa

Do mesmo modo que vem ocorrendo já a dois anos, o Parizi explica que a Grande Final do Campeonato Nacional foi novamente realizada no novo modelo, que é parecido com as provas promovidas nos Estados Unidos.

“A principio, iniciamos a dois anos esse modelo de final, com os 15 melhores de cada categoria, são quatro categorias no total com os 15 laçadores que mais ganharam dinheiro nas provas credenciadas”.

Eventos registraram mais de 250 inscrições, segundo Parizi

Ainda de acordo com o presidente, a prova foi muito linda e disputada. “Foram 72 finalistas, disputando R$ 130 mil. Então, uma bezerrada de primeiro, de cruzamento industrial, muito bem domado, não teve nenhum bezerro machucado. Foi um sucesso!”, garante.

Novidade na edição deste ano

Contudo, entre as novidades do evento, o presidente da ANLI menciona a prova aberta para todos os laçadores que foi realizada no último dia dos eventos, no sábado. Além disso, as disputas valeram para o ranking 2020.

“Então, encerramos no sábado, com muito sucesso, sem bezerro machucado, sem acidentes, evoluímos bastante com relação ao ano passado. Tenho certeza que o ano que vem vamos evoluir mais”.

Disputas tiveram um alto nível técnico

Nesse sentido, Parizi adiante que para o ano de 2020 mais de 20 provas já estão agendadas, sendo que algumas delas com premiações altas. “Então, o Laço Individual encerrou o ano de uma forma muito positiva e acima das expectativas”, frisa.

Da mesma forma, outro ponto alto do evento foi a doação realizada para Hospital do Câncer de Presidente Prudente. Fábio explica que, inicialmente, eles doaram o valor de uma cobertura de um garanhão recém chegado dos Estados Unidos.

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Entretanto, para a surpresa de todos, outros laçadores se comoveram com a iniciativa e se juntaram para ajudar ainda mais o hospital. “Certamente, foi uma surpresa para nós as pessoas começarem a doar. Assim, arrecademos mais de R$ 12 mil ao hospital do câncer. Foi uma iniciativa muito bonita por parte dos competidores”, finaliza.

Campeões Nacionais

Em conclusão, na primeira categoria da Grande Final do Campeonato Nacional da ANLI, Rafael Fernandes Veiga se sagrou campeão. Em seguida, na categoria #2 o primeiro lugar ficou com Francisco Feitosa. 

Rafael Fernandes Veiga foi campeão da Categoria #1

Na sequência, na categoria #3 o grande campeão nacional foi Yuri Baldim. Por fim, na categoria #4, Kenny Afonso da Cunha foi o grande campeão nacional.

Confira os demais campeões do evento:

LAÇO TÉCNICO

Potro Aberta Livre
1º Francisco Carlos Turra Junior e Tilly Glory MVO – 443.500

Potro Aberta Livre Castrado
1º Francisco Carlos Turra Junior e Tilly Glory MVO – 443.500

Potro Amador
1º Gustavo Silva Alvarenga e Kdabra Truluck GSA – 217.000

Potro Amador Castrado
1º Gustavo Silva Alvarenga e Kdabra Truluck GSA – 217.000

Aberta Júnior
1º Kenny Afonso da Cunha e Ralf Dun It – 225. 500

Aberta Júnior Castrado
1º Kenny Afonso da Cunha e Ralf Dun It – 225. 500

Aberta Sênior
1º Kenny Afonso da Cunha e Kokinho Whiz HTT – 228.500

Aberta Sênior Castrado
1º Kenny Afonso da Cunha e Kokinho Whiz HTT – 228.500

Amador
1º Marcos Alexandre de Oliveira Peres e Doc Green Gamay MDP – 222.000

Amador Castrado
1º Marcos Alexandre de Oliveira Peres e Doc Green Gamay MDP – 222.000

