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ANCH encerrou temporada com prova em Avaré

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A chuva tentou atrapalhar o brilho, mas não conseguiu. Competidores permaneceram animados, pois a meta era ir em busca do título

Djalma Bezerra Neto
e Karol Rodrigues

Aconteceu neste domingo, dia 5 de novembro, em Avaré/SP, o Potro do Futuro e a terceira e última etapa do Campeonato Nacional da Associação Nacional de Working Cow Horse – ANCH. As provas fecharam o calendário da associação em 2017. As duas primeiras etapas foram realizadas nos dias 16 de abril e 23 de setembro. Para ter direito a concorrer ao título da temporada, era necessário ter participado de pelo menos duas das três etapas. Então, as provas no Rancho Karoline valeram para o título Nacional e definiu os campeões do ano.

João Luis Caromano recebe sua premiação
pela vitória na Amador Limitado

“Como temos poucos participantes, optamos por fazer a prova no Rancho Karoline, para evitar custos. O risco, como sempre, era o da chuva. E ela veio com tudo no sábado que antecedeu o evento. Mas, nem por isso cancelamos. Afinal, se tem uma modalidade de gente corajosa, é o Cow Horse. Além disso, quem já tinha se deslocado até aqui não podia perder a viagem. Com muita responsabilidade, todos entraram em pista. Mesmo com o barro, tivemos provas muito bonitas”, avalia Karoline Rodrigues, atual presidente da ANCH.

E a estratégia então foi, para ganhar tempo e terminar a prova antes de começar a chover de novo, tocar direto, sem intervalos e sem anunciar as notas. Agilidade e emoção, pois cada conjunto que entrava em pista não sabia a nota do seu adversário, então, o negócio era mesmo dar tudo de si. “Ao final, apuramos a classificação e entregamos as prêmios. Além das fivelas e troféus, a ANCH distribuiu premiação em dinheiro, arrecadada ao longo do ano, de mais de R$ 10 mil.” Julgaram Wadson Lander e Fernando Oliveira.

Nelson Rodrigues pode comemorar seu aniversário fazendo o que ele gosta: montando. E ganhando prêmios. Na terceira etapa, foi campeão e reservado da Aberta Junior. Marcou 287,5 com Brew Dual, e 143,5 com Sugar Lips Jay. No Potro do Futuro Aberta, ele também foi campeão, montando Pepto Roan Cat e marcando 285 pontos. Djalma Bezerra Neto também levou alguns troféus para casa. Na Amador Senior, ele foi campeão Gotta Lil Brass, marcando 279. Gotta Lil Brass também foi campeão, Aberta Senior, na sela de Nelsinho Rodrigues,  com a  nota 287,5. Djalma também levou o Potro do Futuro Amador, montando Cats For Thecattle e a nota 276.

Já pelo campeonato, Nelson Rodrigues também foi o destaque. Na Aberta Junior, terminou a temporada com as três primeiras posições. O experiente treinador foi campeão do ano também na Aberta Senior. Mônica Ribeiro não pode estar presente nesta última etapa, pois está nos Estados Unidos participando do Mundial da AQHA no Cow Horse. Mesmo assim ela assegurou a vitória da temporada na Amador Junior ao somar 50 pontos nas duas primeiras etapas. Pela Amador Sênior, o campeão do ano foi Abelardo Mendes.

Abelardo Mendes e Nelson Rodrigues

Por Luciana Omena
Fonte e Fotos: 
Plusoneandahalf

Working Cow Horse

O Working Cow Horse une o trabalho de Rédeas com o de Apartação

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O cavalo de Working Cow Horse demonstra cow sense, tem capacidade para ser facilmente controlado, ao mesmo tempo que facilita o trabalho nos ranchos

O Working Cow Horse é um esporte que surgiu da necessidade dos cowboys disporem de cavalos que pudessem ser facilmente controlados, com pouco ou nenhum esforço. Ao mesmo tempo, os cavalos devem demonstrar um apurado cow sense e facilitar o trabalho nos ranchos. Em outras palavras, une o trabalho de Rédeas com o de gado, característico da Apartação. Com toda a certeza, é uma modalidade singular. Acima de tudo, a modalidade tem suas raízes no Oeste Americano.

Em uma arena de competição de Working Cow Horse, a finesse da equitação moderna combina perfeitamente com métodos de treinamento testados há tempos. Os cavalos de prova hoje têm suas raízes em um processo meticuloso e secular usados pelos vaqueiros para criar seu parceiro de trabalho mais valioso: um cavalo que poderia ser controlado por um leve toque das rédeas, mas ainda possuir velocidade para dominar o melhor gado.

O cavalo de Working Cow Horse demonstra cow sense, tem capacidade para ser facilmente controlado, enquanto facilita o trabalho nos ranchos

Origem

Por quase 150 anos, o cavalo de trabalho com o gado era famoso em toda a Califórnia e no Oeste dos Estados Unidos. Até que, no início do século 19, a corrida pelo ouro mudou o rumo das coisas por lá. Muitos recém-chegados ao que chamavam ‘estado do ouro’, dissolveram as fazendas de gado. Nas que permaneceram, as técnicas modernas de manejo de gado e máquinas, eventualmente, eliminaram grande parte da necessidade de um cavalo de trabalho bem treinado e versátil.

