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ANCH encerrou temporada com prova em Avaré

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A chuva tentou atrapalhar o brilho, mas não conseguiu. Competidores permaneceram animados, pois a meta era ir em busca do título

Djalma Bezerra Neto
e Karol Rodrigues

Aconteceu neste domingo, dia 5 de novembro, em Avaré/SP, o Potro do Futuro e a terceira e última etapa do Campeonato Nacional da Associação Nacional de Working Cow Horse – ANCH. As provas fecharam o calendário da associação em 2017. As duas primeiras etapas foram realizadas nos dias 16 de abril e 23 de setembro. Para ter direito a concorrer ao título da temporada, era necessário ter participado de pelo menos duas das três etapas. Então, as provas no Rancho Karoline valeram para o título Nacional e definiu os campeões do ano.

João Luis Caromano recebe sua premiação
pela vitória na Amador Limitado

“Como temos poucos participantes, optamos por fazer a prova no Rancho Karoline, para evitar custos. O risco, como sempre, era o da chuva. E ela veio com tudo no sábado que antecedeu o evento. Mas, nem por isso cancelamos. Afinal, se tem uma modalidade de gente corajosa, é o Cow Horse. Além disso, quem já tinha se deslocado até aqui não podia perder a viagem. Com muita responsabilidade, todos entraram em pista. Mesmo com o barro, tivemos provas muito bonitas”, avalia Karoline Rodrigues, atual presidente da ANCH.

E a estratégia então foi, para ganhar tempo e terminar a prova antes de começar a chover de novo, tocar direto, sem intervalos e sem anunciar as notas. Agilidade e emoção, pois cada conjunto que entrava em pista não sabia a nota do seu adversário, então, o negócio era mesmo dar tudo de si. “Ao final, apuramos a classificação e entregamos as prêmios. Além das fivelas e troféus, a ANCH distribuiu premiação em dinheiro, arrecadada ao longo do ano, de mais de R$ 10 mil.” Julgaram Wadson Lander e Fernando Oliveira.

Nelson Rodrigues pode comemorar seu aniversário fazendo o que ele gosta: montando. E ganhando prêmios. Na terceira etapa, foi campeão e reservado da Aberta Junior. Marcou 287,5 com Brew Dual, e 143,5 com Sugar Lips Jay. No Potro do Futuro Aberta, ele também foi campeão, montando Pepto Roan Cat e marcando 285 pontos. Djalma Bezerra Neto também levou alguns troféus para casa. Na Amador Senior, ele foi campeão Gotta Lil Brass, marcando 279. Gotta Lil Brass também foi campeão, Aberta Senior, na sela de Nelsinho Rodrigues,  com a  nota 287,5. Djalma também levou o Potro do Futuro Amador, montando Cats For Thecattle e a nota 276.

Já pelo campeonato, Nelson Rodrigues também foi o destaque. Na Aberta Junior, terminou a temporada com as três primeiras posições. O experiente treinador foi campeão do ano também na Aberta Senior. Mônica Ribeiro não pode estar presente nesta última etapa, pois está nos Estados Unidos participando do Mundial da AQHA no Cow Horse. Mesmo assim ela assegurou a vitória da temporada na Amador Junior ao somar 50 pontos nas duas primeiras etapas. Pela Amador Sênior, o campeão do ano foi Abelardo Mendes.

Abelardo Mendes e Nelson Rodrigues

Por Luciana Omena
Fonte e Fotos: 
Plusoneandahalf

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Potro do ‘Big Projeto’ do Rancho Promissão se destaca nas pistas de Working Cow Horse

Tanto com amador quanto com profissional, Big Slide Del Rancho do ‘Big Projeto’ obteve excelentes resultados durante o Potro do Futuro da ANCH

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Potro do Big Projeto do Rancho Promissão se destaca nas pistas de Working Cow Horse

O potro Big Slide Del Rancho, que participa do ‘Big Projeto’ do Rancho Promissão, de Avaré (SP), está voando nas pistas de Working Cow Horse, conquistando excelentes resultados no cenário competitivo. Durante o recente Potro do Futuro da Associação Nacional de Working Cow Horse (ANCH), que ocorreu nos dias 26 e 27 de agosto no Rancho Quarto de Milha, em Presidente Prudente (SP), o potro demonstrou seu talento e habilidade, colhendo vitórias notáveis.

Com a competente montaria do treinador Nelsinho Rodrigues, do Rancho Karoline, Big Slide Del Rancho conquistou o título de Reservado Campeão na categoria Aberta e sagrou-se também Campeão da categoria Aberta Castrado. Já nas mãos de Djalma Bezerra Neto, o potro alcançou o primeiro lugar por duas vezes, vencendo as categorias Amador e Amador Castrado.

Big Slide Del Rancho é filho do renomado Big Papi (Rowdy Yanke x Pennys For Sal), garanhão chefe do Rancho Promissão. O criatório compartilha a propriedade do potro com Carlos Lerner Gonçalves, fruto do inovador ‘Big Projeto’. Este programa pioneiro oferece a oportunidade de adquirir 50% de um animal com genética consagrada, além de cobrir as despesas relacionadas a treinamento, estadia, manejo nutricional, casqueamento e ferrageamento até a edição deste ano do Potro do Futuro da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM).