Amador Principiante
1º Marcello Costa de Paula Matheus e Spooky Play Cat DPBF – 217.000

Por Natália de Oliveira
Fonte: SGP Sistema
Crédito das fotos: Rodolfo Lessa

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Do Motocross ao Laço, Bruno Renna conta como tudo começou

Morador do Vale do Paraíba em São Paulo, o laçador começou na modalidade em um momento que ele considera mais tarde que o usual, mas isso não atrapalhou em nada sua dedicação e desempenho

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Bruno César Renna Quartucci, de Arujá/SP, é hoje um dos nomes do Laço Individual. Tem pela ABQM mais de 350 pontos e participação nas mais importantes provas da modalidade. “Comecei a laçar em 2004. Eu era piloto profissional de Motocross e resolvi largar tudo a fim de aventurar no meio do cavalo”, conta.

Na época, um dos locais que ele treinava Motocross era uma hípica. Inclusive, um rapaz chamado Danilo arrendava algumas baias e a pista de laço. “Acabei me interessando e liguei para o Danilo com o intuito de saber mais sobre o esporte. Em seguida, me convidaram para visitar o treinador Hamilton Bezerra”.

Bruno Renna conta que foi nesse dia que largou de vez o Motocross. “No mesmo dia comecei a me dedicar exclusivamente ao Laço. Mesmo com meus pais dizendo que não tinha mais idade para começar, que iria disputar com pessoas que já treinavam desde criança, mais eu não desisti”, relembra o laçador.

Não demorou muito, portanto, para que a família o apoiasse integralmente. “Alguns meses depois da minha decisão, o Hamilton nos aconselhou a procurar o Daniel Lopes, que seria mais perto da minha casa e eu conseguiria treinar com mais constância”.

Começou ai uma parceria de sucesso. De acordo com Bruno Renna, muitos dos seus títulos vieram nessa época em que Daniel treinava seus cavalos. Assim como o treinador mais experiente também conquistou vitórias. Os anos se passaram e com a ida de Daniel para fora do Brasil, Bruno buscou outro treinador para dar continuidade ao seu projeto.

Morador do Vale do Paraíba em São Paulo, Bruno Renna começou na modalidade em um momento que ele considera mais tarde que o usual

Evolução e recado

“O Paulinho Saraiva, que na minha opinião é um dos melhores treinadores de cavalo de Laço, veio morar no meu rancho e isso me ajudou muito. Logo após um ótimo período com ele, iniciou-se mais um importante momento na minha carreira, com vinda do meu grande amigo Marcos Vendrameto ‘Mezenga’”.

Segundo o laçador, cada treinador que passou pela sua vida tem sua característica e ele aprendeu muito com cada um.

Mais de 10 anos depois, ele coleciona não só momentos importantes, como também cavalos que marcaram. “Entre os cavalos mais marcantes que já montei, Rondos Ronald, que me trouxe a primeira vitória e me acompanhou durante toda minha base nas categorias Iniciante e Amador; e Miss Get ‘Sertaneja’, o melhor animal que já montei até hoje, atualmente é a égua mais pontuada no Laço Individual Cronômetro em atividade”.

Foram muitos títulos nas categorias Iniciante, Jovem e Amador desde que Bruno Renna começou no Laço, bem como algumas vitórias na Aberta. Mas sempre tem aquele que todo competidor lembra com mais carinho. E para ele foi o título do Rodeio de Divinópolis em 2012. “Eu era da categoria Amador e nunca tinha conseguido entrar para uma final de rodeio. Naquele ano acabei campeão”.

Ninguém duvida que, do alto de sua bagagem ao longo dos anos no Laço e a forma como começou, vale seguir essa super dica: “Uma dica para quem está no esporte, principalmente para quem quer começar, é para ir atrás do seu sonho, não importa o que falam para você. Se dedique o máximo e nunca ache que é de mais. Você sempre vai aprender um pouco com alguém.”

