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Futuro da raça: Freio Jovem apresenta seus campeões de 2020

Modalidade da ABCCC definiu os vencedores em oito categorias no palco do Freio de Ouro

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Ao todo, 83 conjuntos participaram da final do Freio Jovem e, assim, mostraram em pista o futuro da raça Crioula. O evento – organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) – aconteceu nos dias 24 e 25 de novembro, em Esteio/RS.

Como resultado, subiram ao pódio os pequenos ginetes, com idades entre 6 e 7 anos, que não venceram sozinhos. Afinal, todos saíram campeões. Sobretudo porque o futuro da raça Crioula nasce a cada montaria, ainda mais no Parque de Exposições Assis Brasil, palco do Freio de Ouro.

Sendo assim, histórias não faltaram. Uma delas é que o Freio Jovem foi porta de entrada para que pequenos ginetes pudessem retornar às pistas. Como é caso, por exemplo, da história do Freio de Alpaca na categoria Infantil A, Giovane Pauletto da Silveira.

Além disso, a edição 2020 da final também reuniu pequenas cavaleiras que almejam o Freio de Ouro. Como a Freio de Ouro na categoria Infantil A, Maria Antonia Rocha. “Eu quero continuar montando para provas de marcha, enduro e freio, e eu quero ser veterinária”, almejou.

Futuro da raça

Contudo, a maior lição do Freio Jovem está traduzida na pista de prova: o futuro da raça nasce no presente. Nesse sentido, o treinador Heber Vega Pereira de Ávila, que levou 13 conjuntos à final, relatou o dia a dia com os pequenos ginetes que crescem a cada dia.

“Quando eles gostam e têm jeito pra coisa, em pouquinhos dias a gente já vê evolução. De semana a semana, daqui a pouco estão treinando igual a gente. Levamos pra pista e eles vão pegando detalhes mínimos e vão se aperfeiçoando. Esses são os futuros ginetes. E na pista aqui também: a gente vê a diferença de quem vai andar, pela tranquilidade, se é sereno, concentrado, e o tocador, que entra na pista e muda”, destacou.

Por fim, confira abaixo o resultado das oito categorias disputas no Freio Jovem 2020.

Infantil A Feminino

1º lugar: Maria Antonia Rocha montando SJ Arrinconada. Média final: 9,754
2º lugar: Catiele Botelho montando Escapada de Santa Angélica. Média final: 8,741
3º lugar: Victoria Rissi montando Huracán da Josefina. Média final: 7,991
4º lugar: Catiele Botelho montando Ouro Preto del Pardillo. Média final: 7,636

Infantil A Masculino

1º lugar: João Pedro Santos montando Cabanha Canaã. Média final: 10,954
2º lugar: Raí Ruiz Pigrucci montando Intendente da Reservada. Média final: 8,954
3º lugar: João Vithor Passos montando CP Novicia. Média final: 7,486
4º lugar: Giovane Silveira montando Macanudo da Terra Costa. Média final: 5,558

Infantil B Feminino

1º lugar: Racheli da Silva montando Herança do Caapi. Média final: 9,759
2º lugar: Ana Betina Annas montando JRV Maneia de Trava. Média final: 8,686
3º lugar: Racheli da Silva montando Faceira da Cola Crioula. Média final: 8,683
4º lugar: Marcelly da Cunha montando Quinchador da Badana. Média final: 8,078

Infantil B Masculino

1º lugar: Francisco Moglia montando Capanegra Ventho. Média final: 12,681
2º lugar: Gabriel Macedo montando Improviso II da Tradição. Média final: 11,965
3º lugar: Caetano Gonçalves montando LJG Alquimista. Média final: 11,306
4º lugar: Venancio Costa montando Abaeté do Monbáy-Porã. Média final: 10,529

Juvenil Feminino

1º lugar: Sinthia Schuster montando Capanegra Questionado. Média final: 12,481
2º lugar: Laura Vencato montando Las Callanas Morita-TE. Média final: 11,022
3º lugar: Valeria Teixeira montando Bem Criada das Três Argolas. Média final: 10,710
4º lugar: Julia Avila montando Armada do Areal. Média final: 10,418

