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Haras Santo Antônio, o reduto de Castanho Red

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Fundado na década de 90, o Haras contribui para a evolução do esporte nesse período e ainda agrega com sua genética

O Haras Santo Antônio completa esse ano 23 anos de criação com a certeza de que continua no caminho certo. Um criatório genuinamente brasileiro, de propriedade da família Freitas, de Marcos Roberto. Como criador na ABQM, está entre os Top 10 do Brasil, ocupa a sétima colocação com 5.522,00 pontos (dados de setembro de 2019). Mas por trás desses resultados há uma história de amor e dedicação a criação, aos cavalos e ao esporte.

Marcos Roberto de Freitas começou no cavalo em 1993, pelo interesse do filho Daniel Salvatore Freitas, que queria montar. “Eu comprei meu sítio em dezembro de 1993 e nosso primeiro cavalo foi um Mangalarga. E eles brincavam na Hípica, fazíamos Cinco Tambores. A partir de 1994, Daniel começou a se interessar mais. E no recinto tinha um treinador chamado Luís Carlos Moreira, que é filho do seu Dito, e ele tinha alguns animais na escolinha”, conta.

Como Marcos não tinha muito conhecimento sobre raças conheceu o Carlos Marçano, que tinha seu criatório, onde é hoje o Haras D. Claudina, e ele o ensinou muito. “O Marçano quem ajudou a escrever o livro de regras da ABQM, ele faleceu logo que montei o haras. Tinha três éguas que foram levadas para Érico Braga. Vi ali uma boa oportunidade de adquirir bons animais para começar minha criação, então fui falar com o Érico”.

O criador lembra que na propriedade tinha gado, que ele trocou por éguas, que eram do cunhado de Marçano. “Ele fez as contas e aceitou”, recorda Freitas. As éguas eram: Duquesa KRB, Jamaica e a mãe do Castanho Red, Baby Girl Deckgo.

Ele pensou bem, pois queria para fazer bons cruzamentos. Então decidiu que seria com Shady Leo. “Liguei para o Paulo, era um comerciante, criador excepcional e perguntei quanto custava a cobertura. Naquela época era em dólares e ele me disse custava mil dólares. comprei três coberturas. Nasceram três animais, um não gostei, o da Jamaica; da Duquesa foi muito boa e nasceu a Fofinha San, filha da Baby Girl Deckgo, irmã própria do Castanho Red, que foi uma das melhores reprodutoras do FNSL”.

Fofinha San foi o primeiro animal de criação do haras e chegou a ser apresentada por Daniel. O conjunto foi reservado campeão Potro do Futuro nos Três Tambores e nas Seis Balizas. Mas Marcos queria mais e comprou mais duas coberturas de Shady Leo. Nasceu Castanho Red (foto).

Daniel e Thiago Freitas

“Foi muita sorte isso, até hoje não achei outro garanhão. Quando o vi, na hora achei que era diferente, tinha uns quatro ou cinco potros juntos. Eu não entendia muito, mas via que o pessoal que ia lá ver os potros, só queria ele. Aí pensei meu Deus do céu, preciso preservá-lo. Fiz três baias e dei orientação para que cuidássemos do Castanho Red, pois ele era diferente. Nem para o Daniel contei”.

Com um ano e meio, Castanho Red foi apresentado para o Daniel e o pessoal do Haras. “Ele entrou no meio das baias e Daniel falou ‘o que é isso?’! Falei ‘vai ser nosso futuro garanhão’”, recorda o criador. E Castanho Red se tornou um atleta de sucesso na sela do Daniel Freitas, formando um conjunto imbatível nas pistas. Ganhou Congresso, antes do Potro do Futuro, Campeonato Nacional na Baliza.

“Castanho Red têm 52 pontos na ABQM, Registro de Mérito Aberta e Amador e Superior em Três Tambores Amador. Vimos que ele era muito bom e colocamos na reprodução. Hoje ele tem mais de 430 filhos registrados, é o segundo melhor garanhão vivo de Três Tambores do Brasil”.