Colaboração: PRO Tie Down Roping
Crédito das fotos: Reprodução/Instagram

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Fábio Moraes Bueno conta sua trajetória no Laço Individual

Carioca, o treinador hoje se estabeleceu em Leme/SP, onde treina e dá cursos de Laço Individual e Breakaway Roping

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Fabio Moraes Bueno começou a laçar em 2001. Carioca, hoje tem seu centro de treinamento em Leme, interior de São Paulo. Além de treinador de cavalos de laço, ele ministra cursos e aulas de Laço Individual e de Breakaway Roping. Sua inspiração para começar foi o pai, que laçava aos finais de semana com os amigos. “Comecei a ajudá-los nos treinos e, aos poucos, meu pai meu deixou laçar”, conta.

Antes de mais nada, o pai é até hoje o seu maior incentivador. “Ele sempre incentivou muito a minha carreira. Me proporcionou tudo que eu precisava para poder começar e continuar nessa jornada como treinador”. Além do pai, Fabio Moraes Bueno tem alguns ídolos no Laço Individual. “Quando criança era muito fã e queria ser igual ao Flávio de Oliveira e ao Carlinhos Pereira”.

Decorridos alguns anos de muita dedicação, Bola, como é carinhosamente chamado, não só convive com seus ídolos como também se inspira em outros amigos e profissionais. “São pessoas que, sem dúvida, se tornaram inspiração para o meu trabalho, como Paulo Saraiva, Flávio Brandão, Fábio Pereira e Ademir Daniel de Oliveira”.

Carioca, o treinador hoje se estabeleceu em Leme/SP, onde treina cavalos de laço e dá cursos de Laço Individual e Breakaway Roping
Geléia

Momentos de destaque

No começo da sua vida no Laço Individual, Fabio Moraes Bueno foi campeão Nacional Jovem 2006, campeão Copa Vale 2010, bicampeão da Copa dos Campeões ABQM categoria Aberta (2015 e 2016). Ano passado, voltou para casa com o título do Derby ABQM Aberta no Laço Individual Técnico.

Um competidor sempre tem no coração cavalos que marcam a carreira. No caso de Bola, ele destaca dois animais que marcaram sua vida. Geléia, do Chiquinho Mesquita, segundo ele o melhor cavalo que montou, treinado por Flávio de Oliveira; e Bella Época, do Renato Antunes, a melhor égua que treinou.

Assim como coleciona momentos marcantes, como ele mesmo conta: “Um dos momentos mais marcantes da minha vida no esporte foi em 2014. Morava com o Fabinho Pereira e tive que operar o ombro, ficando dez meses parado. Tinha oito cavalos de clientes em treinamento que eram o meu sustento”, lembra.

Com a impossibilidade de montar a fim de se recuperar totalmente da lesão, o laçador contou com a ajuda do amigo treinador. “Fabinho não me deixou entregar nenhum cavalo de volta aos donos. Ele os treinou para mim sem custo nenhum, me ajudando a ter uma renda e superar esse momento tão difícil. Nunca vou me esquecer disso!”

Por fim, Fabio Moraes Bueno tem um recado para quem ama o Laço Individual e pensa em seguir a modalidade: “a maior dica que posso dar é que o iniciante estude, da maneira que puder. Faça cursos, assista vídeos, tire dúvidas com os profissionais. Acima de tudo, esteja sempre em busca de aprender mais. Nunca deixe ninguém falar que você não consegue, a dedicação sempre vai ganhar do talento.”

Colaboração: PRO Tie Down Roping
Crédito das fotos: Reprodução/Instagram

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Quarto de Milha

Dalmyr Semeghini investe na criação de cavalos voltados ao Trabalho

A Fazenda Santa Maria, entre outros animais, é a casa dos garanhões Rey For Jackson e SM Shake Your Boon

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A história do Dr. Dalmyr Semeghini com os cavalos é antiga. Tudo começou em 1928 e já dura quatro gerações. Hoje, o foco do criatório é o Laço Individual, devido ao sucesso dos filhos de seus garanhões e matrizes terem destaque nessa modalidade. Bem como, foco na criação de cavalos voltados ao Trabalho de forma geral.

