Criadores

Haras Fazenda São José, a marca da família Rorato

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Animais de Corrida e Três Tambores investindo sempre nas melhores genéticas e obtendo resultados expressivos

O Haras Fazenda São José foi formado pela paixão de Ademir José Rorato por cavalos. São 25 anos no mercado Quarto de Milha, na região de Bauru, mais precisamente em Lençóis Paulista/SP.

A evolução do plantel foi visível em qualidade genética e quantidade de animais, com investimentos que trouxeram muitas alegrias ao haras. Em 2009 ele tinha 35 animais e hoje são 83, entre éguas, potros das gerações e animais de prova.

Seus cavalos correm no Jockey Club de Sorocaba com o treinador Rivail Rosa e há os que estão sendo domados, treinado ou nas pistas da modalidade Três Tambores com o Marquinho Toledo.

“No inicio da criação, meu pai tinha um pequeno sítio onde criava seus animais. Em 2008 adquiriu uma fazenda que deu o nome de São José, com uma excelente infraestrutura, gerando mais condições de aumentar o plantel e criar animais com ainda mais qualidade”, fala Eduardo Rorato, filho de Ademir.

“Então, recentemente, resolveu fortalecer seu nome, divulgando seu plantel com mais força e destaque, criando a marca Haras Fazenda São José. Com isso, esperamos conquistar ainda mais espaço, destaque e respeito entre os criadores da raça Quarto de Milha”.

Sempre focou na Corrida, vê o mercado da raça Quarto de Milha de velocidade muito forte e competitivo, com animais de alto nível e desempenho, não ficando atrás de nenhum criador de outro país.

“Minha base de criação sempre foram os animais de Corrida, que conquistavam vitórias principalmente no Jockey Club de Sorocaba. No início de 2009, Infinit Win venceu o AQHA Challenge em São Paulo batendo o recorde da pista”, reforça Ademir.

Ela se classificando como a representante brasileira e da América do Sul para disputar a grande final desse torneio, em outubro do mesmo ano, nos Estados Unidos, provando criteriosa seleção dos Rorato. Com esse feito, o nome desse destacado criador ganhou ainda mais ênfase.

Três Tambores

Quando Eduardo Rorato decidiu participar de provas de Três Tambores, Ademir disponibilizou para o filho o animal Valid Point Run AJR de sua criação, fechado em Corrida para ele competir. “Ele escolheu certo, tanto que logo no primeiro ano competindo conquistei o campeonato da APCT e da NBQM da região de Bauru”.

Eduardo lembra que o pai então comprou mais um animal. “Foi um cavalo especial, Vivid Apollo, também da linhagem de Corrida. E mais uma vez o resultado foram as conquistas da APCT e da NBQM, sendo bicampeão”, recorda.

No ano de 2008 Vivid Apollo conquistou duas vitórias muito importantes no Congresso Brasileiro da ABQM, nas categorias Exibição e Aberta Sênior. Com esses resultados, apareceram muitos criadores interessados em comprá-la.

Então Ademir e Eduardo decidiram vendê-la em um leilão no mesmo ano, durante o Campeonato Nacional da ABQM. “A venda foi um sucesso, acima das expectativas e o criatório teve uma ótima repercussão”, ressalta Eduardo.

Projetos

Esse ano o Haras Fazenda São José realizou seu primeiro pregão, o Leilão Mega Velocidade, em parceria com Haras Mantovani e Edi Carlos e convidados. Aconteceu em junho  no tattersal do Jockey Club de Sorocaba, durante a final do Megarace.

“Estamos investindo forte na seleção de novas genéticas nas linhagens de Velocidade e Trabalho para enriquecer ainda mais o nosso plantel e, consequentemente, em nível nacional.”

Por Verônica Formigoni
ESPECIAL Bauru – Revista Tambor & Baliza – Ed. 83
Fotos: Cedidas

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Brasileiro de Hipismo

Haras Cabana Boa Vista inicia projeto social envolvendo cavalos BHs

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Iniciativa tem como objetivo iniciar no hipismo crianças das comunidades próximas ao haras, em Paudalho/PE

O Haras Cabana Boa Vista – especialista na produção e reprodução de cavalos de esporte – começou no sábado (11) um projeto social com cavalos da raça Brasileiro de Hipismo.