E Castanho Red se tornou o garanhão chefe do Haras Santo Antônio. Segundo o SGP Sistema, sua produção soma ganhos de R$ 1.965.920,65 em prêmios. Pela ABQM sua produção soma 7.098,25 pontos com 277 filhos pontuados e 15 deles com marcas na casa dos 16 segundos. “Possuímos um dos melhores garanhões do Brasil, filho de Shady Leo que com 20 anos de idade possui marcas incríveis, citadas acima. Castanho Red foi o melhor garanhão de Tambor de 2011 e 2012, mostrando a força da sua prole”, ressalta o criador.

O Haras Santo Antônio nunca investiu em genética de fora, mas segundo Marcos Freitas a sorte esteve ao seu lado por duas vezes. “Nunca comprei animal caro e os amigos ajudaram muito. Eu tinha Castanho Red e um dia o Érico Braga falou que ia ter um leilão de animais que não deram certo na Corrida e me indicou o Holland Wars”, lembra Marcos. “Naquela época paguei um valor bem acessível e em 12x. Tirei umas filhas do Holland e cruzei com Castanho e deram as melhores genéticas para mim, ou seja, tive sorte de novo!”.

Daniel Freitas e Décio Talon

Atletas do Haras

Daniel Salvatore de Freitas possui mais de 1.181 pontos, ficando entre os melhores treinadores e competidores da ABQM, sendo um dos melhores Jovem/Amador de todos os tempos. “Comecei com 11 anos de idade e competi durante17 anos . Montei muitos cavalos bons do Haras e de parceiros. Logo no começo Creek Leo, Festival de SI, Princess Leo, uma égua muito boa. Logo depois veio Holland Wars, Castanho Red e montei também os produtos desses dois garanhões , Star Red, Cabocla Red Leo, Zaino Wars e vários outros que tive a oportunidade”.

O atleta ainda lembra da trajetória que passou no haras. “Comecei com o Lu Moreira, que montou alguns cavalos nossos. Depois veio o Décio Talon, eu e ele competíamos, participei ativamente desses períodos. Com passar dos anos fui diminuindo e o Décio se despontou com a nossa tropa quando virou profissional. Foi uma fase muito feliz da minha vida de convivência com pessoas que me agregaram muito. E espero que meus filhos, quando tiveram um pouco maiores, me acompanhem nas provas, desse meio que é tão saudável”.

Ele competiu ativamente até 2002, quando teve que parar para se especializar em sua área profissional no Rio de Janeiro. Hoje, Daniel participa esporadicamente das provas devido a vida corrida de trabalho, mas sempre que pode está em cima de um cavalo. Nesse período, Décio Gaspar Talon entrou para fazer parte da família do Haras Santo Antônio.

Marcos, o pai, quando viu que o filho precisava reduzir a participação nos eventos, conversou com Vagner Simionato que precisava arrumar alguém para tocar os cavalos. “Conversando com o Vaguinho, contei que ia parar ou precisava arrumar um tocador, Ele apontou o Decinho, que era ainda da classe jovem. Depois de falar com Daniel, fechei com ele”, expõe.

E assim, Decinho ficou trabalhando por sete anos no Santo Antonio e ganhava tudo, o inicio de sua carreira profissional foi ali. “No primeiro Congresso ele me vendeu 300 mil de cavalo e começou a ganhar tudo. Chegou a ganhar no mesmo dia Potro do Futuro Aberta e Amador com Mister Red Wars, essa época ele ainda não ganhava salário”, fala Marcos.

Thiago Freitas Marques, neto de Marcos, deu sequência à geração de competidores da família. A princípio não queria, mas após voltar do Campeonato Nacional com o avô e o tio, resolveu que ia começar a competir. “Ele começou a montar e pegou gosto. Hoje é tricampeão Potro do Futuro Jovem ABQM de Tambor, na sela dos filhos de Castanho Red – 2015 com BilaRed, 2017 com Rainbow Dash Red e 2018 com Miss Baby Red”, ponta Freitas.