A cultura desse tipo de cavalo vem do cavaleiro espanhol e mexicano. Ele gerenciava as raças nas fazendas da Califórnia durante os séculos 18 e 19. Muitas histórias descrevem a natureza selvagem dos bovinos, então os homens que trabalhavam nas fazendas precisavam de um cavalo inteligente, rápido, cabeça boa. Além disso, que os ajudassem com as tarefas diárias da lida. Era uma necessidade, não uma opção. E, ao longo do tempo, os vaqueiros desenvolveram um sistema de treinamento que reverenciava a elegância e precisão.

No início do século 20, esse tipo de cavalo passou de uma necessidade para um luxo. Havia pouca atividade que desse conta de sustentar financeiramente a manutenção deles. A maioria dos fazendeiros estava lutando para sobreviver à Grande Depressão nos Estados Unidos, que piorou com a Segunda Guerra Mundial. Poucas pessoas tinham tempo para se preocupar com os cavalos e os programas de treinamento.

E foi nesse momento da história que a National Reined Cow Horse Association – NRCHA surgiu, em 1949.

No Brasil

O primeiro passo para o Working Cow Horse no Brasil foi a vinda de Les Vogh. O treinador americano fez uma apresentação da modalidade por aqui a convite de Francisco de Almir Bezerra. Em seguida, o Think a Mite a Ranch promoveu uma apresentação do esporte no Rancho das Américas. E logo depois realizou o 1º Working Cow Horse Show Think A Mite A Ranch & DA. Assim, a prova teve parceria do Double A Ranch e foi realizada no Road Shoping, Itu/SP, em 2002.

Em 2006, nasceu a Associação Nacional de Working Cow Horse – ANCH.

O cavalo de Working Cow Horse demonstra cow sense, tem capacidade para ser facilmente controlado, enquanto facilita o trabalho nos ranchos

Working Cow Horse: como funciona

O conjunto deve demonstrar para os juízes que detém total controle do cavalo. A prova é composta por um percurso de rédeas e pelo trabalho com boi (rebanho). Portanto, duas partes compõem a nota final. Na primeira, o cavalo deve seguir um percurso com algumas manobras. São requeridos: mudanças de mão, spins e esbarros. Os juízes não olham apenas um cavalo que seja voluntariamente guiado, mas também controlado em todos os seus movimentos.

No trabalho de rebanho, um boi é solto sozinho na arena. O cavalo deve segurá-lo na ponta final da pista, demonstrando sua habilidade em contê-lo. Em segundo lugar, deve dirigir o boi beirando a cerca, virando-o em ambas as direções. Por isso que esta parte da prova é chamada de ‘trabalho de cerca’. Por fim, o cavalo deve mover o bovino para o centro da arena, fazendo círculos ao redor, em ambas as direções.

O julgamento é baseado em boas maneiras, maciez, senso de rebanho. E ainda facilmente guiado no trabalho de Rédeas. A nota é dada para cada parte do trabalho de 0 a 100; 70 de nota média. Penalidades serão dadas aos cavalos que são excessivamente agressivos com o boi ou na falta de controlar o boi no final da arena.

Nos Estados Unidos, as provas são divididas em trabalho com boi (cow work), trabalho de cerca (herd work) e trabalho de rédeas (rein work). Com efeito, cada um dessas fases acontecem em dias separados pelo mesmo conjunto e as notas são somadas. Aqui no Brasil, a prova é feita de uma vez só, as fases de rédeas e cerca, o cavalo não sai da pista.

Por Luciana Omena
Fonte: NRCHA, ANCH
Crédito das fotos: Divulgação/Primo Morales

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Metallic Catalyst reafirma no Brasil a genética de Metallic Cat

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Metallic Catalyst reafirma no Brasil a genética de Metallic Cat Chegou ao Brasil em dezembro de 2019, de propriedade do Rancho Siq, está alojado em Avaré

Chegou ao Brasil em dezembro de 2019, de propriedade do Rancho Siq, está alojado em Avaré

O garanhão Metallic Catalyst é a concretização do sonho de seus proprietários, o Rancho Siq, de Campos dos Goytacazes/RJ. Filho de Metallic Cat, reprodutor do ano pela NCHA nos últimos quatro anos e produtor de mais de mais de US$ 34milhões em ganhos de seus filhos, serve agora ao plantel brasileiro.

Alojado no Rancho Karoline, em Avaré/SP, acima de tudo, Metallic Catalyst carrega genética forte dos dois lados. Sua mãe, Im Not Blond (por Catalyst Too), é produtora de US$ 314 mil em Rédeas. “O Franco Bertolani comentou com Nelsinho Rodrigues que o Doug Milholland estava vendendo um potro Palomino filho do Metallic Cat,  em uma égua que ele gostava bastante, produtora em Rédeas”, relembra Lívia Siqueira.

