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Cavalgada para Machu Picchu com equipe da EPTV/Globo

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Cavalgada para Machu Picchu com equipe da EPTV/Globo Paulo Junqueira aborda em seu artigo da semana a respeito de uma cavalgada que fez a Machu Picchu com uma equipe de TV

Paulo Junqueira aborda em seu artigo da semana a respeito de uma cavalgada que fez a Machu Picchu com uma equipe de TV

Em agosto de 2010 organizei uma viagem a cavalo para Machu Picchu, para a gravação de um especial do Programa Terra da Gente, da EPTV, afiliada da rede Globo no estado de São Paulo.

No grupo tivemos, inegavelmente, a enriquecedora companhia do Enrique Umbert Sr, visionário pioneiro no desenvolvimento do turismo aventura de luxo nas montanhas do Peru. Junto com alguns amigos do Brasil, convidados para me acompanhar nessa aventura, estavam a repórter Helen Sacconi e o cinegrafista Antônio Luis.

Dessa forma, percorremos cerca de 110 quilômetros a cavalo pelas montanhas da Cordilheira de Vilcabamba, até avistar Machu Picchu. Acima de tudo, conhecida como Cidade Perdida dos Incas, um dos exemplos mais famosos da arquitetura incaica.

Machu Picchu

Machu Picchu, que significa ‘velha montanha’, é uma cidade pré-colombiana bem conservada. Está localizada no topo de uma montanha a 2.400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, mais conhecido como Vale Sagrado.

A viagem durou oito dias e o percurso, que teve início na capital Cusco, terminou nas ruínas da cidade inca. “O caminho era rodeado de paisagens incríveis. Mesmo com o frio e os desafios da altitude, foi uma das melhores viagens da minha vida”, conta Helen. A repórter nunca tinha cavalgado e precisou fazer um mês de aulas de equitação antes de seguir com nossa expedição.

Surpreendentemente, no roteiro as paradas foram em refúgios de montanha, lugares que também proporcionaram experiências únicas. “Éramos sempre muito bem-recebidos com chás quentes e comidas bem típicas. Pudemos provar uma sopa de cabeça de bode e um assado de porquinho-da-índia”, lembra a repórter.

jornalista Helen Sacconi – Foto: Arquivo/Programa Terra da Gente

Salkantay – Montanha Sagrada

No percurso chegamos a mais de 4.500 metros de altitude cruzando um ‘Paso’ na montanha Salkantay, é o segundo pico mais sagrado na mitologia Inca e com seus 6.270 metros é o mais alto na região, o que exigiu folego extra de todos nós e dos cavalos.

Tomar chá de folhas de coca para ajudar aliviar o ‘mal das alturas’, antes de mais nada, fazia parte da rotina. E Helen lembra que esse foi o maior desafio de toda a expedição. “Nós ficávamos com muita falta de ar”. Embora sejam reputados por seus poderes curativos para doenças de altitude entre os turistas, as folhas de coca são mais do que isso para os habitantes locais, sendo usadas como uma oferta cultural.

Cavalgada para Machu Picchu com equipe da EPTV/Globo Paulo Junqueira aborda em seu artigo da semana a respeito de uma cavalgada que fez a Machu Picchu com uma equipe de TV
Flora, culinária local, paisagens e arquiteturas são registradas pela equipe da TV – Foto: Arquivo/Programa Terra da Gente

Os Xamãs – Ritual para Pachamama

O xamanismo está muito presente na história espiritual do Peru, a cultura Inca tem em suas raízes um misticismo bastante forte, crenças que passaram a influenciar a vida e o cotidiano dos peruanos.

Do mesmo modo, alguns de nossos guias eram também Xamãs, guias espirituais, pessoas com profundo conhecimento da natureza humana. “Em determinados pontos do percurso, eles faziam rituais. Foram momentos emocionantes e inesquecíveis”, recorda a repórter.

As águas turquesas do lago Humantay, formado pelo degelo do glaciar Humantay, foram o ambiente aonde nossos guias realizaram o ritual qhoymi, de agradecimento à Pachamama, a Mãe-Terra. Durante o ritual explicaram a simbologia das espigas de milho, doces, incensos de palo santo e outros elementos que foram dispostos em gratidão à natureza e à vida.

Cavalgada para Machu Picchu com equipe da EPTV/Globo Paulo Junqueira aborda em seu artigo da semana a respeito de uma cavalgada que fez a Machu Picchu com uma equipe de TV
Guias preparam ritual xamã – Foto: Arquivo/Programa Terra da Gente

Durante a viagem tivemos oportunidade de conhecer a rotina das pessoas de algumas comunidades tradicionais que vivem naquelas alturas e ouvir histórias de suas heranças da cultura inca, como por exemplo, sempre pedirem licença aos ‘Apus’ – espíritos das montanhas.