Fred Bezerra, titular do Rancho Promissão, enfatizou que os triunfos alcançados pelo potro, que foi vendido no primeiro ano do ‘Big Projeto’, reforçam a credibilidade desse programa inovador dentro do mercado equino nacional. “Ver um potro que faz parte do ‘Big Projeto’ brilhando nas pistas de Working Cow Horse só fortalece a credibilidade do programa, provando que o Big Projeto pode ser, de fato, um grande negócio”.

‘Big Projeto’ do Rancho Promissão

O projeto foi lançado em agosto de 2021, com a comercialização da cota de 50% de quatro filhos de Big Papi. De acordo com Fred Bezerra, o Big Projeto possui dois grandes objetivos. “Um deles é apresentar mais filhos do Big Papi nas provas oficiais da ABQM. A gente pressupõe que um animal, muito bem apresentado no Potro do Futuro, tem mais chances de ser um atleta em definitivo da modalidade em que foi treinado”.

E, na sequência, o titular do Rancho Promissão completa: “E, o segundo ponto é fidelizar bons amigos, bons clientes, para que, com o tempo, possamos apresentar ótimos cases e assim, alimentar o círculo virtuoso do cavalo”. É importante destacar que o projeto do Rancho Promissão conta com um time ímpar de treinadores. Além de Nelsinho Rodrigues no Working Cow Horse, os demais produtos do Big Papi estão nas mãos de Pedro Ribaldo, na Rédeas, Rafael Paoliello, conhecido como Chifrinho, no Laço Cabeça ou Pé, e Kenny Cunha, no Laço Individual.

Mais informações sobre o Big Projeto do Rancho Promissão podem ser obtidas neste link.

Por Natália de Oliveira/Agência Cavalus
Foto: Divulgação/Murylo Yoshio (@mg.edições)

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Potro do Futuro da ANCH tem recorde de inscritos

Prova promovida em parceria com a ABQM, encerra as atividades de 2022, um ano em que a modalidade tem muito para comemorar

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Potro do Futuro da ANCH tem recorde de inscritos

O Rancho Karoline, localizado em Avaré (SP) recebeu entre os dias 19 e 20 de novembro o Potro do Futuro e Campeonato Nacional de Working Cow Horse. Promovidos pela Associação Nacional de Working Cow Horse (ANCH) em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Quarto de Milha (ABQM), as provas marcaram o encerramento das atividades em 2022, um ano em que a modalidade tem muito o que comemorar.

Segundo Karoline Rodrigues, da comissão organizadora da prova, todas as competições de Working Cow Horse, “tanto na ANCH quanto na ABQM tiveram um crescimento expressivo de inscrições com relação a 2021”, ressaltou.

Nesta edição do Potro do Futuro, a associação registou um crescimento de 50% no número de inscritos, comparados a 2021. Na ABQM, o Working Cow Horse é uma das modalidades que mais cresce em todos os eventos oficiais. No último Potro do Futuro, Copa dos Campeões e Derby realizados pela associação, a modalidade teve um crescimento de 75,71% nas inscrições, ocasionado em parte, pela premiação expressiva que a associação ofereceu nessa edição.

Potro do Futuro ANCH

A expressiva premiação de aproximadamente R$ 30 mil atraiu mais de 80 inscritos no Potro do Futuro e Campeonato Nacional de Working Cow Horse, com destaque para a categoria BOX, que recebeu novos adeptos, cenário comemorado pela ANCH que trabalha arduamente para o fomento da modalidade.

Na galeria de campeões, na categoria Aberta, o vencedor foi Nelson Rodrigues montando Pakar To Shine. Na Aberta Intermediário, vitória para o conjunto Gilson Diniz Filho e Magic Storey LN. Na Amador, o campeão foi Roberto Jose Soares Rocha montando Kitty Kat Merada. Já na Amador Intermediário, Roberto Jose Soares Rocha montando Kitty Kat Merada foi o conjunto campeão.

A lista completa com todos os campeões pode ser acessada no Instagram da ANCH.

Por Camila Pedroso . Redação Cavalus

Fotos: Divulgação ANCH

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Irmãs faturam títulos de Campeã e Reservada no Working Cow Horse

Raphaela e Victoria Prada de Araújo Ribeiro foram os destaques da categoria Jovem na 15ª Copa dos Campeões da Raça Quarto de Milha

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15ª Copa dos Campeões da Raça Quarto de Milha

Hoje (19/10) as provas da modalidade de Working Cow Horse se encerraram na 15ª Copa dos Campeões da Raça Quarto de Milha, promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Quarto de Milha (ABQM), no Recinto Clibas de Almeida Prado, em Araçatuba (SP).

Nesta edição, a modalidade teve um crescimento de 75,71% nas inscrições, ocasionado em parte, pela premiação expressiva que a associação ofereceu nessa edição.

As irmãs Raphaela Prada de Araújo Ribeiro e Victoria Prada de Araújo Ribeiro competiram na categoria Jovem 18 anos ou menos e faturaram os títulos de Campeã e Reservada Campeã, respectivamente.