Atualmente, o treinador do Haras Santo Antônio é Danyllo Laurindo, que conquistou seu primeiro 16 montando a potra Rainbow Dash Red e segue com bons resultados em pista. Marcos Freitas faz uma avaliação desses 23 anos e lembra-se de quando comprou o sítio e fez um pedido a Deus. “Pedi uma coisa para Deus, que ele me desse saúde e me propiciasse condições de manter aquilo”. Antigamente, os investimentos pesados no Quarto de Milha eram na Corrida, mas com a evolução das genéticas, criadores dos Três Tambores começaram a investir muito, trazendo animais importados.

“E isso pesa para nós os pequenos que nem eu. Nunca importei um cavalo, nem fiz grandes investimentos. Não porque não quis, mas porque não tinha condições financeiras. Sou um professor universitário, que tive a sorte de fazer um garanhão que paga as contas do haras até hoje, por isso que continuo. Tudo que ganho invisto no haras e não é fácil. Mas, graças a nossa genética, a gente consegue se manter no mercado, sem investir em genética de fora”, afirma o criador.

Para finalizar, Marcos Freitas fala que de todos esses anos o melhor de tudo foram as amizades que ganhou. “Os amigos que fizemos e estão ao nosso lado em todos os momentos. E caminho que meu filho tomou se tornando um cirurgião de renome, muitas posturas vieram do cavalo. Aprendeu a competir e hoje o mundo é completamente competitivo. Aprendeu a discernir o certo do errado, a trabalhar duro. Porque os cavalos exigiam muito e deu um norte na vida dele.” Para ver mais conteúdo como esse clique aqui.

Por Verônica Formigoni
ESPECIAL Bauru – Revista Tambor & Baliza – Ed. 83
Fotos: arquivo pessoal

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Brasileiro de Hipismo

Haras Cabana Boa Vista inicia projeto social envolvendo cavalos BHs

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Iniciativa tem como objetivo iniciar no hipismo crianças das comunidades próximas ao haras, em Paudalho/PE

O Haras Cabana Boa Vista – especialista na produção e reprodução de cavalos de esporte – começou no sábado (11) um projeto social com cavalos da raça Brasileiro de Hipismo.

De acordo com o proprietário do haras, Alexandre Teles, a ideia do projeto é iniciar no hipismo crianças das comunidades próximas ao haras, que fica localizado em Paudalho/PE.

“Sabemos da importância do esporte na formação das crianças, e do peso e responsabilidade que esse empreendimento traz consigo. Que Deus nos ajude a seguir em frente e nos dê ânimo e forças quando necessário”.

O ponta pé inicial desse projeto foi dado com ajuda do cavaleiro e professor André Ferreira. Com muita paciência, ele ajudou as crianças, ainda meio desajeitadas, a darem seus primeiros trotes.

“A escolinha nasce de nosso anseio em ajudar a comunidade. A inspiração vem de D. Isnal Barbosa, nossa avó paterna, professora do primário em Campina Grande, e que ao chegar a Recife, dirigiu por mais de quatro décadas o Orfanato Presbiteriano Vale do Senhor”, acrescenta Alexandre.

Dessa forma, o animal utilizado nas primeiras aulas foi a Brasileiro de Hipismo CS Ully. Uma égua nascida em 2003 no Haras Campos Salles, que já teve seus dias de glória saltando GPs no Brasil.

Ainda de acordo com Alexandre, inexplicavelmente, CS Ully foi abandonada sem qualquer cuidado. E, assim, foi adquirida no ano passado pelo Haras Cabana Bos Vista para tentar seu restabelecimento. “Ela está trabalhando feliz da vida, dócil e empenhada em ajudar. Parece até que sabe o que está fazendo”.