De acordo com o proprietário do haras, Alexandre Teles, a ideia do projeto é iniciar no hipismo crianças das comunidades próximas ao haras, que fica localizado em Paudalho/PE.

“Sabemos da importância do esporte na formação das crianças, e do peso e responsabilidade que esse empreendimento traz consigo. Que Deus nos ajude a seguir em frente e nos dê ânimo e forças quando necessário”.

O ponta pé inicial desse projeto foi dado com ajuda do cavaleiro e professor André Ferreira. Com muita paciência, ele ajudou as crianças, ainda meio desajeitadas, a darem seus primeiros trotes.

“A escolinha nasce de nosso anseio em ajudar a comunidade. A inspiração vem de D. Isnal Barbosa, nossa avó paterna, professora do primário em Campina Grande, e que ao chegar a Recife, dirigiu por mais de quatro décadas o Orfanato Presbiteriano Vale do Senhor”, acrescenta Alexandre.

Dessa forma, o animal utilizado nas primeiras aulas foi a Brasileiro de Hipismo CS Ully. Uma égua nascida em 2003 no Haras Campos Salles, que já teve seus dias de glória saltando GPs no Brasil.

Ainda de acordo com Alexandre, inexplicavelmente, CS Ully foi abandonada sem qualquer cuidado. E, assim, foi adquirida no ano passado pelo Haras Cabana Bos Vista para tentar seu restabelecimento. “Ela está trabalhando feliz da vida, dócil e empenhada em ajudar. Parece até que sabe o que está fazendo”.

Fonte: ABCCH
Crédito da foto: Divulgação/ABCCH/Anna Carvalho

Veja mais notícias sobre o cavalo Brasileiro de Hipismo no portal Cavalus

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Criadores

Haras ST discorre sobre o projeto ST Dashin Leo

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Haras ST discorre sobre o projeto ST Dashin Leo

Em artigo publicado originalmente na Revista Tambor & Baliza, você irá conhecer um pouco mais a respeito da filosofia de criação do Haras ST

Há mais de 45 anos o Haras ST cria Quarto de Milha e detém inúmeras marcas que atestam a excelência do seu plantel. Assim sendo, é o Criador mais pontuado da história da ABQM, com mais de 16.000 pontos no RMT.

De acordo com as estatísticas, entre as dez melhores matrizes brasileiras, cinco formaram a base do criatório ST. Ou seja, 50% das melhores matrizes de todo o Brasil, incluindo a líder ST Cajuina, com mais de 3.500 pontos pela ABQM. Mãe, sobretudo, de ST Tapioca, que já tem com quase 2.000 pontos como matriz.

Ainda conforme os dados apurado, entre os atletas dois dos animais mais pontuados pela ABQM são a ST Tapioca, com mais de 1.400 pontos, e sua filha ST Taboquinha, com mais de 1.000 pontos. Os únicos animais com mais de mil pontos em pista nos Três Tambores.

Para exemplificar ainda a informação do começo do texto, o Haras ST acumula dez anos de ABQM Awards nos Três Tambores. Todos esses dados são oficiais da ABQM.

Do mesmo modo, consultando o arquivo do SGP Sistema, a liderança ST também impressiona: as três matrizes que lideram ganhos em R$ no Brasil são ST. E as únicas com mais de R$ 600.000,00 em ganhos.

Por fim, ao analisar o ‘Clube dos 16’, de cavalos que marcaram tempo na casa dos 16 segundos no Tambor, apesar de alguns dados ainda não terem sido atualizados, o ST lidera em número de tempos e a ST Cajuina como matriz.

Confira a análise do Dr. Marcio Tolentino!

Escolha dos reprodutores

“Muito obrigado pela oportunidade de abrir as portas do ST para falarmos da nossa filosofia de criação mais uma vez. Para começar, vamos pontuar algumas coisas. A importância da matriz já é bem conhecida e comprovada. Mas, um potro não nasce sem pai. Tem que haver um garanhão e há de ser bom: à altura do plantel de mães que o Haras ST possui.

O primeiro critério de escolha é pela morfologia e genética, que são inseparáveis: sua estrutura e suas proporções estão fortemente relacionadas à linhagem a que pertence. Nesse item procuramos observar detalhadamente as características que foram dominantes por parte de pai e de mãe (o que veio de um e o que veio do outro). Valorizamos particularmente a estrutura óssea, cascos e aprumos.