Raphaela competiu com o Best Chex This Chex (Best Chex This Out X Linda Chex) e conquistou 421 pontos. Já sua irmã Victória competiu com Bueno Whiz (Bueno Starlight X Billy Sail Whiz) e terminou sua apresentação com 407 pontos.

As atletas foram treinadas por Ricardo Carvalho, do Centro de Treinamento que leva seu nome, localizado em Limeira, interior de São Paulo, que comemorou a conquista das atletas.

“É muito gratificante, uma realização que não tem preço que pague, o desafio de você treinar o cavalo, preparar o animal, treinar um Jovem / Amador para vir, montar e ganhar com notas expressivas, como pede o regulamento, acima da média, isso para o treinador mostra que estamos no caminho certo”, comemorou.

Escolha do Working Cow Horse

Segundo Carvalho, a escolha das irmãs pela modalidade ocorreu de naturalmente. “Foi bem de repente, começamos a treinar no Centro de Treinamento e nos apaixonamos pelo esporte. Começamos nas provas oficiais em abril, elas também correm NCH e estão fechando o ciclo das três provas da ABQM”, comenta.

Carvalho era atleta da modalidade de Rédeas, atuou como assistente de vários treinadores, e a escolha pelo Working Cow Horse aconteceu naturalmente.

“Foi uma escolha bem natural, porque fui assistente de vários treinadores.  Fui trabalhar no Haras Luana, onde tive uma carreira longa, fiquei 7 anos e treinávamos Ranch Sorting. Como vim da Rédeas, me ajudou muito no treinamento dos cavalos para o Working Cow Horse”, relembra.

O treinador possui seu CT há cinco anos e desde 2011 participa de provas na modalidade de Working Cow Horse. “Tenho vários títulos, entre eles Campeão Potro do Futuro, bicampeão Nacional 2021 e agora estamos tentando ingressar com Amadores e Jovens, é uma modalidade ainda pequena, mas trabalhando, vamos melhorar ainda mais a modalidade”, finaliza.

A lista completa com todos os campeões pode ser visualizada no site da ABQM.

Por Camila Pedroso . Redação Cavalus

Colaboração: Verônica Formigoni

Fotos: Miguel O. Filho

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Working Cow Horse é a base para uma boa formação do cavalo de Trabalho

Modalidade singular, que tem raízes no Oeste Americano, Working Cow Horse destaca o apurado ‘cow sense’ dos cavalos

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Durante os séculos 18 e 19, cavaleiros espanhóis e mexicanos, que gerenciavam fazendas na Califórnia, necessitavam de cavalos inteligentes, rápidos e de cabeça boa para lidarem com bovinos.

Além disso, era necessário que esses cavalos ajudassem também na lida do dia a dia. Foi então, que ao longo do tempo, que os vaqueiros desenvolveram um sistema de treinamento que reverenciava a elegância e precisão.

Nelson Rodrigues, treinador de Working Cow Horse, mais conhecido como Nelsinho, que é o maior ganhador da modalidade no Brasil, ressalta que além do cow sense e habilidades em Rédeas, a genética tem muita influência na hora de colocar o animal em pista.

“Ele tem que ser um cavalo mais completo, tem que ter aptidão muito boa para o boi e uma aptidão muito grande de aceitar a pressão, em acelerar e desacelerar que já temos grandes animais no Brasil”.

Cavalo completo

Outro ponto importante do Working Cow Horse é de que, animais, treinados para esse tipo de trabalho, também estão aptos para outras modalidades, se tornando um cavalo com formação completa de Trabalho.

Uma prova disso é o garanhão chefe do Rancho Promissão, Big Papi (Rowdy Yankee x Pennys For Sail), que tem filhos no Laço Cabeça, Laço Individual Técnico, Working Cow Horse e Rédeas.

Nelsinho destaca que a genética do garanhão é uma grande aliada nesse processo. “O pai do Big Papi vem de uma Chic Olena, fechado em Apartação. Venho montando em duas gerações dele, tem me dado muita alegria, muitos títulos, ganhei Potro Futuro ABQM, andou muito forte no Potro Futuro de Rédeas na ANCR, ele é um cavalo que agrega. E seus produtos podem partir para várias modalidades”.

Rafael Correa Paoliello, o Chifrinho, um dos maiores treinadores de Laço do Brasil, que detém vários títulos importantes da modalidade, comentou sobre a importância da base de um cavalo de Trabalho e como o treinamento de Working Cow Horse, contribuiu para conquistas.

“O Bigshow Del Rancho tem uma base muito boa, era treinado pelo Nelsinho no Working Cow Horse e chegou muito bem até mim. Foi um cavalo fácil, estamos treinando há apenas dois meses e conquistamos o Derby no Laço Cabeça Aberta Castrado”, detalha.

Para Chifrinho, o filho do Big Papi tem um futuro promissor. “Vai ser um grande cavalo em 2022, quando estará mais maduro, é um cavalo bem trabalhado e para colocar no laço é bem fácil”. O treinador afirma ainda que a genética é um dos fatores desse sucesso, já que com ele está outra filha do Big Papi, que já vem mostrando resultados em pistas.