Fonte: ABCCH
Crédito da foto: Divulgação/ABCCH/Anna Carvalho

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Criadores

Haras ST discorre sobre o projeto ST Dashin Leo

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Haras ST discorre sobre o projeto ST Dashin Leo

Em artigo publicado originalmente na Revista Tambor & Baliza, você irá conhecer um pouco mais a respeito da filosofia de criação do Haras ST

Há mais de 45 anos o Haras ST cria Quarto de Milha e detém inúmeras marcas que atestam a excelência do seu plantel. Assim sendo, é o Criador mais pontuado da história da ABQM, com mais de 16.000 pontos no RMT.

De acordo com as estatísticas, entre as dez melhores matrizes brasileiras, cinco formaram a base do criatório ST. Ou seja, 50% das melhores matrizes de todo o Brasil, incluindo a líder ST Cajuina, com mais de 3.500 pontos pela ABQM. Mãe, sobretudo, de ST Tapioca, que já tem com quase 2.000 pontos como matriz.

Ainda conforme os dados apurado, entre os atletas dois dos animais mais pontuados pela ABQM são a ST Tapioca, com mais de 1.400 pontos, e sua filha ST Taboquinha, com mais de 1.000 pontos. Os únicos animais com mais de mil pontos em pista nos Três Tambores.

Para exemplificar ainda a informação do começo do texto, o Haras ST acumula dez anos de ABQM Awards nos Três Tambores. Todos esses dados são oficiais da ABQM.

Do mesmo modo, consultando o arquivo do SGP Sistema, a liderança ST também impressiona: as três matrizes que lideram ganhos em R$ no Brasil são ST. E as únicas com mais de R$ 600.000,00 em ganhos.

Por fim, ao analisar o ‘Clube dos 16’, de cavalos que marcaram tempo na casa dos 16 segundos no Tambor, apesar de alguns dados ainda não terem sido atualizados, o ST lidera em número de tempos e a ST Cajuina como matriz.

Confira a análise do Dr. Marcio Tolentino!

Escolha dos reprodutores

“Muito obrigado pela oportunidade de abrir as portas do ST para falarmos da nossa filosofia de criação mais uma vez. Para começar, vamos pontuar algumas coisas. A importância da matriz já é bem conhecida e comprovada. Mas, um potro não nasce sem pai. Tem que haver um garanhão e há de ser bom: à altura do plantel de mães que o Haras ST possui.

O primeiro critério de escolha é pela morfologia e genética, que são inseparáveis: sua estrutura e suas proporções estão fortemente relacionadas à linhagem a que pertence. Nesse item procuramos observar detalhadamente as características que foram dominantes por parte de pai e de mãe (o que veio de um e o que veio do outro). Valorizamos particularmente a estrutura óssea, cascos e aprumos.

Sendo coerente com nosso pensamento, valorizamos muito a mãe na escolha dos nossos reprodutores. O ST Dashin Leo é filho da ST Cajuina. O terceiro ponto que analisamos é o caráter. Difícil de definir, mas desde novinho percebe-se um animal atento… mas manso, de boa índole. E a índole também é transmitida para os filhos.

Para nós é fundamental que os animais possam ser montados por amadores, jovens e principiantes. Acreditamos que isso é o alicerce do esporte que escolhemos. E tem mais: essas categorias é que sustentam a viabilidade econômica dos criadores, qualquer que seja seu tamanho. A escolha considerou também a beleza do animal, incluindo a cor. Sobretudo, há outros pequenos detalhes, mas sua exposição tornaria esse artigo muito longo!”

Escolhas semelhantes

“Os três garanhões que formaram o plantel do Haras ST foram escolhidos de acordo com os mesmos critérios da escolha do ST Dashin Leo. Dessa forma, o atual reprodutor-chefe do haras, ST Dashin Leo, carrega nas costas uma responsabilidade sem igual. Ele é o sucessor dos dois garanhões que iniciaram o criatório do ST há mais de 40 anos. Primeiro foi o Shady Leo e segundo o Fishers Fly.