Juvenil Masculino

1º lugar: João Victor Casagrande montando Odilo Namorada. Média final: 10,661
2º lugar: João Manoel Beckel montando Embiara do Purunã. Média final: 10,595
3º lugar: Iago Costa montando Data Venia Carpeta. Média final: 10,501
4º lugar: João Victor Casagrande montando JRV Inédita da Alvorada. Média final: 10,472

Júnior Feminino

1º lugar: Luiza Lopes montando El Condor Pataquera. Média final: 9,799
2º lugar: Valentina Jardim montando Katanca do Mano a Mano. Média final: 9,022
3º lugar: Julia de Oliveira montando Un Regalo do Infinito. Média final: 8,822
4º lugar: Tysuy Mendes montando RE Guzman. Média final: 6,929

Júnior Masculino

1º lugar: Artur Capeletti montando SJ a la Gandaia. Média final: 9,516
2º lugar: Felipe Tomiozzo montando Ufano do Infinito. Média final: 9,261
3º lugar: Felipe Tomiozzo montando Zaragoza do Infinito. Média final: 9,175
4º lugar: Artur Capeletti montando PM Barulho do Campo. Média final: 8,840

Fonte: ABCCC
Legenda da foto em destaque: Infantil Feminino A
Crédito das fotos:
 Divulgação/ABCCC/Felipe Ulbrich

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Classificatórias ao Freio de Ouro 2021 têm novas datas programadas

ABCCC ajustou a agenda das seletivas de forma a possibilitar mais tempo para a realização das etapas credenciadoras organizadas pelos Núcleos

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O calendário de provas oficiais da raça Crioula tem novas datas para a realização das Classificatórias ao Freio de Ouro 2021. A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) ajustou a agenda das seletivas de forma a possibilitar mais tempo para a realização das etapas credenciadoras organizadas pelos Núcleos, ainda em virtude dos impactos da pandemia de Covid-19.

Com isso, o início das semifinais nacionais está programado para o mês de maio, entre os dias 5 e 9. A princípio, com a realização da decisão entre os inéditos, o Bocal de Ouro. Já a grande final segue, por enquanto, marcada para o período entre 23 e 29 de agosto.

De acordo com o vice-presidente de Exposições Morfológicas e Provas Funcionais da ABCCC, Eduardo Suñe, o objetivo também é dar tempo de programação para que criadores, usuários e ginetes possam se preparar neste período de pandemia.

“Obviamente que é um ano complicado em função da pandemia. Mas temos o nosso próprio protocolo que até agora andou muito bem. Sobretudo, nossa ideia é cumprir este calendário desde que a pandemia permita”, destaca.

Ademais, vale destacar que as classificatórias internacionais ainda seguem previstas como anteriormente. Ou seja, com a Classificatória da Argentina no mês de março e a Classificatória do Uruguai em abril. Todas, sendo assim, sob organização das Associações de cada país.

Confira o novo calendário

  • 10 a 14 de março – Classificatória da Argentina
  • 21 a 25 de abril – Classificatória do Uruguai
  • 05 a 09 de maio – Bocal de Ouro
  • 19 a 23 de maio – Classificatória Gaúcha Sul
  • 10 a 13 de junho – Classificatória Gaúcha Norte
  • 24 a 27 de junho – Classificatória SC, PR e Região 08
  • 14 a 18 de julho – Classificatória Aberta
  • 23 a 29 de agosto – Freio de Ouro

Fonte: ABCCC
Crédito da foto em destaque:
 Divulgação/ABCCC/Felipe Ulbrich

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Final Nacional do Crioulaço 2021 entra para a história

Evento contou com mais de 1 mil exemplares da raça Crioula inscritos para as disputas no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio/RS

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O que parecia impossível para um período tão atípico tornou-se realidade durante os dias 14 e 17 de janeiro de 2021, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio/RS. Com 100% das vagas preenchidas e R$ 78 mil em premiação, a Final Nacional do Crioulaço 2021 mostrou mais uma vez porque é a maior modalidade esportiva dentro da raça Crioula.

De acordo com o coordenador da subcomissão de Crioulaço da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Crioulo (ABCCC), Marcelo da Cruz Corrêa, os pódios foram formados para premiar as duplas das Forças A, B e C. Ao todo, foram 511 duplas premiadas entre as três forças.