E a importância dessa base não é o que falamos aqui, mas o que é comprovado em pista. Uma prova disso são as conquistas em outras modalidades também.

Cavalo para Amadores

Já Djalma Bezerra Neto, competidor amador de Working Cow Horse e Rédeas, reforça sobre a base, que é fundamental em qualquer modalidade.

“Falando do Working Cow Horse em si, a dinâmica é ter um cavalo que seja bom de Rédeas e bom para trabalhar com o gado, já que ele proporciona domínio sobre o gado. Nos EUA o cavalo até aparta, mostrando o quão completa é a modalidade”.

Agora, como competidor, se ele não tiver uma boa base, você não consegue enganar na pista, a base é tudo. Na hora que você vai apresentar pode ter uma deficiência, mas com uma boa base, isso muda”, destaca.

E ainda complementa. “Preciso de um cavalo que saiba que preciso dele, que saiba as manobras. Ter um cavalo calmo, para mim é o fundamental, um animal que permita estar relaxado para que possa conduzi-lo da melhor e executar manobra.”.

O Working Cow Horse prepara o cavalo para a função prática mostrando as habilidades do animal.

Assim a escolha de um bom animal para o esporte depende sempre de que ele tenha uma boa doma e base de treinamento, que proporcione ao seu proprietário / competidor boas experiências independentes da modalidade escolhida.

Porém vale ressaltar como apresentamos acima, que um animal com uma boa base e treinado no Working Cow Horse pode servir as diversas modalidades que exija cow sense e concentração.

Para saber mais, acesse: www.ranchopromissao.com.br e acompanhe as redes sociais @ranchopromissaooficial

Por Cavalus Comunicação Equestre
Crédito e legenda da foto em destaque: Bigshow Del Rancho se apresentando Working Cow Horse – por Gerson Verga/

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ANCH realiza prova remanescente de 2020 com recorde de inscrições

A última prova da associação havia sido em dezembro de 2019; ANCH segue em busca de manter o Working Cow Horse ativo

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O evento anterior da ANCH – Associação Nacional do Working Cow Horse tinha acontecido em dezembro de 2019, o encerramento da temporada. Dessa forma, mais de um ano sem que os competidores pudessem se encontrar e colocar seus cavalos na pista.

Ainda valendo para o ano de 2020 – eventos paralisados por conta da pandemia -, a ANCH realizou no último sábado (1°) o Potro do Futuro e Cow Horse Show em diversas categorias.

Antes de mais nada, recorde de inscrições. “Tivemos 67 passadas e 20 competidores diferentes. Em alguns anos, não temos mais de dez concorrentes no Potro do Futuro e nessa prova foram 15 conjuntos. Além disso, 18 na Aberta Junior”, conta Karoline Rodrigues, presidente da Associação.

As provas aconteceram no Rancho Karoline, em Avaré/SP, registrando ainda a participação de animais Quarto de Milha, Crioulo e Paint Horse. Todos os resultados contaram para registro de mérito nas respectivas associações das raças QM e PH.

A presidente da ANCH aproveitou a presença de todos a fim de discutir os rumos da associação, como a nova diretoria, já que o biênio da atual gestão se encerra em julho desse ano. E marcar a próxima prova também.

“Agendamos a nossa próxima prova para setembro, Potro do Futuro e Cow Horse Show 2021. Devido a pandemia, o calendário segue apertado, sobretudo com o Congresso da ABQM em junho e o Nacional da ABQM em julho. Então, provavelmente, não realizaremos outra prova ainda no primeiro semestre”, destaca Karoline.

Houve uma explanação aos associados a cerca da premiação. “Não definimos ainda, porém a ANCH tem reservas do apoio financeiro da ABQM de 2019. Bem como caixa formado com o leilão de coberturas doadas pelos parceiros da modalidade e um potro doado pelo Haras R3, todos leiloados em junho do ano passado”.

Resultados

Com julgamento de Fernando César Oliveira, os conjuntos deram tudo de si para conquistar títulos importantes dentro do Working Cow Horse. As provas da ANCH são de extrema relevância para manter a modalidade ativa fora do âmbito de provas oficiais das raças.

O conjunto My Love Jule e André Sampaio marcou a maior nota do dia, 146 pontos, campeões da Aberta Senior no Cow Horse Show (foto premiação). Entre os cavalos, Big Show Del Rancho foi destaque ao vencer três categorias. Ganhou o Potro do Futuro Aberta com Nelson Rodrigues e ainda o Potro do Futuro Amador e a Amador Junior com Djalma Bezerra Neto (foto de chamada). Confira resultados completos: 

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Divulgação/ANCH

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O Working Cow Horse une o trabalho de Rédeas com o de Apartação

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O cavalo de Working Cow Horse demonstra cow sense, tem capacidade para ser facilmente controlado, ao mesmo tempo que facilita o trabalho nos ranchos

O Working Cow Horse é um esporte que surgiu da necessidade dos cowboys disporem de cavalos que pudessem ser facilmente controlados, com pouco ou nenhum esforço. Ao mesmo tempo, os cavalos devem demonstrar um apurado cow sense e facilitar o trabalho nos ranchos. Em outras palavras, une o trabalho de Rédeas com o de gado, característico da Apartação. Com toda a certeza, é uma modalidade singular. Acima de tudo, a modalidade tem suas raízes no Oeste Americano.