Acima de tudo, tínhamos várias opções da geração de 2011 quando resolvemos escolher um garanhão. Inclusive, vimos alguns animais de outros criatórios. Mas ele foi o escolhido juntamente com o saudoso Dr. Kiko, presença fundamental na estruturação do ST a partir dos anos 2000.

O também muito saudoso Marcão Toledo domou o ST Dashin Leo. Certa vez nos disse: ‘é um carneiro doutor, garanhão para criança montar’. E o André Coelho foi escolhido como treinador: ‘entre os melhores animais que já montei’.

A campanha do ST Dashin Leo durou apenas três meses. Nesse curto período correu apenas seis provas e parou a campanha com a mudança do André para os Estados Unidos. Contudo, nesse meio tempo, foi campeão do Congresso ABQM Cavalo Iniciante Três Tambores 2015.

O ST considerou que a escolha do DL estava correta. Tinha tudo para gerar filhos velozes, mas sobretudo, mansos.

O projeto não parou aí: sempre entendemos que o planejamento de um criatório de cavalos deva ser a longo prazo, no mínimo cinco anos, sendo que para resultados mais sólidos é preciso no mínimo uma década”.

Parceiros do projeto

“Todos que compraram coberturas ou potros desse nosso garanhão são parceiros importantíssimos. Repetimos sempre que ‘ninguém se faz sozinho’. A partir de 2015 fizemos uma parceria especial com o Haras Flamboyant. Uma parceria gratificante, diga-se de passagem.

Havia e há um problema na utilização do Dashin como garanhão aqui no ST: consanguinidade com nosso plantel de matrizes. Das 25 matrizes em atividade no haras, 11 são irmãs dele, e uma é a própria mãe. Esse fato limita o volume de potros em pista para que fosse provada a sua qualidade como garanhão.

Dessa forma, estávamos, sim, aceitando parceria que participasse desse projeto. Necessariamente a longo prazo. E que aceitasse os custos que envolvem colocar até cinco gerações de potros em pista.

Novamente entra o Dr. Kiko, que sugeriu uma parceria com o Ivan Melo. O Haras Flamboyant tinha e tem um selecionado plantel de matrizes. Além disso, a parceira abriu a possibilidade de cruzamentos com éguas Tres Seis: cruzamento que achamos excelente para o DL.

Todo esse planejamento é importante para o projeto, mas, sobretudo, a nossa aproximação com o Ivan desenvolveu-se num ambiente de extrema confiança e amizade cada vez maior.

Acrescente-se a sintonia familiar, particularmente entre a Isabel e Ana Luiza, duas apaixonadas pelos criatórios dos pais e responsáveis pela sua continuidade. Isso tudo tem um valor inestimável”.

 Objetivos

“Entre os objetivos projetados, a longo prazo, para o ST Dashin Leo: com dez gerações em pista, ser um dos dez melhores garanhões produtores de Três Tambores no Brasil. Até agora há 2.494 garanhões produtores de animais pontuados na modalidade.

Estar entre os dez significa, hoje, estar numa elite representada por menos de 0,05% dos garanhões. E, acima de tudo, produzir cerca de 4.000 pontos. Com o passar do tempo esse número tende a aumentar.

O Haras ST acredita muito em avaliações estatísticas. Note-se que a estatística baseia-se em comparações com outros garanhões e índices: não avalia apenas números. Números são as ferramentas iniciais.

Assim sendo, para cumprir o objetivo citado os filhos do DL da primeira geração deveriam somar pelo menos 100 pontos no ano do seu Potro do Futuro (2018) e 350 pontos no final de 2019 com duas gerações em pista. Ainda 500 pontos no final de 2020″.

Avaliações

“O ST avalia os produtos do DL de cada geração e o desempenho de cada um individualmente. A estatística exige, como foi escrito acima, uma comparação com os melhores reprodutores e o estabelecimento de índices. Um bom índice é a média de pontos por filho. O ST Dashin Leo está superando todas as projeções estatísticas.