Sendo coerente com nosso pensamento, valorizamos muito a mãe na escolha dos nossos reprodutores. O ST Dashin Leo é filho da ST Cajuina. O terceiro ponto que analisamos é o caráter. Difícil de definir, mas desde novinho percebe-se um animal atento… mas manso, de boa índole. E a índole também é transmitida para os filhos.

Para nós é fundamental que os animais possam ser montados por amadores, jovens e principiantes. Acreditamos que isso é o alicerce do esporte que escolhemos. E tem mais: essas categorias é que sustentam a viabilidade econômica dos criadores, qualquer que seja seu tamanho. A escolha considerou também a beleza do animal, incluindo a cor. Sobretudo, há outros pequenos detalhes, mas sua exposição tornaria esse artigo muito longo!”

Escolhas semelhantes

“Os três garanhões que formaram o plantel do Haras ST foram escolhidos de acordo com os mesmos critérios da escolha do ST Dashin Leo. Dessa forma, o atual reprodutor-chefe do haras, ST Dashin Leo, carrega nas costas uma responsabilidade sem igual. Ele é o sucessor dos dois garanhões que iniciaram o criatório do ST há mais de 40 anos. Primeiro foi o Shady Leo e segundo o Fishers Fly.

Acima de tudo, tínhamos várias opções da geração de 2011 quando resolvemos escolher um garanhão. Inclusive, vimos alguns animais de outros criatórios. Mas ele foi o escolhido juntamente com o saudoso Dr. Kiko, presença fundamental na estruturação do ST a partir dos anos 2000.

O também muito saudoso Marcão Toledo domou o ST Dashin Leo. Certa vez nos disse: ‘é um carneiro doutor, garanhão para criança montar’. E o André Coelho foi escolhido como treinador: ‘entre os melhores animais que já montei’.

A campanha do ST Dashin Leo durou apenas três meses. Nesse curto período correu apenas seis provas e parou a campanha com a mudança do André para os Estados Unidos. Contudo, nesse meio tempo, foi campeão do Congresso ABQM Cavalo Iniciante Três Tambores 2015.

O ST considerou que a escolha do DL estava correta. Tinha tudo para gerar filhos velozes, mas sobretudo, mansos.

O projeto não parou aí: sempre entendemos que o planejamento de um criatório de cavalos deva ser a longo prazo, no mínimo cinco anos, sendo que para resultados mais sólidos é preciso no mínimo uma década”.

Parceiros do projeto

“Todos que compraram coberturas ou potros desse nosso garanhão são parceiros importantíssimos. Repetimos sempre que ‘ninguém se faz sozinho’. A partir de 2015 fizemos uma parceria especial com o Haras Flamboyant. Uma parceria gratificante, diga-se de passagem.

Havia e há um problema na utilização do Dashin como garanhão aqui no ST: consanguinidade com nosso plantel de matrizes. Das 25 matrizes em atividade no haras, 11 são irmãs dele, e uma é a própria mãe. Esse fato limita o volume de potros em pista para que fosse provada a sua qualidade como garanhão.

Dessa forma, estávamos, sim, aceitando parceria que participasse desse projeto. Necessariamente a longo prazo. E que aceitasse os custos que envolvem colocar até cinco gerações de potros em pista.

Novamente entra o Dr. Kiko, que sugeriu uma parceria com o Ivan Melo. O Haras Flamboyant tinha e tem um selecionado plantel de matrizes. Além disso, a parceira abriu a possibilidade de cruzamentos com éguas Tres Seis: cruzamento que achamos excelente para o DL.

Todo esse planejamento é importante para o projeto, mas, sobretudo, a nossa aproximação com o Ivan desenvolveu-se num ambiente de extrema confiança e amizade cada vez maior.

Acrescente-se a sintonia familiar, particularmente entre a Isabel e Ana Luiza, duas apaixonadas pelos criatórios dos pais e responsáveis pela sua continuidade. Isso tudo tem um valor inestimável”.

 Objetivos

“Entre os objetivos projetados, a longo prazo, para o ST Dashin Leo: com dez gerações em pista, ser um dos dez melhores garanhões produtores de Três Tambores no Brasil. Até agora há 2.494 garanhões produtores de animais pontuados na modalidade.