Em uma arena de competição de Working Cow Horse, a finesse da equitação moderna combina perfeitamente com métodos de treinamento testados há tempos. Os cavalos de prova hoje têm suas raízes em um processo meticuloso e secular usados pelos vaqueiros para criar seu parceiro de trabalho mais valioso: um cavalo que poderia ser controlado por um leve toque das rédeas, mas ainda possuir velocidade para dominar o melhor gado.

O cavalo de Working Cow Horse demonstra cow sense, tem capacidade para ser facilmente controlado, enquanto facilita o trabalho nos ranchos

Origem

Por quase 150 anos, o cavalo de trabalho com o gado era famoso em toda a Califórnia e no Oeste dos Estados Unidos. Até que, no início do século 19, a corrida pelo ouro mudou o rumo das coisas por lá. Muitos recém-chegados ao que chamavam ‘estado do ouro’, dissolveram as fazendas de gado. Nas que permaneceram, as técnicas modernas de manejo de gado e máquinas, eventualmente, eliminaram grande parte da necessidade de um cavalo de trabalho bem treinado e versátil.

A cultura desse tipo de cavalo vem do cavaleiro espanhol e mexicano. Ele gerenciava as raças nas fazendas da Califórnia durante os séculos 18 e 19. Muitas histórias descrevem a natureza selvagem dos bovinos, então os homens que trabalhavam nas fazendas precisavam de um cavalo inteligente, rápido, cabeça boa. Além disso, que os ajudassem com as tarefas diárias da lida. Era uma necessidade, não uma opção. E, ao longo do tempo, os vaqueiros desenvolveram um sistema de treinamento que reverenciava a elegância e precisão.

No início do século 20, esse tipo de cavalo passou de uma necessidade para um luxo. Havia pouca atividade que desse conta de sustentar financeiramente a manutenção deles. A maioria dos fazendeiros estava lutando para sobreviver à Grande Depressão nos Estados Unidos, que piorou com a Segunda Guerra Mundial. Poucas pessoas tinham tempo para se preocupar com os cavalos e os programas de treinamento.

E foi nesse momento da história que a National Reined Cow Horse Association – NRCHA surgiu, em 1949.

No Brasil

O primeiro passo para o Working Cow Horse no Brasil foi a vinda de Les Vogh. O treinador americano fez uma apresentação da modalidade por aqui a convite de Francisco de Almir Bezerra. Em seguida, o Think a Mite a Ranch promoveu uma apresentação do esporte no Rancho das Américas. E logo depois realizou o 1º Working Cow Horse Show Think A Mite A Ranch & DA. Assim, a prova teve parceria do Double A Ranch e foi realizada no Road Shoping, Itu/SP, em 2002.

Em 2006, nasceu a Associação Nacional de Working Cow Horse – ANCH.

O cavalo de Working Cow Horse demonstra cow sense, tem capacidade para ser facilmente controlado, enquanto facilita o trabalho nos ranchos

Working Cow Horse: como funciona

O conjunto deve demonstrar para os juízes que detém total controle do cavalo. A prova é composta por um percurso de rédeas e pelo trabalho com boi (rebanho). Portanto, duas partes compõem a nota final. Na primeira, o cavalo deve seguir um percurso com algumas manobras. São requeridos: mudanças de mão, spins e esbarros. Os juízes não olham apenas um cavalo que seja voluntariamente guiado, mas também controlado em todos os seus movimentos.

No trabalho de rebanho, um boi é solto sozinho na arena. O cavalo deve segurá-lo na ponta final da pista, demonstrando sua habilidade em contê-lo. Em segundo lugar, deve dirigir o boi beirando a cerca, virando-o em ambas as direções. Por isso que esta parte da prova é chamada de ‘trabalho de cerca’. Por fim, o cavalo deve mover o bovino para o centro da arena, fazendo círculos ao redor, em ambas as direções.

O julgamento é baseado em boas maneiras, maciez, senso de rebanho. E ainda facilmente guiado no trabalho de Rédeas. A nota é dada para cada parte do trabalho de 0 a 100; 70 de nota média. Penalidades serão dadas aos cavalos que são excessivamente agressivos com o boi ou na falta de controlar o boi no final da arena.

Nos Estados Unidos, as provas são divididas em trabalho com boi (cow work), trabalho de cerca (herd work) e trabalho de rédeas (rein work). Com efeito, cada um dessas fases acontecem em dias separados pelo mesmo conjunto e as notas são somadas. Aqui no Brasil, a prova é feita de uma vez só, as fases de rédeas e cerca, o cavalo não sai da pista.

Por Luciana Omena
Fonte: NRCHA, ANCH
Crédito das fotos: Divulgação/Primo Morales

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Metallic Catalyst reafirma no Brasil a genética de Metallic Cat

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Metallic Catalyst reafirma no Brasil a genética de Metallic Cat Chegou ao Brasil em dezembro de 2019, de propriedade do Rancho Siq, está alojado em Avaré

Chegou ao Brasil em dezembro de 2019, de propriedade do Rancho Siq, está alojado em Avaré

O garanhão Metallic Catalyst é a concretização do sonho de seus proprietários, o Rancho Siq, de Campos dos Goytacazes/RJ. Filho de Metallic Cat, reprodutor do ano pela NCHA nos últimos quatro anos e produtor de mais de mais de US$ 34milhões em ganhos de seus filhos, serve agora ao plantel brasileiro.