A tabela mostra os dez melhores reprodutores de Três Tambores da geração 2014, ano hípico 2018/2019. Foi a estreia da primeira geração do Dashin.

Haras ST discorre sobre o projeto ST Dashin Leo

A produção de cavalos velozes é importante! Valorizamos, sim, os chamados ‘cavalos de 16’. Até o fechamento desse texto, cinco filhos do Dashin já correram na marca dos 16. Contudo, achamos fundamental a produção de animais dóceis, facilmente montados por amadores e jovens. Nesse item o ST Dashin Leo tem se mostrado muito melhor do que o esperado.

Haras ST discorre sobre o projeto ST Dashin Leo
ST Caloca. Foto: Hugo Lemes

Desejamos também que o DL produza alguns ícones, que vençam torneios de renome nacional, Slots, Potros do Futuro e por aí vai. É gratificante que na primeira e na segunda geração eles já se mostraram.

Em números, os 12 filhos do ST Dashin Leo que correram Três Tambores no ano hípico 2018/2019: correram 346 provas; campeões em 18 provas; do primeiro ao quinto em 76 provas; do sexto ao décimo em 34 provas. Melhor, impossível!”

Haras ST discorre sobre o projeto ST Dashin Leo
ST Pansoti. Foto: Hugo Lemes

Andamento do projeto

“O projeto está em andamento, assim como o acordo inicial com o Haras Flamboyant. Projeta-se uma avaliação mais sólida em cinco anos. Nesse ínterim, o Haras ST investirá na doma e campanha de no mínimo 40 potros (cerca de oito por ano – nascidos entre 2014 e 2018). Essas cinco gerações correão os Potros do Futuro de 2018 a 2022.

O Haras Flamboyant está sendo o grande parceiro desse projeto a partir da geração nascida em 2015, quando começaram a nascer os potros DL desse criatório. A proposta é que em cinco anos também coloque 40 potros em campanha.

Há muitas variáveis que influenciam nos resultados: A qualidade do manuseio inicial do potro e sua doma; O treinador que monta o animal e sua adaptação a ele; As pistas em que o potro irá correr; A saúde do animal e seus cuidados veterinários.

Também avaliamos se econômicamente o projeto é viável e chegamos a conclusão que sim. Porém, em toda análise racional e técnica há muita coisa de difícil previsão: O mercado de cavalos é relativamente instável; A evolução da economia nacional; A política da ABQM com relação ao estímulo de provas para amadores e jovens.

A valorização dos pequenos e médios eventos é fundamental. Note-se que expressiva maioria dos consumidores do cavalo ‘do meio’ estão nesse grupo. Por isso mesmo que criar cavalos é um negócio sim! Mas, deve-se colher dele os prazeres que proporciona. Nunca deixará de ser uma paixão”.

Por Verônica Formigoni
Fonte: Editora Passos
Foto de chamada: ST Dashin Leo | Crédito: Gabriel Oliveira

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Criadores

Haras Lagoinha: conheça o trabalho de 20 anos de resgate da pelagem pampa

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Foi a partir do nascimento do garanhão Monteblanco do PEC que o criatório de Marisa Iorio mudou todo o caminhar da pelagem pampa do Mangalarga

Na década de 90, quando a pelagem pampa estava praticamente à deriva dentro da raça Mangalarga, a criadora Marisa Iorio viu um nicho de mercado que precisava ser preenchido. Assim, a proprietária do Haras Lagoinha, situado em Jacareí/SP, resolveu iniciar um trabalho de resgate da pelagem pampa.

“Eu já estava preocupada em atender essas pessoas que procuravam por animais de pelagem exótica. Mas todo mundo só tinha animais de pelagem sólida para oferecer ao mercado. Praticamente, não tinha indivíduos pampa na raça”, lembra.