“O grande segredo foi poder juntar a ABCCC ao pessoal do laço. Quando eu assumi, tinha uma história que a ABCCC não apoiava, e hoje eu agradeço muito a esse povo aqui do laço. A gente fez, faz e tá aprendendo. O segredo todo é a Casa, a nossa ABCCC, estar junto, respeitando o povo do laço e o povo do laço respeitando a ABCCC”, valorizou o coordenador, que foi homenageado pelos demais membros da subcomissão.

Com transmissão pelos canais oficiais da ABCCC, o domingo decisivo iniciou com as 74 duplas da Força A. Após quase quatro horas de prova, o lugar mais alto do pódio e a premiação (ao todo de R$ 16 mil) foram divididos por duas duplas: Willian Ferreira Dias montando Santa Júlia Hecho a Mano e Samir Poltronieri Goulart montando FPL Coronel; e Josué Rodrigues de Souza montando Felicidad da Pavei e Renan Costa Simão montando Fortunata da Pavei.

O laçador Renan Simão, que já havia faturado o primeiro lugar no Potro de Ouro, explicou os motivos pelos quais as duplas decidiram dividir o prêmio. “Foi uma disputa muito acirrada num gado mocho muito bom. A cancha estava muito pesada devido à chuva e a gente decidiu parar em duas duplas. Como somos todos amigos, dividimos a premiação e resolvemos parar”, contou. 

Depois das disputas da Força A, os laçadores continuaram a passar pela boca do brete durante todo o domingo. Com 191 duplas, a Força B iniciou após a abertura oficial. A Força C, por sua vez, movimentou 174 duplas e encerrou a edição 2021 do Crioulaço.

Abaixo, você confira os resultados completos da Final Nacional do Crioulaço 2021. 

Final Nacional do Crioulaço tem participação de mais de mil exemplares – Foto: Divulgação/ABCCC

Duplas Força A

1º lugar e 2º lugares empatados

  • Willian Ferreira Dias montando Santa Júlia Hecho a Mano e Samir Poltronieri Goulart montando FPL Coronel
  • Josué Rodrigues de Souza montando Felicidad da Pavei e Renan Costa Simão montando Fortunata da Pavei

3º, 4º e 5º lugares empatados

  • Ivo Barbosa Fernandes Neto montando Rob Candango e Tiago Borges montando Xuan da Hulha Negra
  • Alan da Silva Ferraz montando El Sueño Domingueira e Leonardo Gobbi Trindade montando Mancha Rara 42 Del Fuego
  • Marcio Silveira montando Quatro de Paus da Hulha Negra e Rovane Pinto montando CC Firmeza

Duplas Força B

  • Leonardo Rodrigues de Melo montando Costalarga Lluvia e Carlos Augusto de Souza Nunes montando Costalarga Lua Cheia
  • Gabriel Damiani montando MZ Ressolana e Fabrício Bertoldi montando Dom Castro Neca
  • Henrique Bohn Flores montando Figada do Marco de Ferro e Cristiano Muller montando Ibope do Itagiba
  • Guilherme Lazzaretti Pacheco montando Bela da CVC e Nicolas Moehlecke Muller montando Faísca do Carpe Diem
  • Henrique de Oliveira Schenkel montando Xinoca da Mauá e Gustavo Foques montando Mel na Boca da Pyramidis
  • Giovani Lima montando Santa Tecla Índio Velho e Giovan Henrique Flores montando Potyra de São João
  • Fernando Henrique Di Domenico montando Chimarrita da Sacuri e Luiz Alberto da Silva Junior montando Herdeira do Pai e Filho
  • Marcel Carlos dos Santos montando Quelinda do Sá Brito e Alan Junior Pansera montando Surungo da Sanga da Saudade
  • Diogo Rafael Ferrazza montando Garrucha do Pinhal e Maurício Antônio Rosado Carpovinski montando Formiga do Pinhal
  • João Pedro Schafer montando GT Gambá e Rafael Geiss Terra montando GT Cancela de Volta