Alojado no Rancho Karoline, em Avaré/SP, acima de tudo, Metallic Catalyst carrega genética forte dos dois lados. Sua mãe, Im Not Blond (por Catalyst Too), é produtora de US$ 314 mil em Rédeas. “O Franco Bertolani comentou com Nelsinho Rodrigues que o Doug Milholland estava vendendo um potro Palomino filho do Metallic Cat,  em uma égua que ele gostava bastante, produtora em Rédeas”, relembra Lívia Siqueira.

Metallic Catalyst reafirma no Brasil a genética de Metallic Cat Chegou ao Brasil em dezembro de 2019, de propriedade do Rancho Siq, está alojado em Avaré

De acordo com a criadora e proprietária carioca, foi Nelsinho quem sempre a ajudou em toda a trajetória de sua criação. “Então, ele me ligou avisando dessa possibilidade e eu me encantei  por ser o tipo de acasalamento que busco para meus garanhões. Acima de tudo pela cor, que até então (ainda é) era bem incomum para um filho do Metallic Cat. Conversei com meu marido, Ciro, e fomos em busca desse sonho”.

Reprodutor

 Metallic Catalyst é um garanhão de fato. Tem a beleza necessária a um reprodutor, estatura, ossatura e alia essas características a uma grande índole, habilidade e cow sense. Além disso, sua linhagem, citada acima, o coloca em um patamar de destaque para o cenário nacional.

Metallic Catalyst reafirma no Brasil a genética de Metallic Cat Chegou ao Brasil em dezembro de 2019, de propriedade do Rancho Siq, está alojado em Avaré

“A frase que mais me norteia como criadora é: ‘o sucesso dos meus garanhões é a qualidade das fêmeas que ele cobre’. Então, o projeto é que ele cubra o maior número de éguas de qualidade nesta primeira estação, enquanto se prepara para as pistas de Cow Horse no Rancho Karoline. Acreditamos no seu potencial como pai em todas as modalidades de boi e lançamos um programa de premiação para oito modalidades. Quem tiver a oportunidade de conhecê-lo, sem dúvida, se ‘apaixonará’ na hora. Ele é diferente”, finaliza Lívia.

Fique por dentro: @metallic_catalyst.

Por Luciana Omena
Colaboração: Plusoneandahalf
Crédito das fotos: Divulgação/Veronika Photography e Plusoneandahalf

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5 dicas para iniciar seu cavalo no Working Cow Horse

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5 dicas para iniciar seu cavalo no Working Cow Horse

Antes de mais nada, essa é uma modalidade que alia a destreza no trabalho com boi e a plasticidade de movimentos com manobras de rédeas

Convidamos Nelson Rodrigues para nos dar cinco dicas de como iniciar seu cavalo no Working Cow Horse. Acima de tudo, com quase 40 anos de profissão, o treinador se tornou em 2018 o maior ganhador de potros do futuro da modalidade na raça Quarto de Milha,  nove títulos.

Baseado no Rancho Karoline, em Avaré/SP, Nelson nos contou em entrevista que desde que conheceu o Working Cow Horse encontrou na modalidade tudo que mais amava.

“A técnica da Rédeas aplicada no trabalho com o gado. Algo que sempre fiz a minha vida toda. Quando comprei o rancho, passei a me dedicar mais a essa modalidade”.

Do alto da sua experiência como treinador, acima de tudo, um dos especialistas desse esporte, ele passa dicas importantes. Confira!

1 – Contato com boi

Muitos que procuram iniciar na modalidade usarão um animal que já laça ou faz outra modalidade com gado, e outros pode ser que usarão um animal que nunca viu boi.

Apresente o seu cavalo ao boi, use-o para tocar um lote, manter o lote no centro da pista para auxiliar um cavalo mais experiente, soltar e guardar um boi sozinho. Trilhe, devagar. Quando o boi se movimentar, movimente seu cavalo, quando o boi parar, pare seu cavalo.

2 – Bandeira

Se tiver a possibilidade, use a bandeira para posicionar seu cavalo. Faça seu cavalo acompanhar a bandeira em movimento e virar na bandeira como gostaria que ele fizesse no boi.

Em movimento, sempre em linha reta paralelo à bandeira, e na hora de virar, sempre dando um ou dois passos para trás antes de virar 180°.

3 – Voluntariedade

Nunca deixe o cavalo caminhar na direção do boi sem você mandar. Fique sempre paralelo, não importa a distância. Se o boi estiver parado e você quiser que ele se movimente, você caminha seu cavalo na direção da cabeça do boi.

4 – Sem pressa

Se o boi escapar (correndo mais) ou quebrar (virando bruscamente na direção contrária), não tenha pressa em alcançar o boi. Não se preocupe em ‘ganhar’ do boi no início do treinamento, pois é importante não apressar seu cavalo nesse momento. Com o tempo, quando o cavalo estiver lendo melhor o boi, ele vai aprendendo a ficar junto do boi.