A equipe da EPTV acompanhou nossa cavalgada, para registrar a incrível experiência ao percorrer a cavalo a Trilha Inca de Salkantay.

Por fim, ao concluir a viagem ficamos felizes em participar de um projeto que tem o compromisso de criar valor social e econômico, preservando e fortalecendo as tradições das comunidades andinas do Peru. “Tem que haver valor em uma experiência para dar cada vez mais conexão a um lugar”, como bem disse o arquiteto Andres Adasme.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br

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Cavalgada na África do Sul – Reserva de Witteberg

Paulo Junqueira destaca em sua coluna da semana mais uma cavalgada na África do Sul e a excelente sela McClellan usada nos safáris a cavalo na África

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O diferencial dessa cavalgada, portanto, é que é realizada em uma bela reserva na região de Witteberg. Ademais, local onde criam mais de 300 cavalos das raças Árabe e Boerperd (raça Sul Africana).

Antes de mais nada, a criação desses cavalos Árabes é focada em cavalos para Enduro. Assim, duas provas de Enduro afiliadas à Free State Endurance são realizadas lá a cada ano. As distâncias variam entre 40 e 80 km.

Cavalgada na África do Sul - Reserva de Witteberg

Uma das trilhas mais bonitas que percorri na fazenda, faz parte do percurso das provas. Só para ilustrar, alternei minha montaria, cavalgando nos Árabes e Boerperd. Aliás, essa última uma raça que é mais usada na maioria dos safáris a cavalo do continente africano. São cavalos muito bons e cômodos.

Durante quatro dias, cavalgamos entre planícies e algumas das montanhas mais altas da África do Sul. De tal forma que em uma das montanhas paramos para ver as pinturas dos bosquímanos, com cerca de 400 anos.

Cavalgada na África do Sul - Reserva de Witteberg

Nessa cavalgada, vimos e cruzamos com muitos animais. Springbuck, Blesbuck, Blackwilde beest, Oryx, Eland e Zebra são da fauna africana e vivem nesta reserva, que foi declarada Patrimônio Natural.

Cavalgamos cerca seis horas cada dia. Alguns dias voltamos para a sede da fazenda para o almoço, em outros dias comemos um lanche no campo. Nossa confortável hospedagem foi numa construção feita a partir de antigos edifícios agrícolas.

Sela McClellan

As selas que usamos na cavalgada foram modelo McClellan. Gosto muito dessa sela e trouxe uma comigo para o Brasil, iniciando minha pequena coleção. Inegavelmente, ela merece uma apresentação.

Foi projetada por George B. McClellan, oficial de carreira do Exército dos Estados Unidos. Ele teve a ideia logo após sua viagem pela Europa como membro de uma comissão militar encarregada de estudar os últimos desenvolvimentos e forças de cavalaria, incluindo equipamentos de campo.

Viajou durante um ano e observou várias batalhas da Guerra da Criméia. Ao retornar, apresentou uma proposta de manual para a cavalaria americana adaptada dos regulamentos de cavalaria russos existentes.

Animal da raça Boerperd com a Sela McClellan

Em conclusão, incluiu uma sela de cavalaria nessa proposta. Com efeito, alegou ser uma modificação de um modelo húngaro (Hussard), usado no serviço prussiano. A peça era também uma modificação de um modelo espanhol usado no México.

A sela McClellan foi adotada pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos em 1859. Era simples e menos cara do que as existentes. Leve o suficiente para não sobrecarregar o cavalo, mas forte o suficiente para dar um bom suporte ao cavaleiro e seu equipamento.

Cavalgada na África do Sul - Reserva de Witteberg
Modelo da sela com ajustes

De fato, foi um sucesso! E continuou em uso em várias formas até que os últimos cavalos de cavalaria e artilharia do Exército dos Estados Unidos foram desmontados no final da Segunda Guerra Mundial.

Desse modo, a sela McClellan está em uso desde 1859. Houveram algumas modificações ao longo do tempo, as mais significativas no Século 20. Continua a ser fabricada nos Estados Unidos e na África do Sul e já foi usada por cavaleiros de enduro.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Crédito das fotos: Divulgação/Martin Coetzee e Paulo Junqueira

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Expedições em Eswatíni e Lesoto

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, destinos pouco conhecidos

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A expedição que fiz para Lesoto e Eswatíni foi uma viagem não programada/agendada. Em 2010, fui a Witteberg, na África do Sul para conhecer e cavalgar com o Wiesman.

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, Lesoto e Eswatini, destinos pouco conhecidos e de muita cultura

Sua propriedade é um paraíso para amantes de cavalos, pois tem dois premiados criatórios. A saber, de cavalos Boerperd sul-africanos e cavalos Árabes de Enduro. Eles são criados selvagens nas encostas das montanhas Witteberg.  