Estar entre os dez significa, hoje, estar numa elite representada por menos de 0,05% dos garanhões. E, acima de tudo, produzir cerca de 4.000 pontos. Com o passar do tempo esse número tende a aumentar.

O Haras ST acredita muito em avaliações estatísticas. Note-se que a estatística baseia-se em comparações com outros garanhões e índices: não avalia apenas números. Números são as ferramentas iniciais.

Assim sendo, para cumprir o objetivo citado os filhos do DL da primeira geração deveriam somar pelo menos 100 pontos no ano do seu Potro do Futuro (2018) e 350 pontos no final de 2019 com duas gerações em pista. Ainda 500 pontos no final de 2020″.

Avaliações

“O ST avalia os produtos do DL de cada geração e o desempenho de cada um individualmente. A estatística exige, como foi escrito acima, uma comparação com os melhores reprodutores e o estabelecimento de índices. Um bom índice é a média de pontos por filho. O ST Dashin Leo está superando todas as projeções estatísticas.

A tabela mostra os dez melhores reprodutores de Três Tambores da geração 2014, ano hípico 2018/2019. Foi a estreia da primeira geração do Dashin.

Haras ST discorre sobre o projeto ST Dashin Leo

A produção de cavalos velozes é importante! Valorizamos, sim, os chamados ‘cavalos de 16’. Até o fechamento desse texto, cinco filhos do Dashin já correram na marca dos 16. Contudo, achamos fundamental a produção de animais dóceis, facilmente montados por amadores e jovens. Nesse item o ST Dashin Leo tem se mostrado muito melhor do que o esperado.

Haras ST discorre sobre o projeto ST Dashin Leo
ST Caloca. Foto: Hugo Lemes

Desejamos também que o DL produza alguns ícones, que vençam torneios de renome nacional, Slots, Potros do Futuro e por aí vai. É gratificante que na primeira e na segunda geração eles já se mostraram.

Em números, os 12 filhos do ST Dashin Leo que correram Três Tambores no ano hípico 2018/2019: correram 346 provas; campeões em 18 provas; do primeiro ao quinto em 76 provas; do sexto ao décimo em 34 provas. Melhor, impossível!”

Haras ST discorre sobre o projeto ST Dashin Leo
ST Pansoti. Foto: Hugo Lemes

Andamento do projeto

“O projeto está em andamento, assim como o acordo inicial com o Haras Flamboyant. Projeta-se uma avaliação mais sólida em cinco anos. Nesse ínterim, o Haras ST investirá na doma e campanha de no mínimo 40 potros (cerca de oito por ano – nascidos entre 2014 e 2018). Essas cinco gerações correão os Potros do Futuro de 2018 a 2022.

O Haras Flamboyant está sendo o grande parceiro desse projeto a partir da geração nascida em 2015, quando começaram a nascer os potros DL desse criatório. A proposta é que em cinco anos também coloque 40 potros em campanha.

Há muitas variáveis que influenciam nos resultados: A qualidade do manuseio inicial do potro e sua doma; O treinador que monta o animal e sua adaptação a ele; As pistas em que o potro irá correr; A saúde do animal e seus cuidados veterinários.

Também avaliamos se econômicamente o projeto é viável e chegamos a conclusão que sim. Porém, em toda análise racional e técnica há muita coisa de difícil previsão: O mercado de cavalos é relativamente instável; A evolução da economia nacional; A política da ABQM com relação ao estímulo de provas para amadores e jovens.

A valorização dos pequenos e médios eventos é fundamental. Note-se que expressiva maioria dos consumidores do cavalo ‘do meio’ estão nesse grupo. Por isso mesmo que criar cavalos é um negócio sim! Mas, deve-se colher dele os prazeres que proporciona. Nunca deixará de ser uma paixão”.

Por Verônica Formigoni
Fonte: Editora Passos
Foto de chamada: ST Dashin Leo | Crédito: Gabriel Oliveira

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Criadores

Haras Lagoinha: conheça o trabalho de 20 anos de resgate da pelagem pampa

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Foi a partir do nascimento do garanhão Monteblanco do PEC que o criatório de Marisa Iorio mudou todo o caminhar da pelagem pampa do Mangalarga

Na década de 90, quando a pelagem pampa estava praticamente à deriva dentro da raça Mangalarga, a criadora Marisa Iorio viu um nicho de mercado que precisava ser preenchido. Assim, a proprietária do Haras Lagoinha, situado em Jacareí/SP, resolveu iniciar um trabalho de resgate da pelagem pampa.