5 – Parar sempre

Quando o cavalo estiver trilhando o boi, independente se no passo, no trote ou no galope, sempre que o boi parar, o cavalo deve parar. Assim sendo, sempre que ele parar deve fazer esse movimento corretamente, paralelo ao boi.

De tal forma que deve entrar com os posteriores no chão, não ir contra a embocadura e parar reto, sempre. No começo ele pode passar um pouco o boi, ou parar um pouco antes, com o tempo esse ‘timing’ se ajusta, mas é importante que ele pare corretamente.

Todas essas dicas são fundamentos para se ter o controle do animal. E ter o controle do cavalo é essencial para a segurança de todos, do cavalo, do cavaleiro e do boi.

Quando esses fundamentos estiverem sólidos, é possível então acrescentar velocidade.

 Colaboração e Foto: Plusoneandahalf

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ANCH encerra calendário 2019 com prova em Avaré

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ANCH encerra calendário 2019 com prova em Avaré

O Potro do Futuro e Campeonato Nacional da Associação Nacional do Working Cow Horse foram responsáveis por concluir a temporada

O evento de encerramento da temporada 2019 da ANCH – Associação Nacional do Working Cow Horse aconteceu no Rancho Karoline, em Avaré/SP, no último sábado, 7 de dezembro.

O número de inscritos superou as expectativas dos organizadores, contando com 34 passadas.Além disso, o que ainda marcou o evento foi a participação de novos competidores na categoria Aberta Nível 4.

“O surgimento de novos profissionais se dedicando à modalidade indica, portanto, o crescimento do esporte com novos adeptos”, comenta Karoline Rodriques, presidente do Núcleo.

Henrique Ribeiro e Sophia Startruck

Ao mesmo tempo, destaque também para a participação de animais da raça Paint Horse. E, pela primeira vez em sete anos, da raça Crioula.

Entretanto, é o Quarto de Milha que ainda domina o cenário da modalidade. Assim sendo, ficou responsável quase integralmente pela premiação distribuída no etapa (aos animais elegíveis).

Destaques

No Potro do Futuro, a categoria mais disputada da prova, Henrique Ribeiro foi o campeão da categoria Aberta com Sophia Startruck, de propriedade do Haras R3. Na Amador, Karoline Rodrigues sagrou-se campeã ao apresentar Eagle Hollygun QR. Antes de tudo, vale destacar que foi o quinto título dela nessa prova pela ANCH.

Henrique e a equipe do Rancho R3

Em seguida, já pelo Campeonato Nacional, animais de até cinco anos hípicos competiram na categoria Junior. Assim sendo, ficou para os animais de seis anos hípicos ou mais competirem na categoria Senior. Destaque para Brew Dual e Nelson Rodrigues, maior nota do dia – 145,5 pontos – campeões da Aberta Senior.

De acordo com a presidente, a ANCH também tem como grande preocupação oferecer categorias de introdução à modalidade. Trata-se de uma prova em que se pode fazer apenas o box (sem trabalhar o boi na cerca). Dessa forma, os competidores iniciantes conseguem ‘pegar’ o gosto pelo cow horse.

Para o próximo ano, a diretoria já faz planos de oferecer mais categorias que possam atrair ainda mais novos competidores. “Em especial, novos parceiros já confirmaram apoio junto à associação. Não só para elevar a premiação dos eventos, mas também para expor a modalidade ao público de outros nichos e regiões”, finaliza Karol.

Nelson Rodrigues e Brew Dual

A premiação foi de R$ 12.000,00 em dinheiro, fivelas e escarapelas. O julgamento ficou a cargo de Paulo Tabajara Dualibi (juiz oficial ABQM).

Resultados

Fotos: Plusoneandahalf

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Working Cow Horse

Todo o time do Working Cow Horse esteve reunido em premiação

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Regulamento do ABQM Awards, no entanto, não é muito claro em relação à pontuação dos animais castrados, o que gerou uma polêmica nas redes sociais

A ‘festa de gala’ que premia os destaques da raça Quarto de Milha aconteceu no último dia 21 de fevereiro no Espaço das Américas em São Paulo. Na oportunidade, nove personagens foram selecionados para o 9° Hall da Fama e os mais pontuados em suas modalidades receberam troféus no 12° ABQM Awards.

Foram premiados os que mais somaram pontos na temporada 2018 nas categorias: Ranking Geral, Machos, Fêmeas, Reprodutor, Reprodutora, Puro Castrado, Competidor Aberta, Amazona, Competidor Amador, Competidor Jovem, Proprietário, Criador. Para o Working Cow Horse, modalidade que no Brasil tem um círculo bem fechado de adeptos, foi uma festa.

First Dance EMB foi a melhor Fêmea da modalidade em 2018 e também o animal que mais somou pontos entre todas as categorias – 11,5. A égua é filha de Play At Second e Misty Playlena HAD (por Briganlena) e de propriedade da QR Construções Empreendimentos e Agropecuária Ltda, de Avaré/SP. Entre os títulos conquistados, foi campeã da Copa dos Campeões, Campeonato Nacional, Congresso Brasileiro e AQHA na Master B ano passado.