Assim, em uma conversa com Wiesman soube da existência do Reino de Lesoto, que ficava bem próximo e resolvi ‘dar uma esticada lá’.

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, Lesoto e Eswatini, destinos pouco conhecidos e de muita cultura

Lesoto (oficialmente Reino do Lesoto) é um pequeno país da África Austral. Montanhoso, é o antigo reino da Bassutolândia, um dos países etnicamente mais homogêneos da África: 99% de sua população é da etnia basoto.

Vive da agricultura e criação de ovelhas na cordilheira do Drakensberg. Assim também, domina a maior parte do território e atinge mais de 3 mil metros de altitude.

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, Lesoto e Eswatini, destinos pouco conhecidos e de muita cultura

É o único país do mundo com toda a área acima dos mil metros. Ou seja, mais de 80% do território está acima dos 1,8 mil metros de altitude. Além disso, a geografia única do país valeu-lhe o título de ‘Reino no Céu’.

Reino de Eswatíni

Recém-nomeado, o Reino de Eswatíni tem nome de origem indígena, que significa ‘Terra dos Suazi’. Pequeno, é o menor país do hemisfério sul, possui muita cultura, aventura e vida selvagem.

Antiga Suazilândia, Eswatíni é um dos destinos mais subestimados (e menos visitados) da África. Antes demais nada, existe desde meados do século 13. Ademais, é uma das poucas monarquias nativas africanas ainda existentes. Junto com Lesoto e Marrocos.

Dessa forma, minha sugestão é explorar a Grande Reserva de caça Mkhaya, conhecida como ‘Refúgio para espécies ameaçadas’. Em contrapartida, outra opção é partir do histórico santuário de vida selvagem de Mlilwane e seguir pelas trilhas que cruzam planícies e montanhas. Passando por comunidades rurais da Suazi.

Essas reservas têm habitats bem diferentes. Enquanto Mlilwane são montanhas e áreas de pastagem, Mkhaya é uma típica savana espinhosa.

Uma combinação incrível! Reservas naturais, rica cultura Suazi, paisagem diversificada e abundante vida selvagem fazem desse pequeno reino um novo e interessante destino para um safari a cavalo.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Cavalgada da Água Boa

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Paulo Junqueira conta sua experiência com a Cavalgada da Água Boa no Rio Grande do Norte

Cavalguei, alguns anos atrás, na região de Tibau do Sul, a Cavalgada da Água Boa. O município fica entre a Lagoa das Guaraíras e o Oceano Atlântico, no Rio Grande do Norte. A hospedagem foi no Hotel Marinas.

Logo depois de me acomodar, fomos para o Haras Água Boa, do amigo Rogério Bivar. Localizado, portanto  a 10 km do hotel e a 4 km do mar. Antes de mais nada, o haras cria cavalos Mangalarga Marchador de marcha picada desde 1999. E são vários os animais premiados em exposições.

Foto: Paula Silva

Cavalgamos nas praias com oportunidade para vários galopes. Assim como nadamos com os cavalos e cavalgamos em noite de lua cheia. Cada dia teve um diferencial de natureza.

A renomada fotógrafa Paula da Silva acompanhou nossa cavalgada. Por consequência, suas fotos da viagem foram publicadas em várias revistas internacionais.

Paulo Junqueira conta sua experiência com a Cavalgada da Água Boa no Rio Grande do Norte, feita alguns anos atrás em companhiade amigos

Não só falésias, como também berçário de tartarugas-marinhas, santuário ecológico. E, inegavelmente, muita praia bonita. Os cavalos muito cômodos, estavam sempre dispostos. Assim sendo, mostraram que a seleção do haras faz diferença.

Paulo Junqueira conta sua experiência com a Cavalgada da Água Boa no Rio Grande do Norte, feita alguns anos atrás em companhiade amigos

Durante os quatro dias de cavalgada, passamos pelas praias de Sagi. A saber, desde a divisa com a Paraíba, Mata Estrela, praia de Baia Formosa, praia de Sibauma, praia do Canto, Chapadão e praia da Pipa.

Paulo Junqueira conta sua experiência com a Cavalgada da Água Boa no Rio Grande do Norte, feita alguns anos atrás em companhiade amigos
Foto: Paula Silva

Na Barra do Cunhau atravessamos a balsa com os cavalos. Nosso destino, então, em algumas noites, foi a famosa Pipa que fica a pouco minutos de Tibau do Sul. Esse, sem dúvida, é um excelente destino de praia para cavalgar no Brasil.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
Crédito da foto de chamada: Paula Silva
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