Na época, ela tinha apenas um exemplar pampa de tordilho em seu plantel, uma égua de 28 anos chamada de Lili JL. Dessa forma, Marisa resolveu arrendar Charles J.O. e, com um pensamento muito positivo, tirar desse cruzamento um garanhão de pelagem exótica.

Dessa forma, em 11 de janeiro de 1997 nasceu Monteblanco do PEC. “Com a linhagem de cavalo J.O., Monteblanco foi esse cavalo que nós chamamos de pilar da raça da pelagem pampa. Ele realmente mudou todo o caminhar da pelagem pampa”, frisa a criadora.

Monteblaco do PEC mudou o rumo da história do Mangalarga Pampa

E foi a partir de Monteblanco do PEC que o andar do cavalo Mangalarga de pelagem pampa tomou um rumo totalmente diferente. Tanto que, atualmente, cerca de 80% dos animais pampa apresentados em pista, não só pelo Haras Lagoinha, carregam a genética do garanhão, que é um diferencial na raça.

Novos desafios

Após conquistar o tão sonhado Mangarlaga Pampa, Marisa se viu em mais um desafio: encontrar éguas pampas para Monteblanco do PEC cobrir. No entanto, segundo ela, não existia nenhum exemplar na época.

“Então o que nós fizemos foi comprar barrigas excepcionais, mas olha que caminhar longo e difícil. Porque Monteblanco não é um cavalo homozigoto, ou seja, ele não possui o gene que ao cruzar com éguas sólidas vai dar sempre filhos de pelagem pampa. O Monteblanco é filho de égua pampa com Charles J.O., que é um cavalo de pelagem sólida”, explica Marisa.

E, desse trabalho de mais de 20 anos buscando resgatar a pelagem Pampa, o Haras Lagoinha já colhe bons frutos. Tanto que é reconhecidamente um dos principais centros de criação da raça Mangalarga de pelagem pampa.

“Estamos nessa luta há 20 anos, e quando a gente fala de resgate da pelagem, nós também falamos de resgate de sangues que estavam também perdidos na raça Mangalarga. Hoje já chegamos a 47% do número de expositores participantes de pelagens em relação ao número geral de inscrições da raça como a Exposição Brasileira e a Nacional. Então, é um trabalho também de fomento que o Lagoinha proporciona”.

Monteblanco do PEC é o melhor garanhão pampa do Brasil

Reconhecimento

Diante de tanta grandeza, Monteblanco do PEC foi reconhecido pelos seus méritos e, assim, é detentor do título do segundo garanhão no Livro de Méritos da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo da Raça Mangalarga (ABCCRM).  Consequentemente, ele é o melhor garanhão pampa do Brasil.

“Só existem dois garanhões até o momento, um é o Jambo da Sabauna, que é de pelagem sólida, e Monteblanco do PEC, segundo garanhão constando no livro. Tendo assim, sua performance é reconhecida através de filhos, netos e bisnetos em pista. Então, isso nos deixa muito felizes por estarmos num projeto de acerto, nessa linha de criação”, explica Marisa Iorio.

Se não bastasse isso, Monteblanco do PEC é o único garanhão Mangalarga Pampa com 98,5 pontos de Registro. Além disso, ainda figurou no ranking de Melhor Reprodutor da Raça Mangalarga Pampa por 10 anos consecutivos.

“O brilhantismo da rapidez de toda evolução não para por aqui, seus descendentes tanto de linhagem como de pelagem, sendo uma égua e um garanhão atingiram o título máximo de Grandes Campeões Nacionais da Raça Mangalarga no Geral. Monteblanco do Pec é uma lenda viva de evolução genética”, finaliza a criadora.

Mais informações sobre o Haras Lagoinha pelo telefone (12) 3956-1403 ou pelo WhatsApp (12) 9.9721-0527, com a Marisa Iorio. 

Por Natália de Oliveira
Crédito das fotos: Marisa Iorio

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