Working Cow Horse
First Dance EMB

Depois veio o rosilho Pepto Roan Cat com 10 pontos, Melhor Macho e Melhor Puro Castrado.  Filho de Cat Fortune USA e Peptoberry (por Peptoboonsmal), pertencente a Robson Carlos Gomes da Silva, de Castro/Paraná. O animal foi destaque, entre outras provas do ano passado, nas provas a ANCH e também da ABQM, campeão Nacional e do Congresso na categoria Aberta Junior.

Entre os competidores, os destaques foram integrantes de família Rodrigues. Nelsinho Rodrigues, nove vezes campeão do Potro do Futuro ABQM, somou 24,5 pontos, maior soma entre todos os pontuados, e recebeu mais um troféu como Melhor Competidor Aberta. Com 7,75 pontos, Karoline Rodrigues também colocou na estante recheada de prêmios mais um troféu como melhor Amazona de Working Cow Horse.

“As provas da ABQM são as principais provas de Cow Horse, as que distribuem mais prêmios, portanto, as que têm maior número de inscritos. Dessa forma, são também as mais disputadas e os títulos do Awards, especialmente nessa nossa modalidade, são especiais também por esse motivo. O prêmio, sem duvida, é um reflexo da consistência do trabalho que vem sendo feito no Rancho, o sétimo do meu pai no total. Então estamos muito felizes”, falou Karol como porta-voz do Rancho Karoline.

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Karol, Nelsinho e Tânia Rodrigues

Também foram premiados: Reprodutor – Cat Fortune USA; Reprodutora – Misty Playlena HAD; Competidor Amador: Abelardo Ferreira Mendes; Competidor Jovem: Ana Theresa Freitas Mendes; Proprietário: Karoline Kazue Rodrigues e Robson Carlos Gomes da Silva; Criador: Fabio Mesquita de Oliveira. Destaque para as premiações de pai e filha, Abelardo e Ana Thereza, família que também contribui muito para a modalidade, seja dentro ou fora das pistas.

Apesar de toda a alegria pela premiação, uma questão foi levantada por Karoline Rodrigues em suas redes sociais assim que o ranking foi fechado. A competidora foi apoiada por nomes importantes do meio equestre e do Quarto de Milha, que comentaram a publicação dando forças ao assunto, que precisa ser melhor esclarecido.

A polêmica girou em torno dos animais Castrados. Segundo informações, não há um regulamento escrito sobre o ABQM Awards. Sem aviso prévio, de acordo com a maioria das pessoas que se manifestaram, a pontuação dos Puros Castrados acabou somando com a categoria Machos. Em anos anteriores, os pontos dos Castrados não eram computados na categoria Machos.

Working Cow Horse
Abelardo e Maria Theresa Mendes

“Fui informada em contato telefônico com a ABQM que os castrados são, antes de tudo, machos. O que na prática, a meu ver, não funciona. Se o ranking é apurado por pontos obtidos, é óbvio que devem ser computados numa determinada categoria os pontos que os cavalos disputaram entre si igualitariamente. Em outras palavras, um cavalo que disputa Aberta Junior e Aberta Junior Castrado está concorrendo duas vezes e somando pontos duas vezes, porque são duas categorias diferentes e independentes”, conta Karoline.

Segundo uma linha de pensamento, não só dela, mas de muitas pessoas que se mostraram solidárias ao depoimento, o cavalo castrado que correr na categoria Aberta, por exemplo, ganha pontos para essa categoria que disputou. Caso ele dispute na Aberta Castrado a que também tem direito, os pontos obtidos devem somar apenas para o ranking dos Castrados. “Da forma como fizeram, um castrado sempre vai ganhar de um garanhão, porque pode pontuar na categoria normal (Junior ou Sênior) e também na categoria castrado”.

Além de não concordar com o critério, Karol também levantou outras duas questões bastante pertinentes: nada foi divulgado pela ABQM a respeito dessa mudança de regulamento e não há um meio de sugerir mudanças ou registar uma reclamação. “Mesmo que não exista um regulamento escrito sobre o Awards, a ABQM tinha a obrigação de divulgar essa alteração de critério de apuração, e fazê-lo com antecedência”.

Ela também comenta que buscou na área dos Serviços Online no site da Associação uma forma de fazer formalmente uma sugestão de alteração dessa regra para a Convenção Anual, “que é uma via legítima de fazer críticas/propostas/sugestões, porém como não existe um regulamento escrito sobre o Awards, o sistema não permite registrar”.

E ainda arremata: “quero deixar claro que estamos MUITO felizes com o nosso resultado, com cinco dos 11 prêmios vindo para o Rancho Karoline e seus clientes, com cavalos treinados pelo meu pai. Mas nem por isso ia deixar de fazer a minha crítica, que sei que é a de muitas pessoas.”

Buscamos informações com a ABQM e estamos aguardando um retorno do Departamento de Esportes. Todos os premiados e informações sobre o ABQM Awards e ainda o Hall da Fama encontram-se no site oficial da ABQM.

Por Luciana Omena
Fonte: ABQM
Fotos: ABQM/Divulgação

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