Metallic Catalyst reafirma no Brasil a genética de Metallic Cat Chegou ao Brasil em dezembro de 2019, de propriedade do Rancho Siq, está alojado em Avaré

De acordo com a criadora e proprietária carioca, foi Nelsinho quem sempre a ajudou em toda a trajetória de sua criação. “Então, ele me ligou avisando dessa possibilidade e eu me encantei  por ser o tipo de acasalamento que busco para meus garanhões. Acima de tudo pela cor, que até então (ainda é) era bem incomum para um filho do Metallic Cat. Conversei com meu marido, Ciro, e fomos em busca desse sonho”.

Reprodutor

 Metallic Catalyst é um garanhão de fato. Tem a beleza necessária a um reprodutor, estatura, ossatura e alia essas características a uma grande índole, habilidade e cow sense. Além disso, sua linhagem, citada acima, o coloca em um patamar de destaque para o cenário nacional.

Metallic Catalyst reafirma no Brasil a genética de Metallic Cat Chegou ao Brasil em dezembro de 2019, de propriedade do Rancho Siq, está alojado em Avaré

“A frase que mais me norteia como criadora é: ‘o sucesso dos meus garanhões é a qualidade das fêmeas que ele cobre’. Então, o projeto é que ele cubra o maior número de éguas de qualidade nesta primeira estação, enquanto se prepara para as pistas de Cow Horse no Rancho Karoline. Acreditamos no seu potencial como pai em todas as modalidades de boi e lançamos um programa de premiação para oito modalidades. Quem tiver a oportunidade de conhecê-lo, sem dúvida, se ‘apaixonará’ na hora. Ele é diferente”, finaliza Lívia.

Fique por dentro: @metallic_catalyst.

Por Luciana Omena
Colaboração: Plusoneandahalf
Crédito das fotos: Divulgação/Veronika Photography e Plusoneandahalf

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5 dicas para iniciar seu cavalo no Working Cow Horse

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5 dicas para iniciar seu cavalo no Working Cow Horse

Antes de mais nada, essa é uma modalidade que alia a destreza no trabalho com boi e a plasticidade de movimentos com manobras de rédeas

Convidamos Nelson Rodrigues para nos dar cinco dicas de como iniciar seu cavalo no Working Cow Horse. Acima de tudo, com quase 40 anos de profissão, o treinador se tornou em 2018 o maior ganhador de potros do futuro da modalidade na raça Quarto de Milha,  nove títulos.

Baseado no Rancho Karoline, em Avaré/SP, Nelson nos contou em entrevista que desde que conheceu o Working Cow Horse encontrou na modalidade tudo que mais amava.

“A técnica da Rédeas aplicada no trabalho com o gado. Algo que sempre fiz a minha vida toda. Quando comprei o rancho, passei a me dedicar mais a essa modalidade”.

Do alto da sua experiência como treinador, acima de tudo, um dos especialistas desse esporte, ele passa dicas importantes. Confira!

1 – Contato com boi

Muitos que procuram iniciar na modalidade usarão um animal que já laça ou faz outra modalidade com gado, e outros pode ser que usarão um animal que nunca viu boi.

Apresente o seu cavalo ao boi, use-o para tocar um lote, manter o lote no centro da pista para auxiliar um cavalo mais experiente, soltar e guardar um boi sozinho. Trilhe, devagar. Quando o boi se movimentar, movimente seu cavalo, quando o boi parar, pare seu cavalo.

2 – Bandeira

Se tiver a possibilidade, use a bandeira para posicionar seu cavalo. Faça seu cavalo acompanhar a bandeira em movimento e virar na bandeira como gostaria que ele fizesse no boi.

Em movimento, sempre em linha reta paralelo à bandeira, e na hora de virar, sempre dando um ou dois passos para trás antes de virar 180°.

3 – Voluntariedade

Nunca deixe o cavalo caminhar na direção do boi sem você mandar. Fique sempre paralelo, não importa a distância. Se o boi estiver parado e você quiser que ele se movimente, você caminha seu cavalo na direção da cabeça do boi.

4 – Sem pressa

Se o boi escapar (correndo mais) ou quebrar (virando bruscamente na direção contrária), não tenha pressa em alcançar o boi. Não se preocupe em ‘ganhar’ do boi no início do treinamento, pois é importante não apressar seu cavalo nesse momento. Com o tempo, quando o cavalo estiver lendo melhor o boi, ele vai aprendendo a ficar junto do boi.

5 – Parar sempre

Quando o cavalo estiver trilhando o boi, independente se no passo, no trote ou no galope, sempre que o boi parar, o cavalo deve parar. Assim sendo, sempre que ele parar deve fazer esse movimento corretamente, paralelo ao boi.

De tal forma que deve entrar com os posteriores no chão, não ir contra a embocadura e parar reto, sempre. No começo ele pode passar um pouco o boi, ou parar um pouco antes, com o tempo esse ‘timing’ se ajusta, mas é importante que ele pare corretamente.

Todas essas dicas são fundamentos para se ter o controle do animal. E ter o controle do cavalo é essencial para a segurança de todos, do cavalo, do cavaleiro e do boi.

Quando esses fundamentos estiverem sólidos, é possível então acrescentar velocidade.

 Colaboração e Foto: Plusoneandahalf

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