Duplas Força C

  • Braytner Souza Santos montando Carrascal Labareda e Gustavo Lima de Oliveira montando La Castellana Ozires
  • Matheus Custódio Santos montando Seriema 718 de Nazareth e Eduardo Veit Hainzenreder montando Emissário do Purunã
  • Jorlei Ramos Sbersi montando Descoberta do Redomão e Emanuel Cassel montando Campana Bolero
  • Murilo Goularte Luiz montando Destemido da Dom Vieira e Felipe Fernandes Camargo montando Manchado da Sucuri
  • Maurício Santana Pereira montando Lorota do Duque e Alvim Francisco de Quadros Secco montando Rosa Maria da Olinda
  • Leandro Krenski da Silva montando Cambona II de Santa Angélica e Leonardo Krenski da Silva montando Querência Azul Escândalo
  • Gilberto Kim Camillo Muller montando Luminosa Marupá e Lucas dos Santos dos Santos montando Mais uma Loteria
  • Giovane de Oliveira Faleiro montando Jalisco da Tia Perça e Emerson Oliveira Souza montando Los Haragana da Canoa
  • Luis Carlos Ferrari montando Don Coradino Brasa e Luis Carlos Scheeren montando Barbela 191 de Santo Isidoro
  • Darlan Pinheiro da Costa montando Querência do Galpão Grande e Fabrício Tavares Martins montando Ipê das Águas Claras II
  • Alex Sandro Silva da Silveira montando Aquarela da Kim e Bruno Leandro Olheinik montando Imperatriz de Interlagos
  • Rodrigo Kremer Piovezani montando AMC Galo da Madrugada e Amauri Casaril montando AMC Flor de Luz 

Fonte: ABCCC
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 Divulgação/ABCCC/Felipe Ulbrich

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Gustavo Magalhães sobre ombros de gigantes

Conheça um pouco da história do competidor de Rédeas da raça Crioula

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O entusiasmo em torno da modalidade de Rédeas está vivo há quatro anos na vida de Gustavo Magalhães Reis. Isso sem perder o foco no desenvolvimento pessoal como cavaleiro. Natural de Belo Horizonte/MG, o empresário e engenheiro alcançou resultados de gigantes nas últimas duas edições do Rédeas de Ouro, tanto como competidor quanto incentivador.

Afinal, em 2019 foi Campeão Potro do Futuro Amador, Reservado Campeão Nacional Amador e Campeão Categoria Sênior. Além de outras conquistas como criador e incentivador da raça. “Os nossos cavalos ainda ganharam no Campeonato Nacional Aberto e Potro do Futuro, com o Jone Carlos! E a maior nota da Copa Mapuche Reining”, relembrou com orgulho as vitórias.

Já no Rédeas de Ouro de 2020, Gustavo Magalhães garantiu dois importantes prêmios como competidor. Na Aberta Sênior, foi Reservado Campeão com Don Eldorado Marca dos Santos e, ainda, em terceiro lugar com Guri da Grande Passo. Sem falar ainda do título de Jubileu da Roraima na Nacional com Jone Carlos da Silva.

Crescimento

Para crescer, Gustavo se mantém em contato com grandes nomes de Rédeas. Enxergando, assim, mais longe por estar sobre ombros de gigantes, parafraseando o astrônomo Isaac Newton. “Acho importante sempre buscar evoluir e aprender com essa turma de craques. No ano passado treinei pouco, mas procuro ir ao CT do Junior Martins, em Brasília, ou no Jovenil Dias, em Goiânia. Quando posso, estico até Itatiba/SP e treino com o Jone e equipe”.

Além do esforço para preparar-se, o sentimento de gratidão o acompanha. Além dos agradecimentos à família (à esposa Denise e à filha Beatriz), aos incentivadores e treinadores, Gustavo garante que a Rédeas é uma grande família, que não para de crescer. “Sem dúvida, Rédeas mudou a minha vida. Me deu novas perspectivas. Um esporte que promove a persistência em evoluir continuamente, a fortalecer a humildade e a certeza de que nada somos além de eternos aprendizes”, finaliza.

Fonte: ABCCC
Crédito da foto em destaque:
 Divulgação/ABCCC/Felipe Ulbrich

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