A Fazenda Santa Maria começou com o Sr. Theodósio Semeghini, há 93 anos. Em 1962 foi vendida por um dos herdeiros e readquirida em 1973, pelo então proprietário atual, o Dr. Dalmyr Semeghini.

De acordo com ele, originalmente era uma fazenda de criação de gado. A fim de fazer um manejo eficiente, utilizava cavalos de lida Mangalarga Paulista, liderados pelo garanhão Turbo MJ, filho do famoso Turbo Jo.

Então, a partir de 1993, iniciou-se a criação de cavalos Quarto de Milha. Foi Dalmyr Semeghini Jr, filho mais velho do criador, que deu o ‘ponta pé’ inicial nesse novo segmento. Dessa forma, a criação tem como foco as modalidades esportivas do Quarto de Milha, cuidando sempre do aprimoramento genético para provas de performance e gado.

A Fazenda Santa Maria, cria cavalos voltados ao Trabalho; e entre outros, é a casa dos garanhões Rey For Jackson e SM Shake Your Boon
SM Shake Your Boon – Foto: Fabio Cabrera

Animais em destaque

Em 28 anos desde que optaram pela criação de Quarto de Milha, Dr. Dalmyr conta que a experiência os carrega para excelência na raça. “Ótimas instalações, garanhões e matrizes importadas, que nos permitem colocar no mercado animais extremamente competitivos, com bela estrutura física, grande resistência e pelagem diferenciada”.

Localizada em Itápolis/SP, a Fazenda Santa Maria tem hoje um total de 85 animais. Entre eles dois garanhões principais, Rey For Jackson (Dual Rey x DA Royal Pepto) e SM Shake Your Boon (Fannig Sugar x OH Lady Boon). Ambos importados e produtores, assim como as principais matrizes do criatório, a maioria importada e produtoras de campeões.

Entre as reprodutoras, Crocheted. “Ela é importada dos Estados Unidos. Talvez, hoje no Brasil, a matriz viva que mais ganhou prova no Laço por lá, mais de US$ 200 mil”. Dr. Dalmyr ainda destaca Mandy Stylish SF, mãe do atual campeão Nacional de Laço Individual Cronômetro Aberta e Aberta Catrado, Boon Stylish Lena. O animal é cruzamento da égua com SM Shake Your Boon.

Entre outras, como Smooth Salley RE, My Kinda Party LN, Peptos Joy, Corona Dash Streak, Glory Designer, Mariah Red Feather.

A Fazenda Santa Maria, cria cavalos voltados ao Trabalho; e entre outros, é a casa dos garanhões Rey For Jackson e SM Shake Your Boon
Crocheted – Foto: Robson Tegani

Inventivo ao cavalo Quarto de Milha

Entusiasta de cavalos voltados ao Trabalho, o criador investe sempre. “A expectativa que eu tenho com o cavalo de Laço, se confunde com a expectativa que eu tenho com o cavalo de Trabalho. Na fazenda temos uma tropa bem específica de trabalho, importante e bem boa. E uma tropa de performance, voltada para os Três Tambores”.

Mas, ele faz questão de reafirmar não só o seu incentivo ao cavalo Quarto de Milha como um todo, como também ao cavalo de Trabalho “Tanto que tem um campeonato de Ranch Sorting que leva o nome do meu garanhão, Rey For Jackson. Eu dou toda a premiação e o fomento. Sou criador há muitos anos e tenho prazer em promover a raça Quarto de Milha, que eu adoro, amo e cuido”.

Por Equipe Cavalus
Na foto de chamada: Rey For Jackson / Crédito: Cedida

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