“Eu já estava preocupada em atender essas pessoas que procuravam por animais de pelagem exótica. Mas todo mundo só tinha animais de pelagem sólida para oferecer ao mercado. Praticamente, não tinha indivíduos pampa na raça”, lembra.

Na época, ela tinha apenas um exemplar pampa de tordilho em seu plantel, uma égua de 28 anos chamada de Lili JL. Dessa forma, Marisa resolveu arrendar Charles J.O. e, com um pensamento muito positivo, tirar desse cruzamento um garanhão de pelagem exótica.

Dessa forma, em 11 de janeiro de 1997 nasceu Monteblanco do PEC. “Com a linhagem de cavalo J.O., Monteblanco foi esse cavalo que nós chamamos de pilar da raça da pelagem pampa. Ele realmente mudou todo o caminhar da pelagem pampa”, frisa a criadora.

Monteblaco do PEC mudou o rumo da história do Mangalarga Pampa

E foi a partir de Monteblanco do PEC que o andar do cavalo Mangalarga de pelagem pampa tomou um rumo totalmente diferente. Tanto que, atualmente, cerca de 80% dos animais pampa apresentados em pista, não só pelo Haras Lagoinha, carregam a genética do garanhão, que é um diferencial na raça.

Novos desafios

Após conquistar o tão sonhado Mangarlaga Pampa, Marisa se viu em mais um desafio: encontrar éguas pampas para Monteblanco do PEC cobrir. No entanto, segundo ela, não existia nenhum exemplar na época.

“Então o que nós fizemos foi comprar barrigas excepcionais, mas olha que caminhar longo e difícil. Porque Monteblanco não é um cavalo homozigoto, ou seja, ele não possui o gene que ao cruzar com éguas sólidas vai dar sempre filhos de pelagem pampa. O Monteblanco é filho de égua pampa com Charles J.O., que é um cavalo de pelagem sólida”, explica Marisa.

E, desse trabalho de mais de 20 anos buscando resgatar a pelagem Pampa, o Haras Lagoinha já colhe bons frutos. Tanto que é reconhecidamente um dos principais centros de criação da raça Mangalarga de pelagem pampa.

“Estamos nessa luta há 20 anos, e quando a gente fala de resgate da pelagem, nós também falamos de resgate de sangues que estavam também perdidos na raça Mangalarga. Hoje já chegamos a 47% do número de expositores participantes de pelagens em relação ao número geral de inscrições da raça como a Exposição Brasileira e a Nacional. Então, é um trabalho também de fomento que o Lagoinha proporciona”.

Monteblanco do PEC é o melhor garanhão pampa do Brasil

Reconhecimento

Diante de tanta grandeza, Monteblanco do PEC foi reconhecido pelos seus méritos e, assim, é detentor do título do segundo garanhão no Livro de Méritos da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo da Raça Mangalarga (ABCCRM).  Consequentemente, ele é o melhor garanhão pampa do Brasil.

“Só existem dois garanhões até o momento, um é o Jambo da Sabauna, que é de pelagem sólida, e Monteblanco do PEC, segundo garanhão constando no livro. Tendo assim, sua performance é reconhecida através de filhos, netos e bisnetos em pista. Então, isso nos deixa muito felizes por estarmos num projeto de acerto, nessa linha de criação”, explica Marisa Iorio.

Se não bastasse isso, Monteblanco do PEC é o único garanhão Mangalarga Pampa com 98,5 pontos de Registro. Além disso, ainda figurou no ranking de Melhor Reprodutor da Raça Mangalarga Pampa por 10 anos consecutivos.

“O brilhantismo da rapidez de toda evolução não para por aqui, seus descendentes tanto de linhagem como de pelagem, sendo uma égua e um garanhão atingiram o título máximo de Grandes Campeões Nacionais da Raça Mangalarga no Geral. Monteblanco do Pec é uma lenda viva de evolução genética”, finaliza a criadora.

Mais informações sobre o Haras Lagoinha pelo telefone (12) 3956-1403 ou pelo WhatsApp (12) 9.9721-0527, com a Marisa Iorio. 

Por Natália de Oliveira
Crédito das fotos: Marisa Iorio

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